<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313</id><updated>2012-01-25T03:44:27.582-02:00</updated><category term='Jornal do Brasil'/><category term='Fundação Cultural Palmares'/><category term='Ruy Castro'/><category term='Wilson Simonal'/><category term='Gilberto Gil'/><category term='Portugal'/><category term='Maria Rita'/><category term='Paralamas'/><category term='Mario Prata'/><category term='Simonal Canta Tom e Chico'/><category term='O Pasquim'/><category term='Gustavo Alonso'/><category term='Discos'/><category term='Max de Castro'/><category term='Lauro Lisboa Garcia'/><category term='Estadão'/><category term='Editora Globo'/><category term='Frejat'/><category term='Som Brasil'/><category term='Roberto Carlos'/><category term='Documentário'/><category term='Altas Horas'/><category term='Mauro Ferreira'/><category term='Claudio Manoel'/><category term='Elis Regina'/><category term='Artur da Távola'/><category term='Aquiles Rique Reis'/><category term='José Marques Neto'/><category term='Paulo Cesar de Araújo'/><category term='Folha de S.Paulo'/><category term='Afrânio Brasil Soares'/><category term='Regina Duarte'/><category term='Waldemar Pavan'/><category term='OAB'/><category term='Dinah Sales de Oliveira'/><category term='Philips'/><category term='Sarah Vaughan'/><category term='DVD Baile do Simonal'/><category term='Rolling Stone Brasil'/><category term='Biscoito Fino'/><category term='Festival RTP da Canção'/><category term='Cinema'/><category term='Chico Buarque'/><category term='Marcelo D2'/><category term='Jaguar'/><category term='Mário Magalhães'/><category term='Universal Music'/><category term='Mug'/><category term='Biografia'/><category term='Micael Langer'/><category term='TV Globo'/><category term='Coleção Folha'/><category term='Miguel Falabella'/><category term='Chico Anysio'/><category term='Samuel Rosa'/><category term='Jamelão'/><category term='Wax Poetics Anthology Volume 2'/><category term='Odeon'/><category term='Denilson Monteiro'/><category term='Marco Imperial'/><category term='Carlos Imperial'/><category term='Topo Gigio'/><category term='Calvito Leal'/><category term='Wilson Simoninha'/><category term='Agildo Ribeiro'/><category term='Toninho Spessoto'/><category term='EMI Music'/><category term='Danilo Casaletti'/><category term='Jefferson Rodrigues de Rezende'/><category term='Revista O Cruzeiro'/><category term='Ricardo Alexandre'/><category term='Caetano Veloso'/><title type='text'>Quero tombo, não rasteira</title><subtitle type='html'>'Quando os resíduos arderem em chamas
os milharais ficarão verdes novamente!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>63</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-7535285438512170044</id><published>2010-06-28T12:18:00.030-03:00</published><updated>2010-08-31T05:15:51.449-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Regina Duarte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pasquim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mug'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agildo Ribeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Topo Gigio'/><title type='text'>Simonal e eu</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SeEuYgn3hcI/AAAAAAAAADY/dSuJ_YPmjoQ/s1600/Capa+Simona-Frente.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323587233137526210" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SeEuYgn3hcI/AAAAAAAAADY/dSuJ_YPmjoQ/s200/Capa+Simona-Frente.bmp" style="height: 200px; margin-top: 0px; width: 143px;" /&gt;&lt;/a&gt; Eu tinha apenas três aninhos quando me apaixonei pelo Simonal! &lt;br /&gt;Mas, confesso, ele não foi o meu primeiro amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conheci o Simonal, o meu coração já batia por alguém - já tinha um dono. É verdade, fui mesmo uma criança bastante precoce: apesar das fraudas molhadas, da pouca idade e de nenhum juízo, eu já tinha um namorado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1970, a razão da minha curta existência era um nanico tagarela e dengoso que conquistava todas as menininhas da minha idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era lindo! Tinha 20 centímetros de altura, um charmoso sotaque italiano, orelhas enormes e uns três ou quatro fios de bigode. Vestia camisa branca, calça vermelha, suspensórios e gravatinha-borboleta azuis, sapatos pretos e boné amarelo. Para dormir, usava uma sensual camisola branca e uma touquinha com pompons. Um gato! Ou melhor, um rato...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu nome, TOPO GIGIO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StHCkQH2I_I/AAAAAAAAATA/v50sKb_2BGM/s1600-h/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Topo+Gigio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 30em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StHCkQH2I_I/AAAAAAAAATA/v50sKb_2BGM/s320/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Topo+Gigio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Topo Gigio era um simpático e falante ratinho por quem eu era completamente alucinada! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui uma criança tímida. Ao contrário, era bem espevitada: passava o dia inteiro falando pelos cotovelos e aprontando todas enquanto esperava a hora do meu namoradinho camundongo chegar. Minha mãe agradecia a Deus quando o Gigio aparecia na televisão, sempre risonho, dançando e cantando sem parar, só assim eu calava a boca e dava um pouquinho de sossego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que a música entrou na minha vida. Lembro até hoje do Topo Gigio com uma faixa na testa, a lá Simonal, cantarolando &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;♫ &lt;em&gt;"meu limão, meu limoeiro, &lt;br /&gt;meu pé de jacarandá, &lt;br /&gt;uma vez tindo lelê, &lt;br /&gt;outra vez, tindo lalá"...&lt;/em&gt; ♫&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha certeza de que o Simonal era amigo íntimo do Gigio, e amigo do meu namorado era meu amigo também. Mas, eu só não entendia uma coisa: &lt;strong&gt;por que o Simonal imitava o Topo Gigio? &lt;/strong&gt;... ( ??? )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não acredita? Imitava sim, olha ai a prova:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="364" width="445"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZukuTbK0qKk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZukuTbK0qKk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, sem mais nem menos, os caras lá do Pasquim cismaram com o ratinho só porque ele balançava a perninha e pedia beijinho para o Agildo Ribeiro. A solução foi arrumar uma namorada famosa para o Gigio, e a&amp;nbsp;sortuda&amp;nbsp;foi ninguém mais, ninguém menos, que a própria 'namoradinha do Brasil'. Sim, Regina Duarte, em carne e osso. A assanhada virou Rosita, minha rival. Mas, quer saber? Eu não senti ciúme, não. A verdade é que eu até gostava dela. Juro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o truque não deu certo. De novo, o Pasquim pegou no pé do Gigio com umas piadinhas esquisitas... coisa de adulto, vai entender. Claro, o Gigio não gostou nem um pouquinho da brincadeira, ficou muito magoado e, dali a uns tempos, resolveu ir cantar noutra freguesia. Jogou uma trouxinha nas costas, olhou no fundo dos meus olhos e cantou &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; ♫&lt;em&gt; "adeus amor, eu vou partir, &lt;br /&gt;pra bem longe daqui..."&lt;/em&gt;♫ &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Topo Gigio foi embora para sempre, nunca mais voltou. &lt;br /&gt;Foi um choque. A partida do Topo Gigio foi a primeira grande perda da minha vida. Chorei muito, não queria mais comer, fiquei doente e até tomei injeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, naquele mesmo ano, resolvi libertar um passarinho esquisito que morava lá em casa. Coitado, ele vivia preso numa casinha de madeira que ficava na parede da sala. Acho que é por isso que ele tinha a mania de cantar de hora em hora... ficou doido. Ah, esqueci de dizer, o nome dele era Cuco. Subi numa cadeira e, não deu outra: caí. De longe dava pra&amp;nbsp;ouvir&amp;nbsp;os berros da minha mãe: "&lt;em&gt;ô menina que não tem sossego!"&lt;/em&gt;. O pior é que ainda levei uns beliscões no bumbum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que, para evitar outros tombos, o meu pai teve a idéia de construir um banquinho especialmente para mim. Era amarelo canarinho, cor da seleção. Começava a copa do México de 1970. De repente, uma figura bem conhecida invadiu novamente a minha casa e a minha vida: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; ♫ &lt;em&gt;"Moro, num país tropical, &lt;br /&gt;abençoado por Deus, &lt;br /&gt;e bonito por natureza,&lt;br /&gt;mas que beleza!!!" &lt;/em&gt; ♫ &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;– Paaaaai, paiêêêêê, olha o Simonal, o amigo do Topo Gigio! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sorriso voltou! Logo ganhei um Mug e, rapidinho, mudei de paixão. &lt;br /&gt;E, claaaaaro, troquei de namorado!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/S1XoUoU2LhI/AAAAAAAAAbA/OZElqDe3-GQ/s1600-h/Mug+-+boneco+do+Wilson+Simonal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/S1XoUoU2LhI/AAAAAAAAAbA/OZElqDe3-GQ/s200/Mug+-+boneco+do+Wilson+Simonal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Nota triste:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um dia, me distraí brincando na praia, veio uma onda enorme e... adeus Mug. Mais um namorado se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ameacei abrir o berreiro, mas tive de engolir o choro pra não apanhar.&lt;br /&gt;Criança sofre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-7535285438512170044?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/7535285438512170044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/04/simonal-e-eu.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/7535285438512170044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/7535285438512170044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/04/simonal-e-eu.html' title='Simonal e eu'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SeEuYgn3hcI/AAAAAAAAADY/dSuJ_YPmjoQ/s72-c/Capa+Simona-Frente.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2847252369369058720</id><published>2010-06-26T19:08:00.001-03:00</published><updated>2010-08-31T02:22:21.566-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>25 de junho - 10 anos sem Simonal</title><content type='html'>&lt;img $r="true" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StF_HkOKuRI/AAAAAAAAASo/xMTQQkq4mnk/s320/Meire+Bottura+-+Wilson+Simonal.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há&amp;nbsp;10 anos, Simonal nos deixou. Muito tempo se passou desde que a voz mais brilhante deste país se calou, mas a tristeza continua a mesma que senti quando o meu ídolo foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci gostando do Simona graças ao meu pai, que adorava as suas músicas e a sua alegria. Ambos deixaram marcas definitivas em minha memória e em meu coração: a alegria infantil, a figura inesquecível, o lindo sorriso e a imensa saudade. Lembro da farra que fazíamos à mesa do jantar, girando os pratos e batendo os talheres ao som de Escravos de Jô, cantando alto e rindo de soluçar. O meu pai, o mais crianção de todos, fugia do olhar enfezado da minha mãe, inquieta com os cacos de louça que teimavam em surgir no meio da bagunça. O jantar era sempre uma festa, e a música de Simonal não podia faltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos partiram. Fã e ídolo marcaram um encontro lá no céu e, quem sabe, talvez agora mesmo estejam jogando conversa fora e cantarolando entre uma piada e outra. Quando penso neles, as lembranças me remetem a tempos felizes que não voltam mais, e como disse Nelson Rodrigues, a vontade que tenho é de sentar no meio-fio e chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade de Wilson Simonal não pertence apenas à família e aos que com ele conviveram, é sentida também por seus fãs. Um ídolo jamais se apaga da memória de uma criança, principalmente se foi ele que ensinou o significado da palavra alegria. Anjos o trouxeram, anjos o levaram, mas a sua música estará sempre comigo e, dessa forma, ele também estará. Enquanto existir um só fã que ouça as suas canções, a sua arte permanecerá viva. Poucas vezes a morte se fez tão provisória: onde se imagina o ponto final, é apenas o recomeço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica registrada a minha homenagem a um ídolo que marcou os meus sonhos de menina, e que sempre ocupará um espaço muito grande em meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-2847252369369058720?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/2847252369369058720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/25-de-junho-9-anos-sem-simonal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2847252369369058720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2847252369369058720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/25-de-junho-9-anos-sem-simonal.html' title='25 de junho - 10 anos sem Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StF_HkOKuRI/AAAAAAAAASo/xMTQQkq4mnk/s72-c/Meire+Bottura+-+Wilson+Simonal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-1406405686188806602</id><published>2010-06-15T08:40:00.002-03:00</published><updated>2010-08-31T11:21:28.425-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><title type='text'>Filhos de Simonal - Árvore boa dá bons frutos</title><content type='html'>Ao longo de décadas, vimos a imprensa brasileira veicular&amp;nbsp;informações sobre Wilson Simonal num contexto errôneo. Também, em inúmeras oportunidades, a mídia acabou jogando sobre os filhos do cantor a responsabilidade pelos problemas familiares que, na verdade, foram frutos de todo um histórico de anos de sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ocorreram&amp;nbsp;conflitos entre Simonal e os filhos. Porém,&amp;nbsp;certos indivíduos&amp;nbsp;ainda insistem no "achismo": dão a esses episódios&amp;nbsp;interpretações&amp;nbsp;equivocadas e&amp;nbsp;nem sequer&amp;nbsp;tentam&amp;nbsp;buscar informações.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Conflitos&amp;nbsp;acontecem em relações familiares e, principalmente, entre pais e filhos. Como se isso não bastasse, na família Simonal houve as agravantes, e não foram poucas: o alcoolismo (vivi esse drama&amp;nbsp;em minha família e sei o quanto é difícil), o sofrimento que a tragédia de Simonal causou, os ataques à integridade da família, etc, etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas ainda insistem em "não entender" que&amp;nbsp;no contexto familiar Simonal não era o artista; ele era&amp;nbsp;o pai Simonal, o marido Simonal. Seus&amp;nbsp;filhos&amp;nbsp;viram e sentiram na pele a sua dor.&amp;nbsp;Com o passar dos anos, a família amargou muitos problemas e Simonal foi ficando cada vez mais revoltado por sua triste sina – claro, com toda a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo (desculpe o exemplo esdrúxulo, mas é assim que vejo), muitas vezes ele reagia como um cãozinho ferido: mordia quem mais o amava e queria ajudá-lo. Resultado, acabava se desentendendo com os amigos, com familiares, e até com os filhos. E, o pior é que dava munição para os que queriam vê-lo pelas costas, e não eram poucos. Fico imaginando a desesperança dele e da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos de Wilson Simonal passaram por situações que, para mim, são inimagináveis: além de todo o sofrimento deles, do pai, da mãe, dos avós, enfim, de toda a família, também eram apontados como os filhos do "......." &lt;strong&gt;me recuso a repetir&lt;/strong&gt;. Cresceram tendo de suportar todo tipo de piadinha infame sem nem sequer poder contestar, era arrumar briga (se hoje ainda é difícil, imagine na época). Ou seja, foram alvos diretos da maldade alheia e, às vezes, ainda são. Sim, é inacreditável, mas ainda são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar, DESDE SEMPRE os filhos de Simonal estiveram empenhados em reabilitar o pai custasse o que custasse, isso não começou agora, já vem de muito tempo. Foram os responsáveis diretos pela redescoberta da obra de Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, o músico Wilson Simoninha (primogênito) chamou bastante a atenção de grande parte da mídia quando regravou &lt;em&gt;Tributo a Martin Luther King&lt;/em&gt; e, tempos depois, quando homenageou o pai no programa do Ratinho (SBT). Na época, o programa teve audiência fantástica, foi bastante comentado na mídia e ajudou a trazer o "problema Simonal" à baila. Depois, Max de Castro (caçula) e Simoninha lançaram o Box Simonal na Odeon, e logo em seguida produziram o CD &lt;em&gt;Rewind – Simonal Remix&lt;/em&gt;, versões remixadas e remasterizadas por DJs consagrados. Há muitas outras coisas que já fizeram em prol do pai, das quais não me recordo agora, como shows, tributos a Simonal, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, houve quem torcesse o nariz: as más-línguas disseram que os meninos queriam pegar carona no sucesso do pai, quando na verdade ocorreu justamente o inverso, ELES APRESENTARAM o pai à nova geração. Quantos jovens não conheceram Simonal graças aos meninos? Conheço vários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Cláudio Manoel, diretor do documentário &lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com"&gt;Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/a&gt;, afirmou várias vezes que os filhos do cantor jamais impuseram qualquer obstáculo para a realização do filme, ao contrário, ajudaram muito na divulgação do longa de livre e espontânea vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos de Wilson Simonal jamais usaram a dor e o sofrimento como bandeira e, apesar de todas as críticas e de muita torcida contra, não se deixaram abater e estão conseguindo trazer à luz a obra do pai. Os filhos de outros artistas deveriam se espelhar neles e tentar fazer o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-1406405686188806602?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/1406405686188806602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/filhos-de-simonal-arvore-boa-da-bons.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1406405686188806602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1406405686188806602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/filhos-de-simonal-arvore-boa-da-bons.html' title='Filhos de Simonal - Árvore boa dá bons frutos'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-8142237405045670368</id><published>2010-06-02T10:52:00.004-03:00</published><updated>2010-08-31T11:24:50.932-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Afrânio Brasil Soares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista O Cruzeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Imperial'/><title type='text'>Do moleque ‘Simona’ a Wilson Simonal</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;O texto abaixo&amp;nbsp;é de Afrânio Brasil Soares publicado na revista O Cruzeiro, de 19 de agosto de 1967, e inaugurou uma série de reportagens chamada Ídolos da juventude.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fato ocorreu há poucos dias, em Santos:&lt;/strong&gt; um clube da cidade contratou para um show o cantor Wilson Simonal. Uma semana antes não havia mais mesas, e a procura continuava. Entradas extras tiveram que ser providenciadas. Às 23 horas do sábado do show todos os recantos do grande salão estavam tomados, o cantor se apresentaria à meia-noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a correria dos garçons era insuficiente para atender a todos as mesas, nos bastidores do clube, à medida que a meia-noite se aproximava, crescia o clima de tensão. O cantor não chegara ainda. Em meio à agitação, a diretoria fazia chamadas telefônicas nervosas para São Paulo, procurando localizar Wilson Simonal, indagando, onde quer que respondiam, o seu paradeiro. O telefone de sua residência não atendia. Nas boates e televisões, rádios e clubes, nas casas dos amigos, ninguém dava notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze minutos depois da meia-noite, a impaciência do público andava perto da fúria. Assobios, pancadaria nas mesas, o vozerio irado, reclamavam o atraso do show.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;A uma hora da manhã de domingo, o alarido do salão já abafava o som da orquestra, o tilintar dos copos nas mesas era ensurdecedor; os mais exaltados ofendiam, aos gritos, a direção do clube. A notícia de que o atraso do show se devia à ausência de Wilson Simonal corria de boca em boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das duas horas, quando o presidente do clube se preparava para ir ao microfone pedir desculpas ao público e garantir a devolução dos ingressos, o cantor apareceu. Ele estava agitado: o seu carro enguiçara na estrada. A diretoria, possessa, não queria aceitar as suas desculpas: a altercação nos bastidores não parecia ser menos calorosa do que o tumulto do salão, onde um coro monstro e ritmado se improvisava: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;– Ca-fa-jes-te, ca-fa-jes-te; cri-ou-lo, cri-ou-lo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do clube advertiu o cantor de que não se responsabilizaria pela sua integridade física, caso ele tentasse aparecer diante do público. A rescisão do contrato parecia, àquela altura, a melhor solução. Wilson Simonal pôs fim à discussão: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Deixem por minha conta. Eu vou entrar em cena. Se não conseguir agradar, então o clube nada me pagará. Quando à minha integridade física, “deixa comigo”... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi dada a ordem para o pano se abrir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal já se encontrava diante do microfone, olhando tranquilamente para o fundo do salão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;– Ca-fa-jes-te, ca-fa-jes-te; cri-ou-lo, cri-ou-lo&lt;/strong&gt; – gritava agora a plateia, mais irada ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cantor abriu os braços; um gesto largo e pediu calma. O ruído, os assobios, o coro alucinante prosseguiam, atestando a revolta incontrolável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Calma, calma – repetiu ele. Eu disse: calma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato contínuo, deu sinal para o maestro e a orquestra fez uma pequena introdução, ainda sufocada pelos ruídos. O cantor começou a gingar a sua ginga bem característica, as mãos no ritmo do samba, como se remasse de mansinho, e começou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu limão, meu limoeiro, meu pé de jacarandá...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de chegar ao “isquindolalá”, uma rajada de palmas veio lá de trás, cresceu, foi tomando vulto e generalizou-se pelo salão inteiro. Por mais de uma hora, Wilson Simonal voltou sem cessar ao palco, enquanto os pedidos de “bis” se sucediam. O público, vencido pelo talento do cantor, pela sua simpatia, pela sua comunicabilidade, ovacionava-o. Wilson ganhara a parada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este domínio sobre as plateias é, inegavelmente, a marca desse cantor que, hoje, goza da reputação de um dos maiores ídolos do público brasileiro. Intérprete de todos os gêneros, dono de uma voz inconfundível e agradável, de uma bossa toda sua, de um excelente repertório, o criador de tantos sucessos da nossa música popular já conquistou definitivamente sua posição de destaque. Faz parte hoje da galeria de nossos maiores artistas, desde que se tem notícia de show musicado em nosso país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assim se passaram muitos anos&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moleque “Simona” vive os dias das peladas de bola de meia num subúrbio carioca. Sua mãe, doméstica, volta e meia ralha com o filho “que não quer saber de outra coisa”. O Flamengo está no seu sangue e vai inspirá-lo, nos primeiros dias da puberdade, a compor alguns sambas. Bob Nelson empolga a criançada do País com suas canções do “far-west” e o garoto Simonal o imita nas tréguas entre uma pelada e outra. O tempo passa, sua voz se engrossa. Rapazinho pobre tem de trabalhar, e Wilson dá tratos à bola: “Como ganhar dinheiro?”. Atende à primeira sugestão – ser guardador de automóveis da micropolícia. Os níqueis que lhe caem na mão logo passam para as dos sorveteiros nos questões versões do subúrbio. Não dá para comprar roupa. Para poder se vestir, entra na Western, onde vai ser o estafeta no. 303. Uma bicicleta corre as ruas do Centro e da Zona Sul do Rio. Uma gorjeta aqui, outra gorjeta ali, mais lucro para as fábricas de sorvete. E o escurinho vai assobiando pela cidade inteira, enquanto faz dia. À noite, dedilha o violão de um amigo e canta para os colegas e garotas do subúrbio as canções da época. Já é tempo de prestar o serviço militar e o boa-praça Simonal troca as noites irresponsáveis do subúrbio pela vida da caserna. O fuzil não tem a suavidade do violão, mas a noite sempre existiu na alma de Wilson Simonal. E quando na noite chega, empunha o violão e a turma se reúne em torno dele. Terminado o serviço militar, não vê perspectivas na vida da cidade grande. O jeito é engajar no exército. E engaja. São três anos que alterna o fuzil com o violão, o violão com o fuzil. Depois de algum tempo, recebe uma fita a mais. Faz pose de cabo Simonal e paga continência para todos os lados, seja para os superiores, seja para os recrutas. Continência e sorrisos, que a simpatia nasceu com ele. A fama de que canta bem já é do conhecimento de todo o quartel e, um dia, o comandante convoca-o para cantar num show interno. Desse dia em diante, não há festividade a que Wilson Simonal não compareça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E o comandante tornou-se meu chapa” – comenta. Nos dias de folga, Simonal canta nos parques de diversão. Mas um dia o chefão é removido, justamente quando falta um mês para mais uma fita engrossar a divisa de Simonal. O novo comandante não é seu “chapa” como o anterior e, lugar onde ele não se sente chapa do maiorial, não serve. E porque não serve, o quase-sargento Simonal esnoba a carreira militar. Dá baixa do quartel. Uns abraços, uns apertos de mão, um desvio de olhar para os amigos do peito. No dia seguinte, bolso vazio, a vida diante de si e um sem saber o que fazer nem para ode ir. Oferecem-lhe o serviço de vendedor. Papel carbono é o produto a vender. Acontece que Simonal só sabe vender um produto – a simpatia. Fracasso total na profissão de vendedor. Por essa época, seu irmão, Roberto Simonal, tinha um conjunto musical e Wilson engaja no conjunto. Mas ainda tentava vender o papel carbono, nas horas vagas. Tentava mas não vendia. Certo dia, Carlos Imperial que apresentava um programa na TV Tupi, trava conhecimento com o conjunto e, consequentemente, com Wilson Simonal. Tornaram-se logo amigos e, quando Simonal soube que o pai de Imperial era banqueiro, tratou de obter o endereço do banco. No dia seguinte, todo o estoque de papel carbono debaixo do braço, comparece ao banco, procurando o gerente. Dessa vez, a “cantada” valeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ainda hoje – conta, fazendo blague, Carlos Imperial -, ainda hoje existe daquele papel carbono no banco de meu pai, porque o Simona vendeu o estoque todo usando o meu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A escadaria do sucesso&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vivacidade do rapaz impressiona Carlos Imperial, que o toma como seu secretário. Desse dia em diante, Wilson Simonal nada teve a fazer senão subir a alegre escada do sucesso: o novo amigo colocara-o no primeiro degrau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Carlos Imperial, que o lançou, Wilson Simonal “não deu saltos miraculosos”. Sua ascensão foi lenta, mas regular e constante. Eram os dias do alvorecer da bossa nova, o violão de João Gilberto, a batida diferente, empolgavam o País. Wilson Simonal adere à onda. Não perde oportunidade. Integra vários conjuntos musicais, como "crooner", e, de clube em clube, ganha popularidade. Tenta, com o conjunto Dry Boy’s, um teste para gravar na Columbia. O conjunto não aprovou, nem ele. Procura a Copacabana. Novo insucesso. Nazareno de Brito, da Copacabana, sugere que ele aprenda com Luiz Roberto a “bossa da gravação”. Por essa época, em função do sucesso que vinha fazendo nos shows de TV, apresentou-se a César de Alencar. Foi contratado pela Rádio Nacional. Quase ao mesmo tempo fez parte do conjunto de Dona Alda Pinto, a quem diz dever muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio, então, uma proposta de Carlos Imperial para que Wilson Simonal ensinasse violão a Eduardo Araújo e interpretação do samba com balanço a Roberto Audi. Reuniram-se na casa de Fernando César, onde Simonal conheceu José Ribamar, assistente da Odeon. Bom contato: seis meses depois ele gravava “Teresina” e “Biquinis e borboletas” fazendo relativo sucesso com a primeira música. A partir daí, sua carreira tomou ritmo intenso. A boate Drink o contrata como “crooner”, depois é a vez do Top Club. A essa altura – passados dois anos e pouco – já é um crooner de prestígio. Ganha um salário razoável para a época: 70 contos no Top Club, 120 na TV-Rio e 30 na Nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do bom salário e de uma certa popularidade, Wilson Simonal ainda não avulta entre os grandes cartazes da época. A propósito de sua atuação na TV-Rio, conta um caso pitoresco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Lúcio Alves levou-me para a TV-Rio. Ele me tinha sido apresentado por Silvinha Teles, que me conhecera num programa da Elizete Cardoso. Lúcio parecia gostar da minha voz e me apresentou no programa de maior sucesso de então – “Noite de Gala”. No dia seguinte, o patrocinador, Sr. Abraão Medina, despediu todos os organizadores do programa: Lúcio Alves, Cícero de Carvalho e Carlos Alberto. Tudo isso por causa da minha participação no “Noite de Gala”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal foi despedido da TV-Rio e, logo em seguida, deu-se a falência do Top Club. Fica só a Rádio Nacional. E o cantor volta a ser “crooner”, fazendo apenas bailes. Sua carreira parecia marcar passo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A estrela definitiva&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música jovem começa a fazer furor. E Simonal entra na onda. Recebe, um dia, convite para integrar um show no Little Club. Com o Bossa 3 e Marly Tavares mantém a casa cheia. Começa a ser conhecido como o “Frank Sinatra do Beco das Garrafas” (recanto de rua em Copacabana onde há vários inferninhos). Um empresário peruano o descobre e o leva para uma temporada no Peru. Ganha 350 dólares nessa excursão. Regressando, novamente ganha um contrato no Beco das Garrafas. Agora é na boate Bottles. Com Darlene Glória e o Trio 3 D, mantém-se em cartaz durante dois meses. Intensificam-se os convites para participar de “shows” nas televisões do Rio. Novo contrato internacional. Quarenta dias na Colômbia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quando voltei da Colômbia eu era Wilson Simonal – comenta o cantor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco que ele gravara antes de viajar para a Colômbia – A nova dimensão do samba – faz sucesso no Rio e em São Paulo. “Lobo bobo”, Nanã”, “Balanço Zona Sul”, uma seleção de sambas de Tom Jobim, compunha o LP, que permanece muitas semanas nas paradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o moleque Simona das peladas de bola de meia, o guardado de automóveis da micropolícia, o estafeta nº 303 da Western, o recruta Simonal, o cabo Simonal, o quase sargento Simonal, o fracassado vendedor de papel carbono, o secretário de Carlos Imperial, o "crooner" de vários conjuntos, o cantor esporádico de programas e shows – todos eles pertencem ao seu passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal é convidado pelo Canal 4 de São Paulo para apresentar Spot Light, programa onde lança o Zimbo Trio e Elis Regina. Daí para cá todas as suas programações são de categoria. Atualmente é exclusivo da TV-Record, onde apresenta, com absoluto sucesso, no horário nobre dos domingos, o programa “Show em Si Monal”. Há pouco tempo, realizou uma excursão pela Europa, fazendo um "show" de uma companhia de tecidos. Suas músicas estão sempre nos primeiros lugares. “A praça”, “Mamãe passou açúcar ni mim”, "Carango", "Meu limão, meu limoeiro" e "Tributo a Martin Luther King", esta de sua autoria, são canções que o Brasil inteiro canta no momento. No ano passado, Wilson Simonal conquistou o troféu Roquete Pinto e o troféu da Imprensa, pelo melhor programa de televisão. E acaba de ganhar, no programa "Esta noite se improvisa", um Gordini e uma passagem de volta ao mundo, doada por uma companhia de aviação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal nada perdeu da simplicidade do moleque Simona dos tempos da bola de meia. E, a propósito, explica, na intimidade do seu luxuoso apartamento da Avenida Paulista, a razão do seu sucesso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não teria sido nunca Wilson Simonal se não tivesse sido o moleque Simona. Pode crer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-8142237405045670368?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/8142237405045670368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2010/05/do-moleque-simona-wilson-simonal.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/8142237405045670368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/8142237405045670368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2010/05/do-moleque-simona-wilson-simonal.html' title='Do moleque ‘Simona’ a Wilson Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2379154202273567869</id><published>2009-12-18T21:13:00.000-02:00</published><updated>2009-12-18T21:13:51.439-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV Globo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Altas Horas'/><title type='text'>Homenagem a Simonal no Altas Horas!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SywJYrDCnwI/AAAAAAAAAaw/1V1u-L_BlIw/s1600-h/Simonal+-+Anhembi,+1971+-+Som+Livre+Exporta%C3%A7%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 30em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SywJYrDCnwI/AAAAAAAAAaw/1V1u-L_BlIw/s400/Simonal+-+Anhembi,+1971+-+Som+Livre+Exporta%C3%A7%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O programa Altas Horas (TV Globo) de 26 de dezembro será INTEIRINHO em homenagem ao Simonal!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gravação foi ontem (17), e... &lt;br /&gt;não vou contar nem um detalhezinho pra não estragar a surpresa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, só pra aguçar a curiosidade: que tal ver cenas do Simona no Som Livre Exportação? Sim, é isso mesmo! 1971, Anhembi, 100 mil pessoas – nem os filhos do Simona tinham visto. Alguém é doido de perder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, fiquem atentos: &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Homenagem a Simonal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;26 de dezembro - TV Globo, programa Altas Horas&lt;br /&gt;S'imbora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-2379154202273567869?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/2379154202273567869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/homenagem-simonal-no-altas-horas.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2379154202273567869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2379154202273567869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/homenagem-simonal-no-altas-horas.html' title='Homenagem a Simonal no Altas Horas!'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SywJYrDCnwI/AAAAAAAAAaw/1V1u-L_BlIw/s72-c/Simonal+-+Anhembi,+1971+-+Som+Livre+Exporta%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-4962137999364951221</id><published>2009-12-13T09:02:00.002-02:00</published><updated>2010-08-31T08:03:24.180-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvito Leal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biscoito Fino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editora Globo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Toninho Spessoto'/><title type='text'>SIMONAL: ENFIM, A JUSTIÇA</title><content type='html'>&lt;em&gt;Como fã do grande Simona, eu não poderia deixar de publicar aqui um texto excepcional do jornalista &lt;a href="http://blogacordes.blogspot.com/2009/12/simonal-enfim-justica.html"&gt;Toninho Spessoto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Lembro do Toninho desde os anos 1980, quando ele escrevia sobre violão em revistas especializadas e eu teimava em aprender o instrumento. Doce ilusão, as pestanas me venceram... ô dor insuportável, cruzes!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SIMONAL: ENFIM, A JUSTIÇA&lt;br /&gt;Toninho Spessoto&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jornalista, Radialista, Produtor Musical e Pesquisador&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Wilson Simonal (1938-2000) pode ser dividida entre sucesso e ocaso, entre glória e obscuridade, entre aplausos e solidão. E nada disso soa demagógico. Pelo contrário, serve para definir o que eram e no que se transformaram a vida e carreira de um dos melhores cantores brasileiros – e o maior entertainer de todos. Um dos mais versáteis do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda metade dos anos 60 Wilson Simonal era fenômeno de popularidade. Um dos principais artistas do cast da gravadora Odeon e comandante de um programa de enorme sucesso na TV Record, Simona, o inventor da ‘Pilantragem’, o homem capaz de enfeitiçar plateias e comandá-las com impressionante facilidade, de repente se viu envolvido numa intrincada trama que tinha elementos como um contador sequestrado e espancado e um mal-entendido que o levou a ser taxado de delator da classe artística junto às ‘forças revolucionárias’. Enquanto viveu e teve forças, Wilson Simonal lutou para que a verdade viesse à tona. Não conseguiu. Morreu em 2000, com um fio de voz, derrotado por uma séria doença hepática. Morreu de desgosto, esse é o fato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados nove anos de seu desaparecimento, o cantor volta a ser mito através do excepcional documentário &lt;b&gt;Simonal: Ninguém Sabe o Duro Que Dei&lt;/b&gt;, de Cláudio Manoel (humorista da trupe Casseta &amp;amp; Planeta), Micael Langer e Calvito Leal (lançado agora em DVD pela Biscoito Fino) e da biografia &lt;b&gt;Nem Vem Que Não Tem: A Vida e o Veneno de Wilson Simonal&lt;/b&gt;, de Ricardo Alexandre (Editora Globo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de trazer detalhadamente a história de vida e carreira de Wilson Simonal, documentário e livro se complementam. Ora um se aprofunda mais num tema, ora outro traz mais detalhes sobre determinada questão. Aspectos nebulosos como a verdade sobre o sequestro e espancamento aos quais teria sido submetido o contador do cantor, Rafael Viviani, o banimento do artista da programação das rádios e tevês e a retirada de seus discos de catálogo são abordados sem meias palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SySrCkPfztI/AAAAAAAAAaY/RigE5jD3OSs/s1600-h/DVD+Simonal+-+Ningu%C3%A9m+sabe+o+duro+que+dei.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SySrCkPfztI/AAAAAAAAAaY/RigE5jD3OSs/s200/DVD+Simonal+-+Ningu%C3%A9m+sabe+o+duro+que+dei.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O documentário tem linguagem visual pop e narrativa muito bem costurada, com direito a raríssimas imagens de arquivo, principalmente das TVs Tupi, Globo e Record, e depoimentos de nomes como Luiz Carlos Miéle, Nelson Motta, Chico Anysio, Pelé, Ziraldo, Ricardo Cravo Albim e os filhos Wilson Simoninha e Max de Castro. Nos extras do DVD estão, entre outras imagens, a chegada dos diretores do filme à casa de Rafael Viviani e a reação deste e da esposa diante do motivo da visita, e uma melancólica apresentação de Simonal para uma plateia de pouco mais de cinquenta pessoas no Pelourinho, em Salvador, nos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SySr53m5-4I/AAAAAAAAAag/uhf4lJq0J2g/s1600-h/Nem+vem+que+n%C3%A3o+tem+-+A+vida+e+o+veneno+de+Wilson+Simonal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SySr53m5-4I/AAAAAAAAAag/uhf4lJq0J2g/s200/Nem+vem+que+n%C3%A3o+tem+-+A+vida+e+o+veneno+de+Wilson+Simonal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O livro, além de minucioso trabalho investigativo, tem vasto material fotográfico e análise detalhada da discografia completa do cantor, incluindo os discos lançados fora do Brasil. Wilson Simonal pagou um preço alto demais por ser um ídolo, por ser um negro bem sucedido, por palavras ditas fora de hora em contextos errados. Mas a justiça foi feita, hoje nada mais paira sobre ele. A lamentar, sua ausência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário Simonal: Ninguém Sabe o Duro Que Dei e a biografia Nem Vem Que Não Tem: A Vida e o Veneno de Wilson Simonalsão documentos que atestam a história de um dos maiores ídolos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;SIMONAL: NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Documentário de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal - Biscoito Fino&lt;br /&gt;Colorido e preto e branco, 160 minutos&lt;br /&gt;Extras: cenas inéditas, apresentação de Simonal ao vivo em Salvador, segmentos de televisão&lt;br /&gt;Áudio: Dolby Digital 5.1, Dolby Digital 2.0&lt;br /&gt;Região 0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NEM VEM QUE NÃO TEM: A VIDA E O VENENO DE WILSON SIMONAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Alexandre – Editora Globo&lt;br /&gt;400 páginas&lt;br /&gt;Formato: 16 x 23 cm (opções de capa em azul e amarelo)&lt;br /&gt;Preço: R$ 31,90&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-4962137999364951221?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/4962137999364951221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/simonal-enfim-justica.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/4962137999364951221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/4962137999364951221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/simonal-enfim-justica.html' title='SIMONAL: ENFIM, A JUSTIÇA'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SySrCkPfztI/AAAAAAAAAaY/RigE5jD3OSs/s72-c/DVD+Simonal+-+Ningu%C3%A9m+sabe+o+duro+que+dei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2074363648777452447</id><published>2009-12-12T13:18:00.003-02:00</published><updated>2010-08-31T11:25:59.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD Baile do Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mauro Ferreira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><title type='text'>Filhos conferem dignidade ao Baile do Simonal</title><content type='html'>Resenha de &lt;a href="http://blogdomauroferreira.blogspot.com/2009/12/arranjos-conferem-dignidade-ao-baile-do.html"&gt;Mauro Ferreira&lt;/a&gt;, jornalista especializado em música&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SySgWZW--ZI/AAAAAAAAAaQ/liL_gMUwRwg/s1600-h/DVD+O+Baile+do+Simonal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SySgWZW--ZI/AAAAAAAAAaQ/liL_gMUwRwg/s200/DVD+O+Baile+do+Simonal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;É justo admitir de cara:&lt;strong&gt; o Baile do Simonal é ótimo&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;Embora o objetivo oportunista desta gravação ao vivo editada pela EMI Music seja faturar com a redescoberta da obra de Wilson Simonal (1938 - 2000), motivada pelo documentário Simonal Ninguém Sabe o Duro que Dei (2008), o resultado supera expectativas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O êxito é oriundo do envolvimento dos filhos do cantor, Max de Castro e Wilson Simoninha, na produção e na direção musical do show captado em 11 de agosto de 2009 na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ). &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Já em País Tropical - celebrado por Seu Jorge - fica nítido que os arranjos são totalmente fiéis ao som suingado da Pilantragem, o pseudo-movimento que ampliou a popularidade de Simonal no fim dos anos 60. Certeza reiterada quando Samuel Rosa (em bissexta gravação solo) entra em cena para pilotar majestosamente Carango com o mesmo gás roqueiro usado em doses maiores pelos Paralamas do Sucesso ao conduzir Mustang Cor de Sangue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há ousadias. Mais fiel à sua ideologia hip hop do que ao estilo do homenageado, Marcelo D2 põe seu rap em Nem Vem que Não Tem. Igualmente à vontade, Mart'nália celebra a popularidade com as garotas em Mamãe Passou Açúcar em mim. Já Simoninha mostra que é legítimo herdeiro musical do pai ao reviver Aqui É o País do Futebol e Tributo a Martin Luther King (número exclusivo do DVD). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantor do Jota Quest, Rogério Flausino - em sua primeira gravação solo - é prejudicado por música (Meia-Volta, de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar) menos inspirada. Na sequência, Fernanda Abreu mostra que se garante no país do suingue ao defender o samba A Tonga da Mironga do Kabuletê enquanto Max de Castro procura evocar o carisma do pai ao comandar a plateia em reverente leitura de Meu Limão Meu Limoeiro. Empolga. "Meio tom acima... Agora em reggae... Olha o champignon... Agora vamos em jazz...", ordena ora para a plateia, ora para a big-band, numa comunicação facilitada pelo balanço irresistível deste clássico da fase pilantra da obra de Simonal. Que começou linkado à bossa nova - o que justifica as presenças no roteiro de Lobo Bobo (a cargo de Ed Motta, em clima de samba-jazz) e de Balanço Zona Sul (na voz excessivamente calorosa de Sandra de Sá). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embalado pelos metais que remetem a um clima de gafieira, Diogo Nogueira recorda Está Chegando a Hora em tons elevados. Os metais também garantem o balanço de Vesti Azul, cantada por Frejat com direito a um solo roqueiro de guitarra. Já os pagodeiros Péricles e Thiaguinho - presenças provavelmente impostas pela EMI - unem forças e vozes em Na Galha do Cajueiro sem comprometer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seu turno, por mais que exiba sua técnica irretocável, Maria Rita parece fora do tom de Simonal em Que Maravilha (uma surpresa, pois a cantora entrou totalmente no clima ao saudar a turma da Pilantragem em dueto gravado com Ed Motta para o recém-lançado 13º álbum do cantor, Piquenique). Também intencionalmente fora do tom está a Orquestra Imperial, que revive o cha cha cha Terezinha à sua moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completam o elenco Caetano Veloso (meramente correto no samba Remelexo), Alexandre Pires (escorado na ginga envolvente de Sá Marina) e Lulu Santos (que reinventa Zazueira em registro de estúdio, já deslocado para seu novo disco, Singular, nas lojas nos próximos dias). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, com muito mais altos do que baixos, o Baile do Simonal honra o repertório do cantor graças ao envolvimento reverente e criterioso dos filhos do artista ora reabilitado na cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CD / DVD&lt;br /&gt;Título: O Baile do Simonal &lt;br /&gt;Artistas: Alexandre Pires, Caetano Veloso, Diogo&lt;br /&gt;Nogueira, Ed Motta, Fernanda Abreu, Frejat, Lulu&lt;br /&gt;Santos, Marcelo D2, Maria Rita, Mart'nália, Max de&lt;br /&gt;Castro, Orquestra Imperial, Paralamas do Sucesso, &lt;br /&gt;Péricles, Rogério Flausino, Samuel Rosa, Sandra de Sá,&lt;br /&gt;Seu Jorge, Thiaguinho e Wilson Simoninha&lt;br /&gt;Gravadora: EMI Music&lt;br /&gt;Cotação: * * * *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-2074363648777452447?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/2074363648777452447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/filhos-conferem-dignidade-ao-baile-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2074363648777452447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2074363648777452447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/filhos-conferem-dignidade-ao-baile-do.html' title='Filhos conferem dignidade ao Baile do Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SySgWZW--ZI/AAAAAAAAAaQ/liL_gMUwRwg/s72-c/DVD+O+Baile+do+Simonal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-7933162215580311165</id><published>2009-12-11T15:03:00.009-02:00</published><updated>2009-12-13T11:11:48.370-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV Globo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD Baile do Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Som Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><title type='text'>Documentário Simonal em DVD</title><content type='html'>&lt;img border="0" height="386" margin-left="0px" margin-right="0px" padding-left="0px" padding-right="30px" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SyNAiGEQmwI/AAAAAAAAAaI/fJ0Dc-qL4K8/s640/Simonal+-+jornal+O+Dia+-+11-12-09.jpg" width="470" /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Jornal O DIA, 11/dez/2009&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-7933162215580311165?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/7933162215580311165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/documentario-simonal-em-dvd.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/7933162215580311165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/7933162215580311165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/documentario-simonal-em-dvd.html' title='Documentário Simonal em DVD'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SyNAiGEQmwI/AAAAAAAAAaI/fJ0Dc-qL4K8/s72-c/Simonal+-+jornal+O+Dia+-+11-12-09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-6900881614427704100</id><published>2009-12-07T06:27:00.003-02:00</published><updated>2010-08-31T11:27:17.995-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Samuel Rosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Rita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV Globo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD Baile do Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frejat'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcelo D2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paralamas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caetano Veloso'/><title type='text'>TV Globo exibe "Baile do Simonal"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SyE4swxrAOI/AAAAAAAAAaA/aD7EtRd5Zgg/s1600-h/Simonal+na+Globo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SyE4swxrAOI/AAAAAAAAAaA/aD7EtRd5Zgg/s400/Simonal+na+Globo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 11 de dezembro, após o Programa do Jô, &lt;b&gt;a TV Globo exibe o "Baile do Simonal"&lt;/b&gt;, dando início à programação especial de final de ano da emissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show, gravado em 11 de agosto no Vivo Rio, é uma grande homenagem a um veterano da MPB, reunindo sucessos lançados entre as décadas de 1960 e 1970, com direção musical e produção de seus filhos, Max de Castro e Simoninha.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidados ilustres como Paralamas do Sucesso, Mart’nalia, Seu Jorge, Maria Rita, Marcelo D2, Frejat, Samuel Rosa, Caetano Veloso, entre outros, levam muito suingue à festa cantando sucessos que marcaram época na voz de Simonal: Mustang Cor de Sangue, Mamãe Passou Açúcar em Mim, Que Maravilha, Não vem que não Tem, Meu Limão Meu Limoeiro, Vesti Azul, Carango, Remelexo, Sá Marina, e muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percam! É na próxima sexta-feira, 11 de dezembro, na TV Globo, após o Programa do Jô. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo, os fãs do Simona esperam por essa notícia.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;... quem diria, hein!!!&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-6900881614427704100?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/6900881614427704100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/tv-globo-exibe-baile-do-simonal.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6900881614427704100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6900881614427704100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/tv-globo-exibe-baile-do-simonal.html' title='TV Globo exibe &quot;Baile do Simonal&quot;'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SyE4swxrAOI/AAAAAAAAAaA/aD7EtRd5Zgg/s72-c/Simonal+na+Globo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-3455676999386334158</id><published>2009-12-04T17:01:00.004-02:00</published><updated>2010-08-31T11:28:31.017-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Rita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EMI Music'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caetano Veloso'/><title type='text'>Chega às lojas o DVD "Baile do Simonal"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxlkUibJDAI/AAAAAAAAAW8/B4i3KSTZXAQ/s1600-h/Lan%C3%A7amento+-+Baile+do+Simonal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxlkUibJDAI/AAAAAAAAAW8/B4i3KSTZXAQ/s400/Lan%C3%A7amento+-+Baile+do+Simonal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mais que homenagem, trata-se de uma festa. E isto por si só já é uma baita responsa: organizar um balanço regido pelo espírito de um intérprete como pouquíssimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Mas não teve tempo ruim na noite de 11 de agosto, no palco do Vivo Rio, no Rio de Janeiro: Wilson Simoninha e Max de Castro honraram a camisa, o DNA e o talento do pai com um showzão. O segredo deles? &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Não economizar no champinhom com caviar - aquela expressão que Wilson Simonal usava para definir o molho musical, com todos os recursos, truques de dinâmica e variações rítmicas usados para deixar tudo mais saboroso e refinado. Sem jamais deixar de falar direto no peito, na cintura e nas pernas da galera. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxlSfu1mZ2I/AAAAAAAAAW0/lSOTyzXVZes/s1600-h/DVD+O+Baile+do+Simonal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxlSfu1mZ2I/AAAAAAAAAW0/lSOTyzXVZes/s640/DVD+O+Baile+do+Simonal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Apesar de centrado no universo de um intérprete - um dos maiores da concorridíssima música popular brasileira -, este DVD tem na concepção musical sua maior estrela. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Na seção de extras, o DVD traz registros dos ensaios, bastidores da gravação e depoimentos do elenco de artistas envolvidos no projeto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Repertório&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;01. Abertura: Zazueira - Lulu Santos &lt;br /&gt;02. País Tropical - Música Incidental: Sou Flamengo - Seu Jorge &lt;br /&gt;03. Carango - Samuel Rosa&lt;br /&gt;04. Nem Vem Que Não Tem&amp;nbsp;- Música Incidental - É Preciso Lutar - Marcelo D2 &lt;br /&gt;05. Mamãe Passou Açúcar Em Mim - Mart'nália&lt;br /&gt;06. Aqui É O País Do Futebol - Música Incidental - O Campeão (Meu Time) - Wilson Simoninha &lt;br /&gt;07. Meia-Volta (Ana Cristina) - Rogério Flausino&lt;br /&gt;08. Na Tonga Da Mironga Do Kabuletê - Fernanda Abreu&lt;br /&gt;09. Meu Limão, Meu Limoeiro - Max De Castro &lt;br /&gt;10. Está Chegando A Hora - Diogo Nogueira &lt;br /&gt;11. Na Galha Do Cajueiro - Péricles &amp;amp; Thiaguinho&lt;br /&gt;12. Vesti Azul - Frejat&lt;br /&gt;13. Que Maravilha - Maria Rita&lt;br /&gt;14. Menininha Do Portão - Max De Castro &lt;br /&gt;15. Mustang Cor De Sangue - Os Paralamas Do Sucesso &lt;br /&gt;16. Balanço Zona Sul - Sandra De Sá&lt;br /&gt;17. Terezinha - Orquestra Imperial &lt;br /&gt;18. Lobo Bobo - Ed Motta&lt;br /&gt;19. Remelexo - Caetano Veloso&lt;br /&gt;20. Sá Marina - Alexandre Pires&lt;br /&gt;21. Tributo A Martin Luther King - Wilson Simoninha &lt;br /&gt;22. Créditos: Zazueira - Lulu Santos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Extras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;* Bastidores do Baile&lt;br /&gt;* Galeria de Fotos &lt;br /&gt;* Comentários de Max de Castro, Wilson Simoninha e Ricardo Alexandre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EMI Music&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-3455676999386334158?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/3455676999386334158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/chega-as-lojas-o-dvd-o-baile-do-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3455676999386334158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3455676999386334158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/chega-as-lojas-o-dvd-o-baile-do-simonal.html' title='Chega às lojas o DVD &quot;Baile do Simonal&quot;'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxlkUibJDAI/AAAAAAAAAW8/B4i3KSTZXAQ/s72-c/Lan%C3%A7amento+-+Baile+do+Simonal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-3016309539237357588</id><published>2009-12-03T22:18:00.053-02:00</published><updated>2010-08-31T09:40:49.022-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estadão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lauro Lisboa Garcia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD Baile do Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odeon'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Philips'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EMI Music'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editora Globo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><title type='text'>Simonal ganha página inteira no Estadão!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhQiDLZRbI/AAAAAAAAAV8/ZYv6eJFOLpQ/s1600-h/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhQiDLZRbI/AAAAAAAAAV8/ZYv6eJFOLpQ/s400/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+1.jpg" style="float: left; height: 294px; margin: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhQ_FxREaI/AAAAAAAAAWE/BU_iYQcT_vg/s1600-h/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img 0px;="" 0px="" border="0" er="true" margin:="" padding:="" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhQ_FxREaI/AAAAAAAAAWE/BU_iYQcT_vg/s640/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+2.jpg" style="float: left; margin: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhRUnGuZCI/AAAAAAAAAWM/Vw91dzWgsCI/s1600-h/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhRUnGuZCI/AAAAAAAAAWM/Vw91dzWgsCI/s400/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+3.jpg" style="float: left; height: 419px; margin: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhRdUHnR_I/AAAAAAAAAWU/lO_94D6Uq7A/s1600-h/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhRdUHnR_I/AAAAAAAAAWU/lO_94D6Uq7A/s400/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+4.jpg" style="float: left; height: 301px; margin: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhRxUnll6I/AAAAAAAAAWc/ZIWKFfBAwiQ/s1600-h/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img 0px;="" 0px="" border="0" er="true" margin:="" padding:="" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhRxUnll6I/AAAAAAAAAWc/ZIWKFfBAwiQ/s320/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+5.jpg" style="float: left; margin: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Texto completo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: #bf9000;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;C&lt;/span&gt;ADERNO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #76a5af; font-size: x-large;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: #bf9000;"&gt;Música &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #76a5af;"&gt;Personalidade:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Simonal: vem que tem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vida e obra do cantor são revistas em documentário, uma caixa de CDs,&amp;nbsp;biografia de Ricardo Alexandre e show tributo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Lauro Lisboa Garcia&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A chegada do consistente documentário Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, ao circuito comercial dos cinemas, repercutiu muito bem. Foi só o começo da onda de revival da vida e da obra do cantor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na esteira do bom êxito do filme, a gravadora EMI lançou a trilha sonora, uma compilação com canções de maior sucesso em sua voz, e a Universal veio com Um Sorriso pra Você, coletânea de fonogramas do cantor na Philips, de 1972 a 1974. Recentemente, chegou às livrarias a biografia Nem Vem Que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal (Editora Globo, 392 págs., R$ 39,90) de Ricardo Alexandre. O premiado documentário acaba de sair em DVD pela Biscoito Fino, com vários extras inéditos. A gravadora EMI aproveita a oportunidade para reeditar a ótima caixa de CDs Wilson Simonal na Odeon (1961-1971), de 2004, e lança um show-tributo, Baile do Simonal, em CD e DVD (leia abaixo). É um pacotão completo para quem já gosta ou está interessado em se aprofundar na história e na musicalidade de um dos maiores cantores populares do Brasil em todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os discos estão aí para encher os ouvidos de alegria e fazer os corpos embalar em seu suingue, a biografia, fruto de dez anos de pesquisa, mais do que o filme se aprofunda na incrível trajetória do cantor negro e pobre que chegou ao topo da cadeia do show biz. Talentoso, famoso, rico, invejado, requisitado, o "rei do patropi" caiu vertiginosamente, no auge do sucesso, por uma atitude irresponsável, misto de ingenuidade e prepotência, como comentou Nelson Motta no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nebuloso episódio que o levou a carregar, até o túmulo, a controvertida fama de informante do regime militar é a parte que todo mundo que se interessa pelo personagem já conhece. Trunfo maior do documentário é a entrevista com o contador Raphael Viviani, que teria tomado uma surra dos repressores do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), a pedido de Simonal. O cantor suspeitava que seu contratado o estava roubando, mas Viviani se defendeu dizendo que na verdade Simonal torrava todo dinheiro que ganhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos extras do DVD, os diretores comentam a fundamental entrevista com Viviani e mostram como chegaram até ele, depois de recorrer aos serviços de um detetive. Há também trechos de um programa de televisão, só em áudio, sobre montagem de fotos. O texto do programa é de um humor desconcertante. "Dê o seu marido velho de entrada e retire um Simonal novinho em folha. Use e abuse do Simonal. Simonal já vem queimado", dizia o cantor, ironizando a cor da própria pele, na qual iria sentir futuramente o peso do racismo, como apontaram alguns amigos nos depoimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo show de tevê ele também conta uma história fictícia sobre um sonho que teria tido com uma música de seu repertório fazendo sucesso no mundo. Então canta em tom paródico Mamãe Passou Açúcar em Mim em ritmo de fado, de tango e soul music, mais um exemplar exercício de sua criatividade e versatilidade vocal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em texto rico em detalhes, Ricardo Alexandre mergulha na história do cantor, desde a infância pobre, o auge do sucesso na segunda metade da década de 1960 (quando era tão ou mais popular do que Roberto Carlos), até depois do fim da vida artística, a partir do imbróglio envolvendo polícia, política, racismo, o consequente alcoolismo e o ostracismo artístico até a morte. A grande guinada em sua trajetória foi o contato com Carlos Imperial, fundamental na formação e na lapidação do artista. Há episódios engraçados, como quando Imperial, escolado em pilantragem, armou pra cima de Eduardo Araújo, sem prejudicá-lo, para facilitar a vida de seu novo pupilo. O cantor, comprova Alexandre, "nunca escondeu que o grande responsável por sua carreira, seu grande descobridor e incentivador, foi mesmo Carlos Imperial".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em agosto deste ano, Max de Castro e Simoninha, que também produziram a caixa, prestaram uma homenagem ao pai, organizando o Baile do Simonal, que a EMI registrou e lança agora em CD e DVD. Além dos filhos, o show contou com participações de Mart"nália, Fernanda Abreu, Seu Jorge, Caetano Veloso, Ed Motta, Sandra de Sá, Orquestra Imperial, Marcelo D2, Samuel Rosa, Paralamas do Sucesso, Diogo Nogueira e outros menos cotados. Esse tipo de tributo ao vivo reunindo um monte de gente (alguns nada tendo a ver com o homenageado) costuma resultar desastroso. O Baile do Simonal, porém, surpreende positivamente. O fato de ter uma grande e talentosa orquestra servindo de base dá (suingada) unidade ao show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repertório é de clássicos de autores como Jorge Ben (Que Maravilha, por uma desanimada Maria Rita, Zazueira, País Tropical) Toquinho e Vinicius (A Tonga da Mironga do Kabuletê), Caetano (Remelexo, na voz do próprio), Milton Nascimento e Fernando Brant (Aqui É o País do Futebol), Carlos Imperial e Nonato Buzar (Mamãe Não Passou Açúcar em Mim, deliciosamente reinterpretada por Mart"nália). Destoam dos demais a gravação em estúdio de Lulu Santos para Zazueira e a participação de Alexandre Pires estragando um dos mais marcantes êxitos de Simonal, Sá Marina (Antonio Adolfo/Tibério Gaspar). Coisa de gravadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Trechos do livro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"País Tropical foi o maior sucesso da carreira de Wilson Simonal. No exterior Sá Marina é mais conhecida e mais gravada, no país que inspirou a canção, esse "suco" de suingue, samba, malemolência carioca, otimismo e resignação social foi um dos maiores êxitos do período 1969- 1970, um grande avanço em termos de padrão de arranjo e performance para o cantor e o Som Três. País Tropical foi a primeira gravação de Simonal depois do show no Maracanãzinho, provando que o sujeito estava mesmo numa fase abençoada. Simonal e Jorge Ben Jor eram inseparáveis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo o que Simonal fazia era notícia. O sucesso alcançado no México ou o contrato com Sergio Mendes; o suco de abacaxi que a empregada Nair servia aos jornalistas ou a disenteria que um prato de ostras provocou em São Paulo; os preparativos para desfilar no Salgueiro no Carnaval de 1971 ou o almoço que preparou para Stevie Wonder durante a passagem do cantor pelo Rio de Janeiro; sua opinião sobre Milton Nascimento ou a coleção de telefones (com mais de trinta peças); seus planos para o próximo Festival Internacional da Canção ou para possíveis shows em Luanda, na África, ou na Expo 70, no Japão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Da bossa nova à pilantragem, um banho de versatilidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A parte mais importante de sua discografia é reeditada em caixa da EMI, que reúne os álbuns lançados entre 1961 e 1971&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caixa de CDs Wilson Simonal na Odeon (1961-1971) termina exatamente no ano em que o cantor desceu ao inferno artístico e pessoal, depois de ter sido declarado informante do Dops. Ainda lançou outros discos, por outras gravadoras, mas nunca mais conseguiu repetir o êxito dos áureos tempos de Odeon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levado por Carlos Imperial à gravadora, Simonal estreou com o 78RPM como chachachá Terezinha (do próprio Imperial) de um lado e o roquinho Biquínis e Borboletas (Britinho/Fernando César) do outro, em dezembro de 1961. Estas e outras gravações curiosas estão reunidas no CD duplo Singles, Lados B e Raridades, que acompanha a caixa, ao lado de outros dez álbuns reunidos em sete CDs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fez com outros afilhados (Elis Regina, Roberto Carlos, Erasmo Carlos), Imperial botou Simonal para gravar de tudo, ou como consta na biografia do cantor, atirando pra todos os lados até ver em qual acertava. Dois anos se passaram até que a Odeon bancasse o primeiro long play de Simonal. Nesse meio tempo, participou de outros projetos, gravando vários estilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou ao primeiro álbum, já era um cantor pronto, lançando na sequência, dois sofisticados discos, Wilson Simonal Tem "Algo Mais" (1963) e A Nova Dimensão do Samba (1964) - este, lançado no mesmo ano do igualmente inovador Samba Esquema Novo, de Jorge Ben -, com muita bossa nova e samba-jazz de Billy Blanco, Tom Jobim, Roberto Menescal, Johnny Alf, Carlos Lyra, Moacir Santos, Silvio Cesar. O primeiro de seus quatro registros de Balanço Zona Sul (Tito Madi) é antológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a mesma linha, Wilson Simonal e S"Imbora, ambos de 1965, agregava a alguns daqueles grandes autores Ary Barroso, Dorival Caymmi, Garoto (em sublime interpretação de Duas Contas), Geraldo Vandré, Marcos Valle e Chico Buarque. Os arranjos eram assinados por feras como J.T. Meirelles, Eumir Deodato e Erlon Chaves, um de seus grandes amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo "pilantra", outra invenção de Imperial, veio em 1966, a partir da gravação de Carango (Nonato Buzar/C. Imperial), faixa do álbum Deixa Cair... Preservando a sofisticação da bossa nova, já em fase terminal, Simonal embarcou de vez no suingue da "pilantragem" (misto de elementos de jazz, rock, soul e boogaloo, com molho de samba carioca), adaptando cantigas de roda em repertório considerado "inferior" a seu grande talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, em termos de popularidade, foi só "alegria, alegria", como seu famoso bordão que deu título a quatro LPs (de 1967 a 1969) e inspirou o título da reveladora canção de Caetano Veloso. Nesses quatro álbuns - em que lançou clássicos como País Tropical e Sá Marina - e no ótimo ao vivo Show em Simonal (1967), o cantor dá banho de versatilidade, misturando jovem guarda, bossa nova, Beatles, canção de protesto, cantiga infantil, paródia de publicidade, sátira de canção americana, etc. Também derrapou no ufanismo perigosamente (para aqueles tempos de extremismo de esquerda e de direita) de Brasil, Eu Fico (Jorge Ben), e em Simonal (1970) e Jóia Jóia (1971), embora já abatido, deu pioneiros passos na linha do samba-soul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-3016309539237357588?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/3016309539237357588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/simonal-ganha-pagina-inteira-no-estadao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3016309539237357588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3016309539237357588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/12/simonal-ganha-pagina-inteira-no-estadao.html' title='Simonal ganha página inteira no Estadão!'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SxhQiDLZRbI/AAAAAAAAAV8/ZYv6eJFOLpQ/s72-c/Simonal+no+Estad%C3%A3o+1-dez-2009+-+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-4676957950066776542</id><published>2009-11-29T13:19:00.004-02:00</published><updated>2010-08-31T11:34:12.353-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sarah Vaughan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD Baile do Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odeon'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EMI Music'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editora Globo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><title type='text'>Simonal deu um baile na mídia</title><content type='html'>&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Um silêncio de décadas se quebrou neste ano, com uma série de lançamentos sobre o cantor. E vem mais por aí&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano foi de Wilson Simonal. O cantor, renegado ao limbo musical desde que, na década de 70, foi acusado de delator pró-ditadura, teve recuperada sua obra, história e rota na música brasileira. O documentário Ninguém Sabe o Duro que Dei chegou aos cinemas no ano passado via festival É Tudo Verdade. A partir daquela exibição, uma fenda temporal foi aberta trazendo de volta aos olhos da nova geração a história de um negro pobre nascido no subúrbio carioca que, mesmo com as dificuldades da vida, tornou-se o maior ídolo brasileiro no final da década de 70. Simonal rivalizava com Roberto Carlos, era o Pelé da música.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O mais importante sobre todos estes lançamentos é a correção da rota cultural brasileira”&lt;/em&gt;, fala o músico Wilson Simoninha, filho de Simonal (1938-2000). &lt;em&gt;“Em 40 anos, o nome do meu pai sempre veio atrelado à boataria. Ninguém falava da obra dele.”&lt;/em&gt; O momento crucial da derrocada de Simonal perante o público veio quando seu contador, Raphael Viviani, o acusou de sequestro e extorsão em agosto de 1971. A partir do evento, e após o depoimento infeliz do cantor à Justiça, a imprensa brasileira fez forte campanha contra o cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme e livro contextualizam o momento. Trazem detalhes dos bastidores, tentam entender o que aconteceu para que o intérprete fosse jogado na vala comum de dedo-duro da nação. Na apresentação da caixa, o jornalista Ricardo Alexandre escreve: &lt;em&gt;“Notamos que até os amigos mais próximos do Simonal desconheciam Simonal por inteiro”&lt;/em&gt;. Alexandre, junto a Simoninha e Max de Castro - também filho de Simonal - foram os responsáveis por produzir e dirigir o projeto da caixa Wilson Simonal na Odeon (1961-1971), de 8 CDs, que acaba de ser relançada. O jornalista também foi o autor do livro Nem Vem que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal que levou dez anos de pesquisa e utilizou uma centena de entrevistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o DVD e CD Baile do Simonal é uma celebração à carreira do cantor e às músicas que interpretou. Recheado de astros nacionais, como Caetano Veloso (que canta Remelexo), Lulu Santos (Zazueira), Maria Rita (Que Maravilha), Ed Motta (Lobo Bobo), Marcelo D2 (Nem Vem que Não Tem) e Alexandre Pires (Sá Marina). “As pessoas, às vezes, vêm reclamar comigo que se está falando demais do Simonal. Demais? Foram quase 40 anos em que meu pai ficou totalmente fora da mídia. Ninguém falava dele”, desabafa Simoninha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o baile, Simoninha diz que uma turnê deste show acontecerá somente em março do ano que vem, com convidados locais de cada cidade e gente que participou da gravação no Vivo Rio, em agosto. &lt;em&gt;“Nunca antes na MPB foi reunida uma turma tão da pesada como neste show.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Musical para 2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lançamentos com a grife Simonal não param por aqui. Simoninha afirma que no ano que vem muita coisa ainda vai acontecer. &lt;em&gt;“O show que meu pai fez com a Sarah Vaughan, no início dos anos 70, vai ser editado em um DVD. Outra novidade é uma mega-produção que vamos levar para o teatro, um musical que deve estrear entre o final de 2010 e o começo de 2011”&lt;/em&gt;, adianta. Um disco de inéditas e o lançamento do álbum México 70, antes só lançado no exterior, são outras duas pepitas dessa mina de ouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Fico muito feliz com o sucesso que estes lançamentos estão fazendo, obviamente. Mas a manifestação do público é que me deixa mais feliz. Fui em uma festa na Vai-Vai um dia desses e duas pessoas mais velhas me pararam dizendo que tinham se espelhado no meu pai, que pegaram o exemplo de luta dele na época para sair do nada. Venho percebendo que ele marcou a vida de muita gente”&lt;/em&gt;, diz o filho, emocionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Bezzi - &lt;a href="mailto:marco.bezzi@grupoestado.com.br"&gt;marco.bezzi@grupoestado.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-4676957950066776542?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/4676957950066776542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/11/simonal-deu-um-baile-na-midia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/4676957950066776542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/4676957950066776542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/11/simonal-deu-um-baile-na-midia.html' title='Simonal deu um baile na mídia'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-1555285178951471969</id><published>2009-11-11T23:37:00.006-02:00</published><updated>2010-08-31T11:33:22.470-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rolling Stone Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editora Globo'/><title type='text'>Simonal - Diário de um Proscrito</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;strong&gt;"Como cantor e showman, ele foi possivelmente o maior que essa terra produziu"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítica &lt;a href="http://www.rollingstone.com.br/guia/livros/3947/"&gt;Rolling Stone Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem Vem Que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal&lt;br /&gt;Autor: Ricardo Alexandre&lt;br /&gt;Editora: Globo Livros &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em palavras, a ascensão e queda do rei da pilantragem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É bom saber que o público não está cansando do revival em torno de Wilson Simonal (1938-2000), que foi deflagrado pelo êxito do documentário Ninguém Sabe o Duro que Dei. E agora, antes mesmo do ano acabar, chega um livro que joga ainda mais luz sobre a controvertida figura do artista. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O autor Ricardo Alexandre já vinha trabalhando na obra há um bom tempo, antes mesmo de Simona cair novamente na graça do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro tem a mesmas virtudes do documentário - é sóbrio e imparcial. A diferença é que no documentário, o som e o charme da figura de Simonal nos encantam e o foco em alguns aspectos desagradáveis de sua personalidade é desviado. Já nas páginas frias do livro, Simonal nem sempre aparece sob a melhor ótica, no geral um sujeito genioso que cometeu erros desnecessários que sabotaram sua carreira e vida pessoal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos méritos do livro é esmiuçar o período obscuro da vida do intérprete. Os “anos perdidos” de Simonal iniciaram na metade da década de 70 e se arrastaram pelos anos 80. Aos poucos ele perdeu tudo o que tinha, era evitado pela imprensa e por seus colegas artistas. O naufrágio na bebida somou-se a péssimas decisões financeiras e artísticas. O trabalho documental é exemplar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal não era apenas um anti-herói extremamente talentoso, era um artista e ser humano complexo. Passível de inúmeras releituras, sua personalidade era difícil de ser digerida em tempos maniqueístas como o Brasil de 30, 40 anos atrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E como cantor e showman, ele foi possivelmente o maior que essa terra produziu.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-1555285178951471969?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/1555285178951471969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/11/simonal-diario-de-um-proscrito.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1555285178951471969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1555285178951471969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/11/simonal-diario-de-um-proscrito.html' title='Simonal - Diário de um Proscrito'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-6394845253760936534</id><published>2009-11-02T02:58:00.008-02:00</published><updated>2009-12-04T01:47:29.941-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editora Globo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><title type='text'>Simonal - Nem vem que não tem!</title><content type='html'>Finalmente, lançamento da biografia de Wilson Simonal! &lt;br /&gt;Segue um&amp;nbsp;recadinho do Ricardo Alexandre (autor) e os convites para os eventos em São Paulo e no Rio de Janeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;"Amigos,&lt;br /&gt;Terça-feira próxima é o dia do lançamento oficial do meu novo livro, o "Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal", e a Editora Globo preparou um evento bacana, para o qual &lt;b&gt;eu gostaria imensamente de convidá-los&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ser na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, Vila Madalena. A partir das 19h, rola um bate-papo comigo e com os filhos do meu biografado, os músicos Max de Castro e Wilson Simoninha. A partir das 20h15, tem sessão de autógrafos. Ficaria muito honrado e feliz com a presença de vocês, especialmente os (não poucos) que me ajudaram e/ou torceram no meio dessa trabalheira toda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações no site da &lt;a href="http://www.livrariadavila.com.br/"&gt;Livraria da Vila&lt;/a&gt; e no &lt;a href="http://www.causapropria.com.br/"&gt;meu blog&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;O convitinho vai anexo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço e até lá!&lt;br /&gt;Ricardo Alexandre"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Su5VDO96luI/AAAAAAAAAU0/LxUkzkCdzPM/s400/Convite+lan%C3%A7amento+biografia+Simonal+-+SP.jpg" vr="true" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-6394845253760936534?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/6394845253760936534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/11/simonal-nem-vem-que-nao-tem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6394845253760936534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6394845253760936534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/11/simonal-nem-vem-que-nao-tem.html' title='Simonal - Nem vem que não tem!'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Su5VDO96luI/AAAAAAAAAU0/LxUkzkCdzPM/s72-c/Convite+lan%C3%A7amento+biografia+Simonal+-+SP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2730536432270112447</id><published>2009-10-31T16:34:00.015-02:00</published><updated>2010-08-31T08:09:35.241-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mug'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Carlos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gustavo Alonso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chico Buarque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo Cesar de Araújo'/><title type='text'>Simonal: Chico Buarque, censor?</title><content type='html'>A palavra aqui é indignação. &lt;br /&gt;Afinal, &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;Editora Record&lt;/b&gt;,&lt;/span&gt; o que está acontecendo???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, o historiador &lt;a href="http://cadaumtemolivroquemerece.blogspot.com/2009/10/simonal-e-chico-buarque.html"&gt;Gustavo Alonso&lt;/a&gt; defendeu uma dissertação de mestrado sobre a memória da ditadura brasileira no âmbito musical, e Simonal foi o objeto de estudo: &lt;em&gt;“Quem Não Tem Swing Morre Com a Boca Cheia de Formiga – Wilson Simonal e os Limites de Uma Memória Tropical”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poi bem, acredite se quiser, o livro está pronto desde 2007,&lt;br /&gt;porém, &lt;b&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;ATÉ AGORA NÃO FOI PUBLICADO.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Por que, Editora Record???&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tenho acompanhado a luta do Gustavo para publicar o livro, a ansiedade e a frustração com as inúmeras datas de lançamento... Quando li a dissertação, fiquei perplexa: trata-se de um trabalho primoroso, de primeiríssima qualidade, bem fundamentado e bastante polêmico porque esmiúça questões que muita gente prefere varrer pra debaixo do tapete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leia a mensagem do Gustavo Alonso e saiba o porquê:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sux7BuRcM0I/AAAAAAAAAUU/aNOxlZEm3hA/s1600-h/Gustavo+Alonso+-+Quem+N%C3%A3o+Tem+Swing+Morre+Com+a+Boca+Cheia+de+Formiga+%E2%80%93+Wilson+Simonal+e+os+Limites+de+Uma+Mem%C3%B3ria+Tropical.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sux7BuRcM0I/AAAAAAAAAUU/aNOxlZEm3hA/s200/Gustavo+Alonso+-+Quem+N%C3%A3o+Tem+Swing+Morre+Com+a+Boca+Cheia+de+Formiga+%E2%80%93+Wilson+Simonal+e+os+Limites+de+Uma+Mem%C3%B3ria+Tropical.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"É galera... parece que, hoje em dia, falar de Simonal não é mais problema. Estive conversando com a editora do livro (Record - que sustenta data de publicação para 24/11/2009), e eles disseram com todas as letras que &lt;strong&gt;não vão publicar as fotos "comprometedoras" de Chico Buarque&lt;/strong&gt; no caderno de fotos da minha obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que, nos dias de hoje, o problema não é "resgatar" Wilson Simonal,&amp;nbsp;isso já se tornou senso-comum, mesmo com as poucas resistências.&amp;nbsp;E, muitas vezes, ele vem sendo "resgatado" de&amp;nbsp;forma ingênua,&amp;nbsp;servindo de música para os mais "cults". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O problema, no entanto, é que Simonal está sendo resgatado como mais uma estrela "esquecida e&amp;nbsp;maldita" da MPB. Ou seja, "erramos" em relação a ele. Agora, com as devidas "bênçãos",&amp;nbsp;pode voltar a ocupar o "seu devido lugar". Mas a questão vai além. Por que só AGORA ele é chamado a ocupar este lugar? Por que só AGORA torna-se tão "óbvia" a sua inocência? Por que pouco se problematiza o fato de que os mesmos que pisaram em Simonal durante décadas,&amp;nbsp;AGORA estão empenhados em&amp;nbsp;seu resgate? Penso que essas são questões importantes e pouco faladas ultimamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma voltemos ao "problema" Chico Buarque. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O que são as tais fotos "comprometedoras"?&lt;/strong&gt; Na verdade, são apenas fotos que tendem a problematizar a "construção" do mito Chico Buarque. Para além de uma verdade em si, a mitologia em torno do compositor foi construída algumas vezes voluntariamente, outras nem tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E como as fotos problematizam a construção do mito?&lt;/strong&gt; Ora, uma foto que gera muito problema entre os editores é uma imagem de Chico Buarque segurando o boneco MUG na mão. Assim como Simonal, Chico fez propaganda do tal boneco que, dizia-se, dava sorte. Era, na verdade, o mascote de uma grife de roupas da MPB em sua empreitada combativa contra as roupas da Jovem Guarda. A grife da MPB acabou não sendo lançada, mas a da Jovem Guarda virou alvo dos críticos da ditadura identificados com o samba e a resistência. As roupas da Jovem Guarda, jaqueta do Tremendão, a roupa da Ternurinha, etc.,&amp;nbsp;sempre são lembradas por aqueles que acusam o movimento de Roberto Carlos e Cia. de "mercadológico". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico também fez propaganda e, assim como vários artistas da MPB, e&amp;nbsp;também esteve&amp;nbsp;envolvido na defesa da "musica brasileira" frente à "alienação importada" da Jovem Guarda. E, se o mercado também fosse o palco dessa disputa, a maioria dos artistas identificados com a MPB não via&amp;nbsp;problema nessa "descida" ao terreno "vil" do comercialismo. A questão é que, depois de se tornar padrão estético afinado às elites nacionais, os artistas da MPB frequentemente se vêem&amp;nbsp;fazendo uma arte "de autor", "superior", comprometida apenas com o tino artístico. Bem... no começo as coisas não eram bem assim... talvez, o primeiro grupo a problematizar a questão comercial de fato, de forma crítica, tenha sido "Os tropicalistas" - sem bravatas e palavras de ordem, e, aliás, debochando destas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra imagem "problemática" é uma propaganda do Banco da Lavoura de SP, na qual Chico Buarque aparece ao lado do pai. No subtítulo está escrito "o amigo da família". Ela circulou na revista Realidade de dezembro de 1968, ou seja, no mesmo mês do AI-5. Essa era a imagem hegemônica do compositor ("bom moço") até, pelo menos,&amp;nbsp;voltar do auto-exílio italiano, ou melhor, até&amp;nbsp;compor "Apesar de você" e o disco "Construção" (1970/1). Somente aí ele torna-se o "resistente ideal", tomando o estandarte das mãos de Vandré, que até então ocupava esse imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos de Chico Buarque fazendo propaganda de máquinas de costura e sandálias também foram vetadas. Queria mostrar, com a publicação das fotos e do texto, que pilantragem, Jovem Guarda e MPB não eram, na época, tão distintos como hoje frequentemente vemos. Aliás, por exemplo, o Tropicalismo foi acusado de ser uma "pilantragem", e vice-versa. Para os que não sabem, a Pilantragem foi o projeto estético através do qual Simonal atingiu níveis de popularidade e reconhecimento impressionantes nos anos 1960/70. No entanto a memória da Pilantragem foi para o ralo junto com Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como se vê o problema agora não é mais "resgatar" a Pilantragem... Essa virou "cult". Mas não se pode tocar em outros mitos, especialmente porque a forma através da qual Simonal consegue ser resgatado para a MPB é a de que ele foi&amp;nbsp;"inocente", para alguns, um "ingênuo", para muitos, e quando muito, foi "usado". Ou seja, concordam&amp;nbsp;que Simonal seja&amp;nbsp;resgatado porque,&amp;nbsp;assim como toda a sociedade, teria sido vítima do regime militar:&amp;nbsp;se ele foi vítima, também pode entrar no panteão de seus heróis - mantém-se a lógica da MPB como bastião da luta contra o regime. De fato, não se pode problematizar e nem sequer contextualizar o nascimento dessa postura, pois enfraqueceria a sua lógica. Por isso, parece-me, Chico não pode ser questionado. Por isso o medo em relação a um processo que, para além de perdas monetárias, geraria uma "perda" na imagem da editora. Ninguém quer se colocar "a favor" a ditadura. Nem eu. Mas também não dá mais pra naturalizar certos conceitos e noções da MPB, como se ela sempre tivesse sido assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento da editora para tal &lt;strong&gt;autocensura&lt;/strong&gt; (desculpe, mas, não há outro nome) é que o compositor não permitiria sua publicação e, se o fizéssemos, poderia acarretar um processo. Mas, estas imagens são fotos já publicadas em revistas e jornais – &lt;strong&gt;repito, já foram publicadas&lt;/strong&gt;. São, enfim, documentos históricos, fontes abertas a todos. Em tese, só precisaríamos da liberação do fotógrafo, o que não é difícil de se conseguir. Mas o medo do processo inviabiliza, na prática, qualquer publicação porque entende que o sujeito que aparece na foto tem que autorizá-la! Imagine se formos pedir autorização ao Lula por toda foto em que ele aparece? Imagine fazer isso em época de foto digital e internet? Seria melhor, caso o Chico Buarque realmente se importasse, que acusasse o uso do Photoshop para deturpar a foto, ou de um simples "paintbrush" para desgastá-la... o que não foi o caso, obviamente, mas em tempos de virtualidade e simulacros, tudo pode vir a acontecer. Ou quase tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, cada dia mais &lt;strong&gt;as editoras estão com medo&lt;/strong&gt; de publicar temas e/ou imagens polêmicas devido a possíveis processos. O problema é que se está evitando posturas corajosas! Agora o medo justifica qualquer forma de autocensura. Aliás, esse foi a atitude de muitos órgãos da imprensa durante o regime militar que, passado a ditadura, se vangloriam de ter colocado "receitas de bolo" no lugar de manchetes como se todos fossem entender isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que essa auto-censura nas editoras, pelo menos, me parece ser bem recente! Trata-se de algo posterior a publicação de livro de Paulo Cesar de Araújo sobre Roberto Carlos em 2006. Antes os livros, às vezes, nem se preocupavam com os créditos das fotos, o que também não pode, né! Mas, de qualquer forma, denotavam a despreocupação com "patrulha da autocensura". Voltando ao caso "Roberto Carlos em detalhes", é de se espantar como o autor foi "silenciado": na comemoração dos 50 anos de carreira do cantor seu livro só foi lembrado pelo debochado Agamenon, do Globo. O oba-oba dos 50 anos do rei apagou a censura real. Voltamos à sociedade de soberania? O Foucault se fucô? Esperemos que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo Alonso"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais no blog do Gustavo: &lt;a href="http://cadaumtemolivroquemerece.blogspot.com/"&gt;Cada um tem o livro que merece&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gustavão, parabéns pela coragem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-2730536432270112447?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/2730536432270112447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/simonal-chico-buarque-o-censor.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2730536432270112447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2730536432270112447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/simonal-chico-buarque-o-censor.html' title='Simonal: Chico Buarque, censor?'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sux7BuRcM0I/AAAAAAAAAUU/aNOxlZEm3hA/s72-c/Gustavo+Alonso+-+Quem+N%C3%A3o+Tem+Swing+Morre+Com+a+Boca+Cheia+de+Formiga+%E2%80%93+Wilson+Simonal+e+os+Limites+de+Uma+Mem%C3%B3ria+Tropical.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-4360060035846507279</id><published>2009-10-19T16:17:00.001-02:00</published><updated>2010-08-31T11:39:03.296-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvito Leal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Tributo a Simonal em São Paulo</title><content type='html'>&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StoTCj6jo2I/AAAAAAAAATY/Q2yohuXNttM/s200/Simoninha+e+Max.jpg" vr="true" /&gt; &lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StonJSORRVI/AAAAAAAAAT4/kCOtw-WMC28/s200/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+Simonal+-+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei.jpg" vr="true" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal será homenageado no SESC Pinheiros nos dias 23, 24 e 25 de outubro. A programação contará com a exibição do documentário sobre o cantor e com show de Max de Castro e Wilson Simoninha.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No dia 23, sexta-feira, às 20h&lt;/strong&gt; será exibido no auditório o documentário “Ninguém sabe o duro que dei” dirigido por Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. O filme traça a trajetória impressionante do ex-cabo de exército que se tornou o primeiro cantor negro a ganhar status de ídolo nacional, mas que acabou condenado ao ostracismo por um delito sobre o qual jurava inocência. Após a exibição do documentário Max de Castro e Wilson Simoninha participarão de um debate-papo com a platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nos dias 24 – sábado às 21h - e 25 de outubro – domingo às 18h&lt;/strong&gt;- Max de Castro e Wilson Simoninha interpretam os grandes sucessos de Simonal no Teatro Paulo Autran. O repertório do show é composto por canções lançadas nos anos 1960, começo dos 70, como Sá Marina, Tributo a Martin Luther King, Na galha do cajueiro, Vesti azul, entre outras. A banda que os acompanhará é formada por Samuel Fraga (bateria), Robinho Tavares (baixo), Marcelo Maita (teclado), Marcio Forte (percussão), Daniel de Alcântara (trompete), Will Bone (trombone) e Josué dos Santos (saxofone).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font-family: arial,="" helvetica,="" sans-serif=""&gt;&lt;strong&gt;Show: HOMENAGEM A WILSON SIMONAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dias 24 e 25 de outubro • sábado às 21h e domingo às 18h&lt;br /&gt;SESC Pinheiros - Teatro Paulo Autran&lt;br /&gt;Rua Paes Leme, 195&lt;br /&gt;Duração: 1h30&lt;br /&gt;R$ 20,00; R$ 10,00 (aposentados e estudantes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filme: SIMONAL - NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dia 23/10, sexta, às 20h&lt;br /&gt;Duração: 86 minutos&lt;br /&gt;Local: Auditório - 3º andar&lt;br /&gt;Grátis - sistema INGRESSOSESC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-4360060035846507279?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/4360060035846507279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/tributo-simonal-em-sao-paulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/4360060035846507279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/4360060035846507279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/tributo-simonal-em-sao-paulo.html' title='Tributo a Simonal em São Paulo'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StoTCj6jo2I/AAAAAAAAATY/Q2yohuXNttM/s72-c/Simoninha+e+Max.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2680808554921330342</id><published>2009-10-17T19:17:00.018-03:00</published><updated>2010-08-31T11:40:18.854-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editora Globo'/><title type='text'>Leia um trecho da biografia de Simonal</title><content type='html'>&lt;em&gt;Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Alexandre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sto_0RODkpI/AAAAAAAAAUA/a6JEWXO8T1U/s1600-h/Meire+Bottura+-+Nem+Vem+Que+N%C3%A3o+Tem+-+A+Vida+e+o+Veneno+de+Wilson+Simonal+-+Ricardo+Alexandre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sto_0RODkpI/AAAAAAAAAUA/a6JEWXO8T1U/s200/Meire+Bottura+-+Nem+Vem+Que+N%C3%A3o+Tem+-+A+Vida+e+o+Veneno+de+Wilson+Simonal+-+Ricardo+Alexandre.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;Simonal não perdeu a oportunidade de se aproximar de um músico de verdade. Edson o ensinou a tocar violão e, logo em seguida, a passar os acordes de violão para o piano. A capacidade de observação e memorização – que dona Maria chamava de “tristeza” – entrava em ação. Os três garotos começaram a conversar sobre formar um grupo e até a ensaiar. Mas a pátria chamou dois deles, Simonal e Moran, para o serviço militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Soldado Simonal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal se alistou no 8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado, praticamente em frente à favela onde morava. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;(Hoje nem a favela existe mais; foi removida no final da década de 1960 pelo governador Negrão de Lima. O gacosm deu lugar ao Batalhão da Polícia Militar do Leblon e foi transferido para Niterói). Edson também se alistou no mesmo grupo, mas foi dispensado nos últimos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Maria não podia esconder a alegria por ter o filho convocado para o serviço militar, pois seu grande desejo era que Simonal seguisse carreira no Exército. Mas já se alegrava com a tranquilidade de vê-lo alimentando-se decentemente, fazendo exercícios, iniciando novas amizades, recebendo algum dinheiro – e ainda com tempo de encarar alguns bicos nas horas vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A artilharia de costa é a prática de defesa a partir do litoral. Os exercícios eram feitos em lugares desertos, como no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, onde os soldados passavam dias na pouco empolgante tarefa de enquadrar com tiros de canhão os alvos deslocados no mar por rebocadores. No meio militar carioca, o 8º gacosm era considerado um quartel “artístico”, famoso pelo futebol e pelos eventos repletos de música. Entre os recrutas daquele ano estava Amarildo, futuro atacante da seleção brasileira de futebol que venceria a Copa do Chile, em 1962. À boca pequena, os colegas consideravam os soldados daquele destacamento um bando de boas-vidas, que mal sabiam segurar em uma baioneta e só se importavam em jogar bola e tocar violão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal fazia o que podia para justificar essa má fama. Com Marcos Moran sempre pronto a “fazer sua divulgação” e diversos frequentadores dos shows na praça Antero de Quental em seu destacamento, não demorou para que todo mundo descobrisse que havia um cantor ali. No começo, Simonal era famoso apenas pelas paródias pornográficas que fazia dos sucessos da época, mas não demorou para ser chamado para chefiar a torcida do time de futebol do grupo, bicampeão no torneio interquartéis. Simonal tocava corneta e comandava os colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Percebi que podia dominar o público”, contou o cantor, anos depois. “Como, nem sei explicar direito. Descobri o valor da entonação e aprendi que há um segredo na maneira de falar, na maneira de olhar, na maneira de se portar. Quando não gritava, me impunha com o olhar, naturalmente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo passo na carreira do soldado Simonal foi como encarregado dos comandos de ordem unida, ensinando hinos nas unidades do grupo. Ao final de 1957, Marcos Moran deu baixa e Simonal foi promovido a cabo. Cada vez mais, desenhava-se a carreira militar sonhada por sua mãe. Em 1958, em comemoração ao aniversário do 8º gacosm foi realizado um grande evento, dividido entre shows à tarde e à noite. Simonal foi chamado para cantar para os colegas na festa vespertina. “Eles precisavam de um soldado que se apresentasse no show [da tarde]”, lembrou. “Um oficial chegou e foi dizendo: ‘Quem é o que canta?’. O pessoal respondeu logo: ‘O 256!’. Fui lá e dei o recado, imitando o Agostinho dos Santos em ‘Três Marias’. O sucesso foi tão grande que eu tive de bisar. Apelei para o Belafonte, cantando ‘Matilda’ e ‘Banana boat’. À noite, levaram os integrantes do show da [boate] Night and Day, mas os soldados ficavam gritando que eu cantava melhor do que o George Green, que também havia cantado ‘Matilda’ e ‘Banana boat’. Acabei voltando ao palco, cantando e fazendo o maior sucesso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Wilson Simonal começava a mudar. O coronel Aldo Pereira, chefe daquele grupo, adorou a performance e convidou o 256 para se apresentar em shows particulares. Teimando contra sua vocação, a possibilidade de cantar nas horas vagas só fazia com que Simonal gostasse ainda mais da vida de militar. Foi promovido a sargento, mas, oficialmente, continuou atuando como cabo, para não se desviar de suas funções. Virou diretor da banda, valorizou os soldados que já houvessem tocado em escolas de samba, cuidou da mise en scène (colocando os músicos para marchar no meio das tropas) e convidou um pistonista para solar durante as apresentações. A fama do soldado cantor chegou até o general Justino Alves Bastos, futuro líder das forças militares do iv Exército, que enfrentou as Ligas Camponesas em 1964. Bastos se transformou em seu primeiro grande fã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Moran, que testemunhou de perto os primeiríssimos passos de Simonal, saiu do quartel levando muito a sério a antiga ideia de montar um grupo ao lado de Edson Bastos e do cabo Simonal. Os três convidaram outro adolescente de Copacabana, Zé Ary, para tocar violão, e chamaram Zé Roberto, irmão mais novo de Simonal, para o saxofone. Alguém teve a erradíssima ideia de traduzir para o inglês “garoto enxuto” como “dry boy”. Na época, “enxuto” era uma gíria para “na linha”, “em forma”, “com tudo no lugar”. O nome ficou: Dry Boys. Não demorou muito os amigos estavam cantando em pequenas festas, eventos e programas de televisão, e logo os quatro colegas iniciaram uma pressão para que Simonal abandonasse o quartel e ficasse com a agenda livre para os ensaios e as apresentações do conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para desespero de dona Maria, Simonal realmente deixou a carreira militar – não por causa da música, mas de racismo. Em 1960, o coronel Aldo Pereira deixou o comando do 8º gacosm e assumiu o Forte de Copacabana. Foi substituído pelo coronel Jaime Montinho Neiva, que, segundo as memórias de Simonal, “chamava a atenção de um soldado branco de uma maneira e de um preto de outra” . De cara, Neiva cortou as regalias que Simonal havia amealhado, como a liberdade de bater ou não continência ou de se apresentar à paisana nos eventos do quartel. O cantor tentou uma transferência para Copacabana, sem sucesso. Foram meses de infelicidade até que ele resolveu responder às provocações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A tropa estava toda formada [reunida, organizada e alinhada], quando, de repente, o coronel deu um grito, ‘cabo Simonal! Não se mexa, em forma, componha-se e dê exemplo a seus colegas!’, e por aí afora. Acontece que eu não estava em forma e sim de cabo da guarda [fazendo a segurança do quartel, dispensado de se alinhar com o resto do grupo]. Um amigo meu foi lá e me...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font-family: arial,="" helvetica,="" sans-serif=""&gt;&lt;em&gt;Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lançamento 23 de outubro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-2680808554921330342?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/2680808554921330342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/trecho-da-biografia-de-simonal.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2680808554921330342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2680808554921330342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/trecho-da-biografia-de-simonal.html' title='Leia um trecho da biografia de Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sto_0RODkpI/AAAAAAAAAUA/a6JEWXO8T1U/s72-c/Meire+Bottura+-+Nem+Vem+Que+N%C3%A3o+Tem+-+A+Vida+e+o+Veneno+de+Wilson+Simonal+-+Ricardo+Alexandre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2798913774966906008</id><published>2009-10-17T09:43:00.003-03:00</published><updated>2009-11-10T16:17:22.786-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Denilson Monteiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Imperial'/><title type='text'>Dez! Nota Dez! Eu sou Carlos Imperial</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.catalogoeditorial.com.br/capas/55425417g.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://www.catalogoeditorial.com.br/capas/55425417g.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;É inacreditável. O cara passa trocentos anos debruçado numa pesquisa séria, e,&amp;nbsp;no fim... cadê o livro do Denilson Monteiro?&amp;nbsp;Tem&amp;nbsp;nas prateleiras das livrarias? Não, não&amp;nbsp;tem. Realmente, assim fica difícil.&amp;nbsp;Ê Brasil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Dez! Nota Dez! Eu sou Carlos Imperial"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;é diversão na certa! Quem já leu não me deixa mentir. Confira no&amp;nbsp;&lt;a href="http://10nota10.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;blog do livro&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Aviso aos que ainda não leram:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Dez! Nota Dez!"&lt;/em&gt; está RECHEADO de Simonal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-2798913774966906008?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/2798913774966906008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/dez-nota-dez-eu-sou-carlos-imperial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2798913774966906008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2798913774966906008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/dez-nota-dez-eu-sou-carlos-imperial.html' title='Dez! Nota Dez! Eu sou Carlos Imperial'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-650748316700801936</id><published>2009-10-16T21:44:00.006-03:00</published><updated>2009-12-04T01:47:29.951-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editora Globo'/><title type='text'>Simonal: datas e capas!</title><content type='html'>Segue mais um recadinho do Ricardo Alexandre com notícias sobre o lançamento da biografia de Simonal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguns amigos têm me perguntado sobre a capa do livro – a "Rolling Stone" publicou a capa laranja e a "Billboard" publicou a capa azul. &lt;strong&gt;Qual é a capa correta?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, as duas são corretas. Vamos fazer as duas tiragens (parece que a azul vai só para alguns pontos de vendas específicos, tipo "tiragem limitada especial", uouou). Mas, para quem quiser comparar, estas são as capas definitivas de "Nem vem que não tem: A vida e o veneno de Wilson Simonal". Ambas feitas no maior capricho pelo grande Rodolfo França, designer talentosíssimo que eu conheci na época da "Bizz" e que fiz questão de trazer para trabalhar comigo na "Época São Paulo". Veja se não ficou/ficaram lindas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StkOlevuxkI/AAAAAAAAATQ/I5LkZTzu7zA/s400/Meire+Bottura+-+Nem+Vem+Que+N%C3%A3o+Tem+-+A+Vida+e+o+Veneno+de+Wilson+Simonal+-+Ricardo+Alexandre-Capa+Azul.jpg" vr="true" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto o livro é encadernado na gráfica, a gente vai acertando as datas de lançamentos, aparições, entrevistas, noites de autógrafos etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme as coisas forem se confirmando, eu aviso aqui, ok? As datas que eu tenho até agora são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;22/10&lt;/strong&gt; - Eu e o Max de Castro estaremos no programa "Conexões Urbanas da Eldorado FM falando sobre o Simonal, sobre o livro e sobre o evento do Sesc Pinheiros que começa no dia seguinte. O programa vai ao ar das 22h às 23h e a Eldorado fica nos 92,9 de seu rádio ou no site do programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;23, 24 e 25/10&lt;/strong&gt; - Fim-de-semana de homenagens ao Simonal no &lt;a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=160582"&gt;Sesc Pinheiros&lt;/a&gt; (Rua Paes Leme, 195, fone 11-3095-9400). Na sexta-feira, o documentário "Ninguém sabe o dure que dei" será exibido no auditório, às 20h. No sábado às 21h e no domingo às 18h, Max e Simoninha sobem ao palco da Sala Paulo Autran para um show em homenagem ao pai. A Editora Globo combinou com o Sesc e vai montar uma barraca sensacional no Sesc para vender o livro em primeiríssima mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24/10 a 30/10&lt;/strong&gt; - É o prazo que a editora dá para que todas as livrarias do Brasil já tenham recebido o livro. Se não chegar aí perto de sua casa, avise que eu aciono a cavalaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;03/11&lt;/strong&gt; - Noite de autógrafos antecedida por bate-papo comigo, Max e Simoninha na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, na Vila Madalena. Quando o convite estiver pronto, eu posto aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;05/11&lt;/strong&gt; - Noite de autógrafos antecedida por bate-papo comigo, Max e Simoninha na Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Se eu não esquecer, prometo colocar aqui no site o capítulo do livro que fala do Leblon, onde o Simonal cresceu, começou a cantar e prestou o serviço militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é isso por enquanto. Obrigado a todo mundo que tem perguntado e esperado o livro. Foi feito com muito carinho, espero que vocês gostem. A medida que as resenhas forem saindo, eu coloco aqui. As positivas, pelo menos ;-) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualização classe A: A Livraria Cultura já tem o "Nem vem que não tem" para pré-venda. Que emoção!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Alexandre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-650748316700801936?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/650748316700801936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/simonal-datas-e-capas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/650748316700801936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/650748316700801936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/simonal-datas-e-capas.html' title='Simonal: datas e capas!'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StkOlevuxkI/AAAAAAAAATQ/I5LkZTzu7zA/s72-c/Meire+Bottura+-+Nem+Vem+Que+N%C3%A3o+Tem+-+A+Vida+e+o+Veneno+de+Wilson+Simonal+-+Ricardo+Alexandre-Capa+Azul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-3470725894916430200</id><published>2009-10-08T16:25:00.022-03:00</published><updated>2010-08-31T09:46:12.513-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editora Globo'/><title type='text'>Biografia de Wilson Simonal</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.livrariamelhoramentos.com.br/produtos/9788525047281.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://www.livrariamelhoramentos.com.br/produtos/9788525047281.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Após o sucesso do documentário &lt;em&gt;Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;chega às livrarias em&amp;nbsp;23&amp;nbsp;de outubro, pela Editora Globo, a primeira biografia de Wilson Simonal, escrita pelo&amp;nbsp;jornalista Ricardo Alexandre: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Atenção fãs do Simona!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segue um recadinho do&amp;nbsp;Ricardo Alexandre, e uma nota para enviar aos amigos e&amp;nbsp;postar em blogs, sites de relacionamento, etc. S'imbora divulgar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Oi Meire, acredite se quiser, o livro está na gráfica! &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Daqui até o dia 23 é aquela fase de criar expectativa, avisar os amigos, fazer alianças, etc. Estamos armando aparições televisivas, mandando as provas para a imprensa, agendando as noites de autógrafo, etc. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Fizemos uma notinha pra imprensa para falar do atraso do lançamento. Bem, encaminho a nota pra você e te aviso assim que tiver as datas das noites de autógrafo.&lt;br /&gt;Abs, &lt;br /&gt;Ricardo Alexandre"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;WILSON SIMONAL NA GRÁFICA!&lt;br /&gt;Depois de meses de espera e solicitações de fãs, jornalistas e livreiros de todo o Brasil, a Globo Livros tem o prazer em informar que o livro "Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal" acaba de dar entrada na gráfica Imprensa da Sé, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria de se esperar de uma biografia de um dos personagens mais controversos da história da MPB, o atraso (o livro era previsto como um dos maiores destaques da 14a Bienal do Rio de Janeiro) teve motivos judiciais: "Nem vem que não tem" traz documentos históricos do DOPS e fotos raras que precisaram de burocráticas autorizações para publicação. Ao mesmo tempo, a editora negociou com a família de Wilson Simonal a íntegra do texto original (escrito com colaboração absoluta, mas sem nenhum tipo de revisão ou interferência por parte dos herdeiros do cantor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"No Brasil, infelizmente, iniciou-se essa tradição de embargos à biografias não-autorizadas"&lt;/em&gt;, explica a gerente do departamento jurídico da Globo Livros, Márcia Salgado. &lt;em&gt;"E, no caso de ‘Nem vem que não tem’, há muitas passagens delicadas, envolvendo alcoolismo, violência e problemas familiares. Foram necessárias algumas rodadas de negociação, mas o livro irá a público com 100% de seu texto original." &lt;/em&gt;"Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal" chega às livrarias no dia 23 de outubro. O livro, a primeira biografia de Simonal, tem 392 páginas, dezenas de fotos e consumiu mais de 10 anos de pesquisa do jornalista Ricardo Alexandre (ex-redator chefe da revista "Bizz" e atual diretor de redação da revista "Época São Paulo").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Informações:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Globo Livros - (11) 3767-7819/7863&lt;br /&gt;imprensaglobolivros@edglobo.com.br&lt;br /&gt;www.globolivros.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro&amp;nbsp;&lt;em&gt;"Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal"&lt;/em&gt; chega às livrarias em 23 de outubro. &lt;br /&gt;Fãs de Simonal, agora é a hora,&amp;nbsp;s'imbora divulgar!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-3470725894916430200?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/3470725894916430200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/biografia-de-wilson-simonal.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3470725894916430200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3470725894916430200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/biografia-de-wilson-simonal.html' title='Biografia de Wilson Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-1115084149144252366</id><published>2009-10-07T16:48:00.006-03:00</published><updated>2010-08-31T08:11:59.741-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aquiles Rique Reis'/><title type='text'>Confesso que errei</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;strong&gt;CONFESSO QUE ERREI – CAPÍTULO DO LIVRO "O GOGÓ DE AQUILES", DO MÚSICO AQUILES RIQUE REIS, VOCALISTA DO MPB4&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Aquiles Rique Reis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal nunca foi um dedo-duro. Simonal foi um artista com talento majestoso, só comparável, infelizmente, e no sentido inverso, à sua pernosticidade. Dono de uma voz privilegiada, que seu senso rítmico só fazia acentuar, o cantor que levava ao delírio multidões no Teatro Record ou no Maracanãzinho, não era propriamente uma pessoa politizada. Um de seus bordões: "Que tranqüilidade!", deixava claro que seu negócio era cantar e se divertir com o dinheiro que entrava a rodo e lhe proporcionava uma vida de aprazibilidades. Simonal levava seus fãs e a sua carreira de showman "No gogó" e comandava as massas enlouquecidas ao som da "Pilantragem", expressões que definiam seu estilo de ser, desde roupas ao repertório; de amizades ao destampatório verbal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que fazia de Wilson Simonal um ídolo que encantava seus admiradores, causava raiva a nós seus colegas que não admitíamos que ele nada fizesse para denunciar uma ditadura militar que torturava e matava seus inimigos. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Simonal era um alienado que pouco se lixava para a situação política brasileira naquele final dos anos 1960, início dos anos 1970. Com programas exclusivos na TV Record e na rádio Jovem Pan, antiga Panamericana, todas pertencentes à família de Paulo Machado de Carvalho, Simonal era uma estrela ascendente. Grana, mulheres e automóveis de luxo a sua meta de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Copa de 70, no México, causou um drama de consciência entre os que se debatiam contra o regime militar. O drama de torcer ou não torcer pela seleção brasileira dividia os corações e as mentes daquele contingente de pessoas que sabia que a ditadura estava pronta para capitalizar politicamente uma possível vitória da seleção comandada pelo técnico Mário Lobo Zagalo. A demissão de João Saldanha - que comandou o time durante as eliminatórias&amp;nbsp;e transformou jogadores como Pelé, Tostão, Carlos Alberto, Piazza, Clodoaldo, Gerson, Rivelino e Jairzinho nas "feras do Saldanha" -, deixou clara a interferência do general Emilio Garrastazu Médici na convocação dos jogadores que representariam o Brasil no México. Consta que tendo recebido ordens para convocar Dario, o Dadá Peito de Aço, Saldanha respondeu que se ele não indicava os ministros que Médici punha em seu governo, que o general não indicasse jogadores para seu time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, entre torcer contra e a favor, Simonal não disse que sim nem que não, antes muito pelo contrário, mas engajou-se solenemente à delegação que viajou para disputar a Copa do Mundo do México, em 1970. Médici e seus companheiros de ditadura "rezavam" ardentemente pela vitória da seleção, que capitalizariam para "alegrar" ainda mais o povo e para passar para o exterior uma imagem de que por aqui estava tudo às mil maravilhas. Não estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Gustavo compôs o hino "Pra frente, Brasil" que foi usado civicamente durante a transmissão ao vivo para todo o Brasil, pela primeira vez na história da televisão brasileira. "Tudo era um só coração" dizia Miguel Gustavo e todos os que torciam desesperada e inocentemente pelo futebol brasileiro, que viria a se consagrar tri-campeão mundial e trazer o caneco "Jules Rimet" pra casa, cantavam a pleno pulmões pelas ruas, a cada vitória da seleção canarinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto do México vinham os gols que deflagravam uma alegria imensa em nossa gente, em meio à algazarra, dos porões da ditadura vinham os gritos abafados e o cheiro de sangue dos presos políticos que, se não morriam massacrados pela "eficiência científica" das torturas ensinadas aqui por "especialistas" estrangeiros, guardavam em seus corpos e almas o efeito da dor brutal que quando não matava, aniquilava o sentido de vida futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida tinha que seguir e seguia. Wilson Simonal cada vez mais se identificava com o sucesso e ganhava muito mais dinheiro e prestígio com sua voz e seu suingue contagiantes. Indiferente ao que se passava na política nacional, ele era o exemplo de artista que cantava por cantar; que cantava para puramente se divertir e para fazer com que as pessoas se divertissem com seu canto. Jamais passou pela cabeça de Simonal que a cultura, mais especificamente a música, pudesse ser capaz de propiciar mudanças revolucionárias no povo que a ela tivesse acesso. E assim seguia Simonal, a simplesmente cantar e nada mais, ao invés de se imbuir do sentimento de responsabilidade que empurrava muitos de nós na direção da denúncia através da música engajada em um processo político que se acreditava ilusoriamente, viria a derrubar a ditadura e a restaurar a democracia aviltada pelo golpe militar de março de 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal vivia como um rei que tem a corte a seus pés. Conquistou essa corte com seu talento e dela dispunha como melhor lhe convinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal tinha o direito de fazer de seu canto o que bem entendesse e assim o fez. Ele vivia a vida como ela mais lhe sorria. Enquanto isso, muitos de nós lutávamos e empunhávamos nossas vozes e talentos para driblar a repressão e a censura. Nós, seus colegas que, diante do silêncio imposto pela força bruta, tratávamos, cada um a sua maneira, de denunciar os atos de barbárie praticados impune, covarde e cotidianamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém lembrar que nem só de Simonal se constituía a legião dos que se lixavam para os atos dos militares ditadores e seus cúmplices civis. Muitos outros colegas da área musical sequer sabiam que existia tortura e morte nos cárceres brasileiros. A propaganda oficial se encarregava de torná-los cada vez mais alienados e alheios à situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A categoria musical convivia entre si em civilizado contato, onde uns eram contra o governo, outros não eram contra nem a favor e alguns poucos eram claramente favoráveis à ditadura. Esse equilíbrio se sustentava, por um lado, na clareza de alguns que sabiam ser impossível "converter" colegas "desinformados", e, por outro, pelos que "nada" sabiam e, portanto, pouco tinham a exigir de quem quer que fosse. Entre os "poucos" favoráveis ao regime militar, certamente existiram aqueles que, cooptados pelos órgãos de informação, transformaram-se, esses sim, em dedos-duros profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal não tinha o perfil de alguém que pudesse se "infiltrar" e denunciar colegas "comunistas". Talvez lhe faltasse até disposição para "trabalhar" num ofício tão complicado e arriscado como esse. Não levava jeito para ser dedo-duro o Simonal. Seu jeito de ser e levar a vida era cantando "Meu limão meu limoeiro", "Mamãe passou açúcar em mim" e outras pérolas da "Pilantragem" da qual ele tão bem soube encarnar o espírito. E também de cantar músicas como "Brasil eu fico" e "Cada um cumpra o seu dever", jóias do mais indigno ufanismo da época em que a ditadura ameaçava seus opositores com "Brasil, ame-o ou deixe-o" e até "Brasil, ame-o ou morra". Podia-se gostar ou não gostar das músicas e da postura tão imodesta quanto arrogante de Simonal, mas nunca acusá-lo de ser um informante a soldo da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1971, Simonal "descobriu" que o contador de sua empresa de produções artísticas teria dado um desfalque em suas contas. Inconformado, ele pediu a alguns "amigos" ligados à repressão que "prendessem" e "dessem uma dura" - eufemismo usado para autorizar a tortura -, no ex-funcionário. Este é, literalmente, o único crime cometido por ele e pelo qual foi condenado, tempos depois. Wilson Simonal nunca foi um dedo-duro, mas não se incomodava nem um pouco de ter agentes civis e policiais militares entre os que faziam parte de seu círculo de amizades. Numa simplificação grosseira, pode-se dizer que alguns "amigos" de Simonal podiam ser qualificados, como se dizia à época, de "maus elementos" que punham em risco a idoneidade dos que lhes eram próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sendo um deles, Simonal talvez até tivesse vontade de ter o "poder" quase absoluto que esses "funcionários" da ditadura tinham. Entretanto, Simonal nunca foi um dedo-duro. Certamente, havia no meio artístico algum informante. Durante a vigência da ditadura, todos os segmentos da vida brasileira tiveram suas atividades controladas pela repressão, através de agentes infiltrados. Todas as categorias profissionais, sem exceção, e não temo aqui a generalização, tiveram os passos de seus líderes, ou mesmo de quem se destacava por sua competência e saber, mesmo sem exercer ascendência sobre seus colegas, vigiados diuturnamente pelos serviços de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falso malandro e sem fazer jus a sua tão alardeada esperteza, Wilson Simonal demonstrava um "deslumbramento" irresponsável e pueril com a força que dispunham seus "amigos" e que ele não hesitou em acionar quando se sentiu roubado por um funcionário. O "poder" acima da lei; a "força" em detrimento da civilidade; a vontade de "levar vantagem em tudo" subiram-lhe tristemente à cabeça. Faltou-lhe um mínimo de consciência para perceber que sua vida, que sua carreira, que o seu futuro poderiam ser comprometidos ao deixar-se encantar pelas "facilidades" que só uma ditadura permite a seus assalariados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, puxando pela memória e depois de conversar sobre esses fatos com alguns colegas, lembramo-nos das declarações do advogado de Simonal que, ao defendê-lo das acusações de ter mantido seu contador em cárcere privado e de ter mandado prendê-lo e consentido que alguns "amigos" o torturassem, disse algo como meu cliente tem serviços prestados ao governo, por isso nada acontecerá com ele. Evidentemente, que reproduzo apenas o sentido das declarações, nunca as palavras literais de quem "defendia" o cliente Simonal e do qual, infelizmente, não conseguimos lembrar do nome. Wilson Simonal não fez questão de desmentir seu advogado, talvez por se sentir "orgulhosamente protegido" pelos "serviços prestados", ainda que tudo não passasse de uma mera e angustiante fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condenado a cinco anos de cadeia pela acusação de extorsão contra seu ex-contador, Simonal, em 1974, é preso e libertado poucos dias depois por força de um habeas-corpus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começava então o calvário de um dos maiores cantores brasileiros que, seduzido pela podre ilusão de ter ele também a "guarida" concedida aos "amigos" dos ditadores, deixou-se afundar na própria ignorância prepotente e conheceu as dores de um ostracismo precoce que aos poucos lhe corroeu a vontade de viver e o levou ao alcoolismo e à morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal deixou dois filhos que seguem seus passos musicais de forma brilhante. Max de Castro e Simoninha são parte de uma nova geração de músicos que se dedica com afinco ao estudo da música para poder melhor extravasar seus talentos inatos. E hoje, cobertos de razão, os filhos de Wilson Simonal querem resgatar a honra de seu pai, já que ele morreu afirmando nunca haver sido um dedo-duro. Pior, morreu enxovalhado pela acusação, sem nenhuma prova ou base legal, que o matou devagar, como numa tortura - que ironia! - que era a marca registrada de alguns dos "amigos" de quem Simonal tanto "invejou" a "força".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1990, o secretário da Comissão dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça, José Gregori, após investigação junto às agências de inteligência a serviço do Estado Brasileiro durante os anos de chumbo, constatou não haver nenhuma referência ao nome de Wilson Simonal em seus respectivos arquivos. Recentemente, no segundo semestre de 2003, o relatório final de uma comissão nomeada pela OAB, após outra investigação dos fatos e após ouvir depoimentos de pessoas que conviveram com Simonal, naquele período, concluiu não haver nenhuma evidência que o mostrasse como um delator a serviço da repressão durante a ditadura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação de Simonal, desde o início até o desfecho melancólico de sua vida, é uma chaga aberta no peito da MPB. Apesar de saber que a barra era pesadíssima, que todos andávamos "falando de lado e olhando pro chão" por medo dos "homi", me indigna perceber que eu não tive forças ou vontade para tentar buscar - ainda que eu reconheça e reafirme o quão difícil seria isso -, conhecer a verdade sobre a acusação que surgiu em forma de um boato reforçado pelo comportamento quase pusilânime de Wilson Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fiz o que só agora acho que deveria ter sido feito. Simonal está morto desde 2000 e seus filhos buscam provar a inocência do pai, inocência essa, diga-se, desnecessária de ser comprovada na medida em que existe a "inocência presumida", que sustenta que todo acusado é inocente até que se prove ao contrário. E por que assim não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal nunca foi um dedo-duro, e nenhuma investigação feita até hoje encontrou nada que confirmasse o que começou como um boato e assim se mantém até hoje. E como nada foi constatado, como nada foi comprovado, Simonal foi levado à morte, assim como o maestro Erlon Chaves, crivado pela intolerância e pela discriminação racial que afirma que negros têm seu próprio lugar e por isso não devem dele sair. Toni Tornado, que está aí até hoje, que o diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo hoje o quanto não pude ou não quis me empenhar para impedir o "linchamento" a que foram submetidos três dos grandes da música popular brasileira. Nenhuma discordância quanto ao gosto musical ou mesmo quanto a divergências políticas e ideológicas com Simonal, Erlon ou Toni Tornado podem justificar minha omissão. Tudo bem que em minha própria defesa eu possa argumentar que, mesmo se fosse possível "vasculhar" aquela montanha de lixo autoritário, dificilmente seria possível estabelecer a verdade dos fatos, justo num momento em que a verdade era a vítima que caia junto com os presos políticos e, muitas vezes, morria com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Wilson Simonal já era uma estrela popular e consagrada, Erlon Chaves era um maestro e arranjador respeitado por suas qualidades profissionais. Trabalhou com vários nomes da música brasileira e, inclusive, foi diretor musical de algumas edições do Festival Internacional da Canção, realizadas pela TV Globo, inclusive, do I FIC, em 1971. Mas foi como intérprete da música "Eu também quero mocotó", de autoria de Jorge Bem (a mudança para Benjor surgiu anos depois), que o maestro ganhou notoriedade e sucesso que, se por um lado trouxe fama e reconhecimento popular, levou-o a uma situação que colocou em risco a sua integridade física e o estigmatizou para o resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestindo uma berrante calça vermelha sob uma túnica à la Mao Tsé-tung, seguido pela Banda Veneno trajando túnicas extravagantes e pelo grande coral misto com batas amarelas e cor de abóbora, Erlon Chaves surge no grande palco montado no Maracanãnzinho para defender a última concorrente da segunda eliminatória do V FIC realizado em 1970. Dois negros como Ele, abanavam-no com plumas de avestruz. Nascia ali um fenômeno. O sucesso daquele intérprete novato sacudiu as entranhas caretas do festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificado para ir à final internacional, Erlon Chaves foi também convidado para presidir o júri que escolheria a grande vencedora do V FIC. Para reapresentar a música de Jorge Bem, Erlon avisou que antes de cantar faria um show extra. E assim, ao invés dos "escravos negros" com abanos de plumas de avestruz, anunciou as "Canequetes" - mulheres lindas que rebolavam para os freqüentadores do recém inaugurado Canecão - que, numa dança sensual e vestidas com roupas cor da pele que só faziam aumentar suas formas exuberantes, se esfregavam nele e o beijavam. Para aumentar a reação negativa à performance, que tomou conta do ginásio superlotado, Erlon Chaves disse ao microfone que sendo beijado pelas gatas ali no palco, todas as mulheres ali presentes deveriam se sentir beijando-o. Um escândalo! A glória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamanho sucesso chamou atenção dos militares da ditadura que havia recrudescido com a decretação do Ato Institucional número 5. Os telefones da Rede Globo de Televisão recebiam centenas de telefonemas protestando contra o desrespeito à família. Os jornais atacavam a cena que diziam ter sido obscena. E o caldo para fritar Erlon Chaves ferveu. Preso pela Polícia Federal, o "negro cafajeste", intérprete de "Eu também quero mocotó", foi solto alguns dias depois. Mas o pior ainda estava por vir, o chefe do Departamento de Censura Federal proibiu que Erlon exercesse a sua profissão por 30 dias, em todo o território nacional. A violência inominável desabava sobre um negro que ousou desafiar a moral e os bons costumes estabelecidos pela ditadura militar e o "torturou" até sua morte precoce em novembro de 1966.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse mesmo V Festival Internacional da Canção que Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, autores de "BR-3" - nome antigo da estrada BR-143, que ligava Rio de Janeiro e Belo Horizonte -, ofereceram sua música primeiro a Wilson Simonal e depois para Tim Maia, para que um deles a defendesse. Como estes recusaram o convite, a dupla de compositores foi a um "inferninho", em Copacabana, ouvir um negro que poderia dar à música o estilo soul que eles pretendiam para "BR-3". Lá eles ouviram o crooner Antônio Viana Gomes que cantava em inglês com sotaque do Harlem e tinha o perfil de um verdadeiro Black Power, que Antônio e Tibério sonhavam. Antônio, o cantor da noite virou Toni Tornado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orientado para que reproduzisse em cena os gestos que caracterizavam os Panteras Negras norte-americanos e a soltar-se em uma dança até então nunca vista em palco algum, Tornado virou a grande sensação daquele festival. Como grande artista que é, Toni desempenhou-se no palco de forma tão esplendorosa e convincente que os militares viram nele a encarnação escrita e escarrada dos líderes do movimento negro dos EUA. O delírio conspiratório foi às raias da demência com a tentativa de fazer de "BR-3" um hino ao viciado em drogas. Chegaram a sugerir que alguns versos, na verdade, não eram exatamente como estavam escritos na letra de Tibério Gaspar e, sim, eram outros, muito mais explicitamente malfeitor: "Há uma seringa/ Que vem do céu, cruzando o braço/ e uma agulha feita de aço/ pra espetar outra vez".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indiferente às pressões sofridas, Toni seguia seu caminho de cantor de sucesso. Até que, em 1972, a polícia invadiu brutalmente seu apartamento. Foi levado preso para Brasília e "convidado" a deixar o Brasil. Estava encerrada a carreira fulminante de um cantor que ousou ser diferente. Um cantor que era "apenas" original. E negro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toni viajou pelo mundo afora até voltar ao seu País e transformar-se em um ator coadjuvante das novelas da Rede Globo de Televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos eram de caça às bruxas. Cada esquina escondia o perigo, dobrá-la poderia significar a morte. Eram anos terríveis, aqueles. E foi movido pelo sentimento de que cometi uma injustiça que, mesmo antes de escrever as linhas acima, eu já tinha escrito o texto que se segue. Em 1968, consolidado o golpe dentro do golpe desfechado pelos militares em 1964, meu coração em disparada buscou uma "trincheira" em forma de palco e de onde se viam jovens como eu serem torturados e mortos. De lá se viam também outros jovens serem mortos em suas guaritas por aqueles outros tão jovens quanto eles e quanto eu. A tudo vi e a tudo denunciei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em 1970, houve um dia em que acusaram Wilson Simonal de ser um informante da ditadura e meus ouvidos de músico creram. Incontestes. Noutro, prenderam o maestro Erlon Chaves e meu gogó de cantor se fechou. Afônico. Em mais um outro, as forças do arbítrio "convidaram" Toni Tornado para ir para o Uruguai e meus olhos se fecharam. Trêmulos. Meus ouvidos entupiram-se para não ouvir a triste história de três dos maiores músicos que o Brasil já teve e que, pouco a pouco, foram sendo desterrados de sua dignidade, apesar de seus talentos imensos. E a solidão para eles se fez mortal, porque decretada por alguém próximo. Foi o abandono dos "amigos" que lhes manteve a alma exilada e em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três músicos talentosos foram apagados da memória musical brasileira por vozes dissonantes das deles e que lhes viraram o rosto para demonstrar repugnância pela "alienação imperdoável". Para além do talento e da vocação para provocações, em pleno período ditatorial Erlon teve o "atrevimento" de conquistar a exuberante Vera Fischer; Toni Tornado "ousou" namorar a loura Arlete Sales; Simonal bagunçou o coreto das "divisões" rítmicas e tinha a seus pés as mulheres e o sucesso que seu suingue lhe dava. São três vítimas do preconceito racial e cultural mais hediondo e enrustido que o Brasil e a música brasileira já viram. Nem quando por aqui se prendia músico por vadiagem ou viadagem a violência foi tão brutal quanto a que lhes impuseram a ditadura militar e os que, feito eu, faziam a distinção preconceituosa: alguns eram mais "amigos" que os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, o "revolucionário", não combati aquele combate. E deveria tê-lo feito. Eu, o "guerrilheiro", não disparei minhas poucas armas para tentar evitar o massacre que vitimou três dos meus companheiros de profissão. E deveria ter-me insurgido. Eu, o "solidário", jamais atentei para a obrigação de entrevistas e shows em desagravo aos três músicos, privados de suas carreiras de inquestionável sucesso, por haverem desafiado o esperado, por irem além do que a eles era "concedido", mas assim não o fiz. Sou de uma categoria profissional onde vivemos como pessoas que nunca são o que imaginamos ser. Somos um futuro sempre adiado e que, desdita suprema, quase nunca chega. Aliás, ninguém é o que pensa ser, somos apenas aquilo o que escrevemos ser.&lt;br /&gt;Tudo o que um dia sonhei para mim, os três tiveram. As mulheres com quem eu jovem vocalista sonhei e não tive, Simonal, Erlon e Toni tiveram e foram felizes com elas em suas manifestações artísticas repletas de criatividade e sucesso que julguei possessões minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca é tarde para admitir culpa. Ao contrário, ela é mais necessária por tardia e ainda mais saudável por faxinar velhas convicções, sinônimas dos mais deslavados prejulgamentos. Pois a dor maior não advém do ato desprezível, a dor insuportável vem, no dia-a-dia seguinte à ação, repleta de pequenas "desculpas", de meros "não era comigo" ou "problema dele" e do "desculpável" consolo: "Nunca! Eu não sou preconceituoso". A dor não é passado, é presente e, assim como não seca a lágrima derramada contra a injustiça do abandono, é difícil escondê-la, pois ela gruda e passa a ser nossa para sempre. Uma tatuagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram necessários dois julgamentos simbólicos para que um dos nossos grandes cantores fosse "absolvido" pelos "Júris" que se pautaram na mais absoluta falta de provas para tomar a decisão que inocenta, mas não redime o sofrimento por que Simonal, Erlon, Toni e suas famílias passaram, muito menos livra a cara de quem fez o pior dos silêncios: o que está dentro de nós e juramos sermos incapazes de pronunciá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;P.S. 1 - Sinto muito se escrevi algo que possa ter causado algum constrangimento ou incomodado algum de meus colegas de profissão. Expus aqui o meu sentimento, a minha emoção, a minha verdade. E minhas emoções, minhas verdades e meus sentimentos são apenas meus. E se reafirmo o óbvio é por respeitar qualquer decisão de quem quer que seja, mesmo discordando frontalmente delas. Não peço que ninguém concorde comigo, muito menos que ninguém se sinta compelido a ter pensamento igual ao que tive e que aqui expressei. Senti que precisava falar sobre essa questão tão histórica quanto importante para nós fazedores da música popular brasileira. E assim o fiz e assim me sinto um pouco melhor. Mas nada trará Simonal de volta para Max e Simoninha. E isto é muito triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. 2 - Algumas das citações contidas neste texto são fruto da leitura da belíssima e imprescindível "bíblia" musical escrita pelo meu amigo Zuza Homem de Mello: "A era dos festivais - Uma parábola", lançado em 2003 pela editora 34, obra que todos os que amam e querem melhor compreender a Música Popular Brasileira deveriam ler.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: 78%;"&gt;&lt;strong&gt;CONFESSO QUE ERREI – CAPÍTULO DO LIVRO "O GOGÓ DE AQUILES", DO MÚSICO AQUILES RIQUE REIS, VOCALISTA DO MPB4&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-1115084149144252366?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/1115084149144252366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/05/confesso-que-errei.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1115084149144252366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1115084149144252366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/05/confesso-que-errei.html' title='Confesso que errei'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-3647308157178508786</id><published>2009-10-06T15:19:00.041-03:00</published><updated>2010-08-31T09:47:48.378-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editora Globo'/><title type='text'>Wilson Simonal na gráfica!</title><content type='html'>Depois de meses de espera e solicitações de fãs, jornalistas e livreiros de todo o Brasil, &lt;a href="http://causapropria.com.br/Display.php?Area=Archives&amp;amp;Action=List&amp;amp;SL=1&amp;amp;List=All&amp;amp;IDArchive=184"&gt;&lt;em&gt;Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; acaba de dar entrada na gráfica Imprensa da Sé, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StGSvaxR1lI/AAAAAAAAAS4/WanfarLC9Vg/s320/Simonal+-+Meire+Bottura.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria de se esperar de uma biografia de um dos personagens mais controversos da história da MPB, o atraso (o livro era previsto como um dos maiores destaques da 14a Bienal do Rio de Janeiro) teve motivos judiciais: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SsuB-cu3vEI/AAAAAAAAAPA/qWAzTHBT2w0/s1600-h/Meire+Bottura+-+Nem+Vem+Que+N%C3%A3o+Tem+-+A+Vida+e+o+Veneno+de+Wilson+Simonal+-+Ricardo+Alexandre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: right; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SsuB-cu3vEI/AAAAAAAAAPA/qWAzTHBT2w0/s200/Meire+Bottura+-+Nem+Vem+Que+N%C3%A3o+Tem+-+A+Vida+e+o+Veneno+de+Wilson+Simonal+-+Ricardo+Alexandre.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;"Nem vem que não tem" traz documentos históricos do DOPS e fotos raras que precisaram de burocráticas autorizações para publicação. Ao mesmo tempo, a editora negociou com a família de Wilson Simonal a íntegra do texto original (escrito com colaboração absoluta, mas sem nenhum tipo de revisão ou interferência por parte dos herdeiros do cantor). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"No Brasil, infelizmente, iniciou-se essa tradição de embargos à biografias não-autorizadas"&lt;/em&gt;, explica a gerente do departamento jurídico da Globo Livros, Márcia Salgado. "E, no caso de ‘Nem vem que não tem’, há muitas passagens delicadas, envolvendo alcoolismo, violência e problemas familiares. Foram necessárias algumas rodadas de negociação, mas o livro irá a público com 100% de seu texto original."&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal&lt;/em&gt;&amp;nbsp;chega às livrarias em 23 de outubro. O livro, a primeira biografia de Simonal, tem 392 páginas, dezenas de fotos e consumiu mais de 10 anos de pesquisa do jornalista &lt;a href="http://causapropria.com.br/Display.php?Area=Posts&amp;amp;Action=List&amp;amp;SL=0"&gt;Ricardo Alexandre&lt;/a&gt; (ex-redator chefe da revista "Bizz" e atual diretor de redação da revista "Época São Paulo").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações:&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:imprensaglobolivros@edglobo.com.br"&gt;Verônica Papoula Mendes - Assessora de imprensa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.globolivros.com.br/"&gt;Editora Globo / Globo Livros&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-3647308157178508786?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/3647308157178508786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/wilson-simonal-na-grafica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3647308157178508786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3647308157178508786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/10/wilson-simonal-na-grafica.html' title='Wilson Simonal na gráfica!'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StGSvaxR1lI/AAAAAAAAAS4/WanfarLC9Vg/s72-c/Simonal+-+Meire+Bottura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-3493193111000647332</id><published>2009-09-02T18:42:00.004-03:00</published><updated>2009-11-08T13:42:25.480-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvito Leal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Simonal - Ninguém sabe o duro que dei</title><content type='html'>&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StE8MikgkpI/AAAAAAAAASY/ZnK_vZWq1B4/s320/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+Simonal+-+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei.jpg" /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O documentário &lt;a href="http://www.simonal.com/"&gt;&lt;em&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, resgata o auge do estrelato e o fim de um artista à frente de seu tempo, &lt;strong&gt;Wilson Simonal de Castro&lt;/strong&gt;, cantor de tamanho sucesso no Brasil que, após quatro décadas, ainda é difícil estabelecer parâmetros de comparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme dá a dimensão da importância de Simonal no cenário musical brasileiro dos anos 1960 e retrata com isenção a condenação sem provas que o cantor sofreu ao ser acusado de envolvimento com a polícia política do regime. Foi necessário abordar o assunto porque a acusação alcançou tamanha proporção que acabou por encobrir a magnitude do artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente, o documentário dará margem a futuras discussões. Tendo como pano de fundo a ditadura militar, em vez de oferecer respostas, traz à luz a necessidade de se aprofundar a discussão em torno dos fatos que ocasionaram a derrocada e o ostracismo de Wilson Simonal. Imagens de arquivo e depoimentos contundentes ressaltam a importância do cantor na história da música brasileira. Artista completo, Simonal tinha senso de palco inigualável e voz marcante, seja cantando soul, samba, jazz, bossa nova, ou qualquer outro gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Wilson Simonal se confunde com a de outros brasileiros –com ou sem ideologias políticas–, que na época sofreram retaliações por denúncias vazias. Embora a suspeita de delação jamais tenha sido comprovada, Simonal foi julgado e condenado pela classe artística e pela mídia. O tema desperta paixões e discussões calorosas, portanto, é preciso cautela ao manifestar opiniões com base no senso comum e em diz-que-diz. Não raro surgem, principalmente na internet, comentários de pessoas que desconhecem os fatos e tampouco se preocupam em checá-los. Outros, tomados por posicionamentos ideológicos, questionam processos judiciais que à época atingiram os seus pares, porém os validam se corroboram as suas opiniões. Coerência não é (não deveria ser) excludente conforme a pauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome da nossa cultura, os brasileiros têm a obrigação de dar a devida atenção ao assunto: não há qualquer verdade em tudo o que foi dito contra Simonal ao longo de quase quatro décadas, e o suposto envolvimento com a repressão já foi esclarecido. Simonal cometeu um gravíssimo erro no infeliz episódio com o ex-contador, mas, não esqueçamos, ele foi processado, condenado e cumpriu a pena – pagou a dívida com a sociedade. Entretanto, o desfecho foi outro, a sua ingenuidade beirou à burrice, ele não percebeu a seriedade da situação e acreditou que a sua condição de artista famoso lhe daria respaldo. Resultado, deu munição para os que queriam vê-lo pelas costas: a mídia e a classe artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que entendamos a complexidade do assunto, é preciso frisar que Simonal era considerado persona non grata tanto pela esquerda, quanto pela direita. Era tido como perigoso porque dominava a massa – contra fatos não há argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img 0px="" 10px;?="" alt="" auto="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323521398947499602" margin:="" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SeDygdJ0zlI/AAAAAAAAACg/4A32k9wYvbQ/s400/54576.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estopim da história foi o testemunho do policial Mário Borges, ao justificar o uso das dependências do DOPS para interrogar Rafael Viviani, contador de Simonal, suspeito de roubo. Borges, em sua própria defesa, mentiu em juízo: afirmou ter acreditado que o contador era um terrorista perigoso porque Simonal era um informante (da repressão) de longa data. Entretanto, o inspetor Vasconcelos – superior direto do policial – desmentiu a declaração, mas este depoimento estranhamente não ganhou as páginas dos jornais. Esclareço, a afirmação não é minha, consta no inquérito criminal instaurado pelo promotor público Pedro Fontoura na 23ª Vara Criminal do Rio de Janeiro (então Guanabara), em 13 de outubro de 1972.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O depoimento do Inspetor Vasconcelos, desmentindo o policial, acabaria de vez com as especulações, mas, certamente não venderia jornais. Já vimos este filme, não são poucos os casos que conhecemos. Simonal foi desmoralizado porque a mídia promoveu uma campanha sórdida contra ele e, convenientemente, a classe artística tratou de engolir rapidinho a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que Simonal cavou a própria cova porque era arrogante e metido. Sim, era mesmo, mas, qual é o problema, é crime? A meu ver, ele não destoava em nada de tantos outros artistas a não ser pelo “pecado” de ter nascido negro. Simonal incomodava porque não dizia amém à sociedade racista da época, afinal, não é difícil imaginar o burburinho em torno de um negão boa-pinta, desfilando a bordo de carrões e derretendo o coração das lourinhas de família. A sociedade não admitia tamanha audácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quero mocotó&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Maestro Erlon Chaves foi outra vítima da intransigência racial explícita que determinava: negros devem saber qual é o seu lugar. Erlon afrontou as más línguas ao conquistar a maior beldade da época, a louríssima Vera Fischer, e a gota d’água foi um episódio conhecido na época como “quero mocotó”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-oJx1zFAOXs/SSyaSs-DmOI/AAAAAAAAEIg/riqe6oKjdaQ/s1600/Erlon+Chaves11.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_-oJx1zFAOXs/SSyaSs-DmOI/AAAAAAAAEIg/riqe6oKjdaQ/s200/Erlon+Chaves11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Ao apresentar-se rodeado de lindas mulheres, o maestro insultou a sociedade – beijou uma bela loura e disse para as câmeras que com aquele gesto estaria beijando todas as brasileiras. Saiu do palco algemado, passou vários dias desaparecido, foi perseguido e proibido de exercer sua profissão por 30 dias em todo o território nacional. Esta é uma das inúmeras histórias que este triste país carrega no currículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, o preconceito racial no Brasil era explícito, normal e corriqueiro, o estranho era alguém agir diferente. E, não nos iludamos, a diferença daqueles tempos para os dias atuais é que agora, além de ser crime, o racismo também é politicamente incorreto, o que não o elimina, apenas camufla. Como disse Florestan Fernandes, &lt;em&gt;"o brasileiro tem preconceito de não ter preconceito"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, Wilson Simonal era atrevido e arrogante, e estava certo, tinha de se armar contra os que não admitiam que um negro nascido numa favela chegasse lá. E, além do mais, ele podia ser o que quisesse, afinal, não é qualquer um que consegue ser o maior cantor de um país tão grande. Ele incomodou sim, arrebatou multidões e alardeou seu talento aos quatro cantos… imperdoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo poderia ter sido diferente não fosse a mídia, que enaltece e destrói a bel-prazer, e, principalmente, emudece quando lhe convém. A história de Wilson Simonal é mais uma das gritantes perseguições do furo jornalístico em detrimento da verdade. A nossa imprensa tem no currículo vários episódios de carreiras e vidas destruídas por precipitação, injustiças, mentiras plantadas, interesses escusos, ou até mesmo por incapacidade profissional. Não raro, age de maneira arbitrária, descontextualiza e fragmenta as informações transformando-as em teses. Resultado, ao simplificá-las unilateralmente, em vez de uma denúncia fundamentada, define uma prova de crime e dá o veredito. Basta lembrar o linchamento público promovido contra os donos da Escola Base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaxDX5c2A3g/Sg1KI_bzJHI/AAAAAAAAADc/eReYd5fmceo/s1600/wilson_simonal_01%5B1%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaxDX5c2A3g/Sg1KI_bzJHI/AAAAAAAAADc/eReYd5fmceo/s200/wilson_simonal_01%5B1%5D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Racismo não foi o único fator que determinou a queda de Simonal. Sua arte representava alegria num momento de dor e perdas, o que gerou perseguição policialesca por parte dos intelectuais engajados que não podiam questionar publicamente o sistema. Estes, transformavam suspeitas em verdades absolutas e, já que eram obrigados a engolir a humilhação de viver sob o jugo dos militares, se vingavam em bodes expiatórios como o Simonal. Eis a atuação do Pasquim que, sabemos, atirava para todos lados sem medir conseqüências. Claro, sei que eram outros tempos, mas, digam isso à família do cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda restam dúvidas, por que será que até hoje não apareceu uma única pessoa que tenha sido delatada por Simonal? Qualquer um bastaria: o filho de um delatado, neto ou sobrinho, um parente qualquer, um amigo ou conhecido. Claro, não apareceu porque essa pessoa não existe. No documentário, o próprio Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho - Rede Globo) afirmou que se Wilson Simonal fosse colaborador da repressão, ele teria sido, naquela época, a única atração com total aval para ir ao ar na Globo. Elementar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pasma que ainda pairem quaisquer dúvidas. Infelizmente, muitos não se dão ao trabalho de analisar o que há por trás deste emaranhado de informações conflitantes. As ideologias nos impedem de avaliar os fatos com isenção porque têm a pretensão de formar uma lógica para obter imagem universalizada de determinado assunto. Não é difícil compreender o que houve, basta o brasileiro ter real interesse em pesquisar. Já passou da hora de reconhecermos que Wilson Simonal é um patrimônio cultural nosso, devemos isso a nós mesmos. É preciso dizer, repetir e jamais esquecer que, à custa do calvário de Simonal e do enorme sofrimento da família, a nossa cultura ficou mais pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk_GDDDiEgI/AAAAAAAAAMo/eE9tzd6yqSE/s1600-h/%C3%81lbuns.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354716237628838402" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk_GDDDiEgI/AAAAAAAAAMo/eE9tzd6yqSE/s400/%C3%81lbuns.jpg" style="float: left; height: 240px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 170px;" /&gt;&lt;/a&gt;O público consagrou Simonal como um de nossos maiores intérpretes. Os seus discos, sempre esmerados na produção os envovia, eram os mais vendidos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao documentário, finalmente este grande artista terá a atenção que deveria ter recebido em vida. Se estivesse vivo, certamente agradeceria a iniciativa porque sempre implorou ser ouvido, sem êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história grita, clama ser ouvida, não pede preces, pede justiça. Wilson Simonal merece a atenção dos estudiosos brasileiros, e não apenas citações. Negar a sua participação na história da nossa música é impossível. Evitar preconceitos será sempre uma boa introdução, e reverenciá-lo como artista é, definitivamente, o nosso dever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-3493193111000647332?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/3493193111000647332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/08/simonal-ninguem-sabe-o-duro-que-dei.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3493193111000647332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3493193111000647332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/08/simonal-ninguem-sabe-o-duro-que-dei.html' title='Simonal - Ninguém sabe o duro que dei'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StE8MikgkpI/AAAAAAAAASY/ZnK_vZWq1B4/s72-c/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+Simonal+-+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2192984437984766213</id><published>2009-08-14T13:21:00.022-03:00</published><updated>2009-12-04T13:45:40.293-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Rita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD Baile do Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EMI Music'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caetano Veloso'/><title type='text'>Grande homenagem a Wilson Simonal!!!</title><content type='html'>Numa noite memorável, estrelas da MPB se rendem ao talento de um gigante da música brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvmT2ZJBu2I/AAAAAAAAAVM/EQU8YhU3n1g/s1600-h/Simoninha+e+Max.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvmT2ZJBu2I/AAAAAAAAAVM/EQU8YhU3n1g/s200/Simoninha+e+Max.jpg" style="cursor: hand; display: block; text-align: center; width: 185px;" /&gt;&lt;/a&gt;Na terça-feira (11), o Vivo Rio recebeu um time de respeito para um &lt;a href="http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/um-tributo-para-wilson-simonal.html"&gt;Tributo a Wilson Simonal&lt;/a&gt;, na gravação de CD e DVD com os maiores sucessos do saudoso cantor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com direção musical e produção dos filhos de Simonal, Max de Castro e Wilson Simoninha, o &lt;a href="http://www.vivorio.com.br/vivorio.asp"&gt;‘Baile do Simonal’&lt;/a&gt; foi uma noite de muita emoção tanto para os artistas quanto para os fãs do Rei do Swing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No show, além dos dois filhos do cantor, participaram nomes de peso como Caetano Veloso, Ed Motta, Samuel Rosa, Maria Rita, Mart´nália, Marcelo D2, Rogério Flausino, Roberto Frejat, Os Paralamas do Sucesso, Fernanda Abreu, Orquestra Imperial, Sandra de Sá, os sambistas do Exaltasamba, Alexandre Pires, Seu Jorge e Diogo Nogueira. Lulu Santos não esteve no Baile por questões de agenda, mas gravou participação no DVD. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvmjpHJn1AI/AAAAAAAAAVU/KsBYYIEfiH4/s320/Max+de+Castro+e+Caetano+Veloso.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Caetano Veloso&lt;/strong&gt;, uma das atrações mais aguardadas da noite, não segurou a emoção e errou a letra da música Remelexo, de sua autoria, feita para Simonal. &lt;em&gt;“A canção é minha, a letra é minha, o Simonal lançou numa gravação espetacular. Ele cantou tão bem e eu cantei tão mal”&lt;/em&gt;, desculpou-se Caetano, antes de repetir a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os artistas tiveram que gravar duas vezes, o que prolongou o show até às 1h30, mas não desanimou o público, que cantou, dançou e acompanhou com palmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvmlFvym9GI/AAAAAAAAAVc/chfkS1UGM1Q/s320/Wilson+Simoninha+e+Max+de+Castro.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emocionado, &lt;strong&gt;Wilson Simoninha&lt;/strong&gt; (filho de Simonal) interpretou 'Tributo a Martin Luther King'. &lt;em&gt;''Tenho certeza de que meu pai está muito feliz e quero devolver essa alegria da maneira que ele mais amava, cantando. Quando ele escreveu esta música, dedicou a mim''&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvmoDAdDD7I/AAAAAAAAAVk/Lp4U8jcRScU/s320/Sandra+de+S%C3%A1+-.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sandra de Sá&lt;/strong&gt;, última artista a participar de um projeto ao lado de Wilson Simonal, cantou ‘Balanço Zona Sul’ e lembrou o famoso show de Simonal no Maracanãzinho, em 1969, que reuniu mais de 30 mil pessoas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Naquela parada do Maracanãzinho eu estava na arquibancada. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Gravei com ele pela última vez uma participação em um outro projeto. Estar aqui hoje tem uma razão mais que especial. Ele foi um artista que mostrou sua individualidade e sua personalidade nos palcos, um talento que o Brasil não vai ter igual.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369878133664927938" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SoWjtjQ8UMI/AAAAAAAAANw/_sodKW5lO98/s320/Maria+Rita.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria Rita&lt;/strong&gt; cantou 'Que Maravilha' e disse ter ficado arrepiada com a homenagem: “&lt;em&gt;Fui criada em uma família que respirava Wilson Simonal. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Na minha casa falava-se muito sobre ele e por causa dessa convivência, acabamos nos tornando um grande grupo familiar. Fiquei arrepiada quando subi ao palco e vi aquele povo todo cantando as músicas que ele cantava. Na minha memória vieram as lembranças de histórias sofridas que ele passou com a sua família.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os artistas entraram no clima. Marcelo D2 e Seu Jorge — no estilo Sammy Davis Jr. — vestiram terninho de época. Frejat estava a caráter para cantar ‘Vesti Azul’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369888283187705154" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SoWs8VLvdUI/AAAAAAAAAOA/AlqgmJJx1NE/s320/Rog%C3%A9rio+Flausino+e+Cl%C3%A1udio+Manoel.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rogério Flausino&lt;/strong&gt;, líder da banda Jota Quest, amarrou a gravata na cabeça, como fazia Simonal: &lt;em&gt;“Havia escolhido esse terno branco e a camisa com a gola de fora, mas sabia que estava faltando algo. Foi então que coloquei uma música do Simonal para ouvir no MP3 e quando vi a capa do disco, era ele com um terno branco, uma camisa parecida e a gravata amarrada na cabeça. Foi um episódio fantástico”&lt;/em&gt;, resumiu Flausino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claudio Manoel&lt;/strong&gt;, diretor e produtor de &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com"&gt;‘Simonal — Ninguém Sabe o Duro que Dei’&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (em parceria com Micael Langer e Calvito Leal), também esteve no evento. &lt;em&gt;“Estou muito orgulhoso de participar da possibilidade de trazer o Simonal de volta ao convívio artístico.” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 13 semanas em cartaz, &lt;em&gt;Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/em&gt; é o documentário nacional mais visto do ano, com mais de 70 mil espectadores, e mostra como Simonal foi banido da história da música brasileira ao ser acusado injustamente de informante da ditadura militar. O &lt;a href="http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/um-tributo-para-wilson-simonal.html"&gt;‘Baile do Simonal’&lt;/a&gt; já é o segundo tributo ao artista depois do lançamento do documentário – &lt;a href="http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/simonal-em-salvador.html"&gt;o primeiro foi em Salvador&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Quem assistiu ao filme viu o artista grande que o Simonal era, o carisma que ele tinha e o principal, o quanto ele é contemporâneo”&lt;/em&gt;, completou Claudio Manoel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os convidados cantaram os clássicos que marcaram a carreira de Wilson Simonal:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Os Paralamas do Sucesso – &lt;em&gt;Mustang cor de sangue&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Caetano Veloso – &lt;em&gt;Remelexo&lt;/em&gt; (samba que compôs para Simonal)&lt;br /&gt;Maria Rita – &lt;em&gt;Que maravilha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Samuel Rosa – &lt;em&gt;Carango&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mart’nália – &lt;em&gt;Mamãe passou açúcar em mim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Diogo Nogueira – &lt;em&gt;Está chegando a hora&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Roberto Frejat – &lt;em&gt;Vesti Azul&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Abreu – &lt;em&gt;Na tonga da mironga&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Rogério Flausino – &lt;em&gt;Meia volta Ana Cristina&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Seu Jorge – &lt;em&gt;País Tropical&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sandra de Sá – &lt;em&gt;Balanço Zona Sul&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ed Motta – &lt;em&gt;Lobo Bobo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Marcelo D2 – &lt;em&gt;Nem vem que não tem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Exaltasamba – &lt;em&gt;Na galha do cajueiro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Pires – &lt;em&gt;Sá Marina&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Orquestra Imperial – &lt;em&gt;Terezinha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lulu Santos (em estúdio) – &lt;em&gt;Zazueira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simoninha – &lt;em&gt;Tributo a Martin Luther King&lt;/em&gt;, e &lt;em&gt;Aqui é o país do futebol&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Max de Castro – &lt;em&gt;Meu limão, meu limoeiro&lt;/em&gt;, e &lt;em&gt;Menininha do portão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento do CD e DVD "Baile do Simonal, pela EMI, está previsto para outubro deste ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-2192984437984766213?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/2192984437984766213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/08/homenagens-emocionadas-wilson-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2192984437984766213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2192984437984766213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/08/homenagens-emocionadas-wilson-simonal.html' title='Grande homenagem a Wilson Simonal!!!'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvmT2ZJBu2I/AAAAAAAAAVM/EQU8YhU3n1g/s72-c/Simoninha+e+Max.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-6552912715540512047</id><published>2009-08-13T05:44:00.004-03:00</published><updated>2010-08-31T12:14:00.548-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvito Leal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Simonal no projeto Cinema na Laje</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Debate em SP avalia legado de Wilson Simonal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima segunda-feira, 24 de agosto, às 20h, o projeto Cinema na Laje, em São Paulo, exibe o documentário &lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com/"&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/a&gt;, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal.&lt;br /&gt;Após&amp;nbsp;a exibição do documentário, será realizado um debate para avaliar vida e obra de Simonal. Participam o músico &lt;strong&gt;Simoninha&lt;/strong&gt;, filho de Simonal; o jornalista Armando Antenore, editor da revista Bravo!; Claudia Costa, professora de jornalismo da faculdade Unisantana; e Roseli Loturco, jornalista e professora da ONG Papel Jornal.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O filme &lt;em&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/em&gt; retrata a vida de Wilson Simonal (1938-2000), acusado de ser informante do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), braço da repressão política durante a ditadura militar no Brasil (1964-85).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suposto envolvimento de Simonal com a ditadura jogou o artista, um dos mais populares do Brasil na década de 1960, no esquecimento. Morreu de alcoolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O projeto Cinema na Laje é uma realização da Cooperifa, Cooperativa Cultural da Periferia, e acontece quinzenalmente na laje do Bar do Zé Batidão: rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana, zona sul da capital paulista. A entrada é gratuita e a pipoca, também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jornalirismo.terra.com.br/midia-por-ai/19/770-debate-em-sp-avalia-legado-de-wilson-simonal/"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Terra Jornalirismo - Mídia por aí&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-6552912715540512047?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/6552912715540512047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/08/simonal-no-projeto-cinema-na-laje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6552912715540512047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6552912715540512047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/08/simonal-no-projeto-cinema-na-laje.html' title='Simonal no projeto Cinema na Laje'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-6358810768945605815</id><published>2009-08-05T06:49:00.019-03:00</published><updated>2010-08-31T11:46:31.488-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal do Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universal Music'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Philips'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odeon'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EMI Music'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Alexandre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editora Globo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><title type='text'>Wilson Simonal – Um Sorriso Pra Você</title><content type='html'>&lt;img border="0" sr="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvwaVJ5KN4I/AAAAAAAAAVs/c1SU0ZBvf94/s320/CD+Wilson+Simonal+-+Um+Sorriso+Pra+Voc%C3%AA+(2009)+Universal.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coletânea recupera fase do cantor na gravadora Philips&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/leiajb/noticias/2009/07/26/cultura/simonal_obscuro_controverso_inedito.asp"&gt;JORNAL DO BRASIL&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Simonal: Obscuro, controverso, inédito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ricardo Schott&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ídolo, quase um ex-ídolo, triste. É assim que o produtor musical Armando Pittigliani, que no começo dos anos 70 respondia pelo departamento de serviços criativos da gravadora Philips (hoje Universal), lembra do cantor Wilson Simonal. Na época, Simonal, já sob a pecha de "dedo duro" que lhe marcaria – após ter chamado em 1972 amigos policiais do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) para pressionar seu contador Raphael Viviani, a quem acusara de roubo – deixara a Odeon e partiria para uma obscura carreira no elenco da Philips. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Parte desse material, que inclui quatro LPs e vários singles, está na coletânea &lt;strong&gt;Um sorriso pra você&lt;/strong&gt;, a ser lançada em 4 de agosto, com faixas inéditas no Brasil e lançadas apenas no México. Todo o material ressurge, pela primeira vez, remixado e remasterizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;– O que deixava o Simonal mais chateado era perceber que muitas pessoas tinham sido suas amigas na época do sucesso, mas depois sumiram – recorda o produtor, lembrando também que, mesmo distando poucos anos de seu auge, era duro vendê-lo após as acusações. – A agenda de shows dele diminuiu muito, assim como o espaço em rádios e jornais. Nenhum jornalista falava dos discos, só se fosse para meter o malho. A rejeição aos discos dessa fase foi enorme.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discos a que Pittigliani se refere são o pop Se dependesse de mim (1972), o sambista Olhaí, balândro... É bufo no birrolho, grinza! (1973, cujo título vinha de uma gíria que Simonal tentara emplacar, como fizera anos antes com Alegria, alegria) e Dimensão 75 (1974), além de uma série de compactos, incluindo músicas como Homem de verdade (Nelson Motta e Guto Graça Mello) e Paz e arroz (Jorge Ben Jor) – essas duas resgatadas na coletânea, ao lado de gravações de LPs como Expresso 2222 (Gilberto Gil). As músicas do LP mexicano que foram selecionadas são Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho), Águas de março (Tom Jobim) e um medley de sambas-enredo da Mangueira e outro de bossa nova. Apesar de canções dessa fase, como Cuidado com o bulldog (Jorge Ben Jor), terem tocado muito no rádio, foi uma época de clandestinidade para um dos maiores ídolos da MPB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvwbivYzgnI/AAAAAAAAAV0/e9_6goi9jJg/s200/Wilson+Simonal+-+Um+Sorriso+Pra+Voc%C3%AA+(2009)+Universal.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;– Na época, a ideia da Philips e do Marcos Lázaro &lt;/em&gt;(empresário de Simonal)&lt;em&gt; era cortar a imagem de "pilantragem", do cantor que contava piadas. O Se dependesse de mim, estreia dele na gravadora, é um álbum de pop adulto – &lt;/em&gt;afirma o jornalista Ricardo Alexandre, que lança em setembro a biografia &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nem vem que não tem – A vida e o veneno de Wilson Simonal &lt;/strong&gt;(Editora Globo). – &lt;em&gt;A Philips, que já estava interessada nele antes, buscou comprá-lo barato e vender caro, mas não foi o que aconteceu. Só o Olhaí, balândro fez sucesso. Os outros discos foram obscurecidos pelas notícias sobre ele. O Dimensão 75 saiu pouco antes da prisão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As quatro inéditas do disco foram lançadas em 1974, em Wilson Simonal, gravado especialmente para o mercado mexicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;– A Philips fez o mesmo que a Odeon quando lançou só lá o disco dele México 70. Simonal estava com turnê marcada no México e eles resolveram aproveitar – relata Alexandre, ressaltando que, mesmo após as acusações, Simonal ainda representou sucesso. – Ele tinha uma perspectiva grande de mercado, não era um artista pequeno. Teve vários shows sold out, inclusive o Circus, em 1974, no Canecão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevistas, o então diretor geral da Philips, André Midani, afirmou que a contratação de Simonal foi pedida por militares e intermediada pelo empresário Marcos Lázaro. Pittigliani confirma que houve um pedido dessa natureza, feito por Lázaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;– Dentro da Philips, Simonal não enfrentou nenhum problema, não tínhamos pensamento de esquerda ou de direita quando investíamos em música – relata o produtor, afirmando que o cantor também não encontrou preconceitos por parte de autores. – Todos sabiam o que ele enfrentava e mandavam material. Dizem que o Chico Buarque não ficou satisfeito com a contratação dele, mas ele nunca verbalizou isso. Inclusive jogávamos bola juntos e o Chico ficava no mesmo time do Simonal, passava várias bolas para ele.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho do cantor, Wilson Simoninha espera agora pelo lançamento do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;– É um repertório que muita gente não conhece. E tem gravações maravilhosas. Discos como o 'Se dependesse de mim', que é fenomenal, mereciam voltar inteiros às lojas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/leiajb/noticias/2009/07/26/cultura/simonal_obscuro_controverso_inedito.asp"&gt;Jornal do Brasil - JB OnLine&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-6358810768945605815?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/6358810768945605815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/08/wilson-simonal-um-sorriso-pra-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6358810768945605815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6358810768945605815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/08/wilson-simonal-um-sorriso-pra-voce.html' title='Wilson Simonal – Um Sorriso Pra Você'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvwaVJ5KN4I/AAAAAAAAAVs/c1SU0ZBvf94/s72-c/CD+Wilson+Simonal+-+Um+Sorriso+Pra+Voc%C3%AA+(2009)+Universal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-3585801289101904333</id><published>2009-07-29T15:27:00.009-03:00</published><updated>2010-08-31T09:52:20.102-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Rita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD Baile do Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EMI Music'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caetano Veloso'/><title type='text'>Um tributo para Wilson Simonal</title><content type='html'>Maria Rita, Caetano Veloso, Marcelo D2, Paralamas do Sucesso, entre outros, vão cantar músicas do cantor em um show no Rio de Janeiro. A direção musical será dos filhos de Simonal, Max de Castro e Simoninha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI84944-15220,00-UM+TRIBUTO+PARA+WILSON+SIMONAL.html"&gt;Revista Época&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Danilo Casaletti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário &lt;em&gt;Simonal, ninguém sabe o duro que eu dei&lt;/em&gt;", de Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer, lançado em maio deste ano, ajudou a sacudir a poeira da carreira do cantor. Prova disso é que no próximo dia 11 de agosto, no Rio de Janeiro, Simonal ganhará um tributo, batizado de "Baile do Simonal", com direção musical de seus filhos Max de Castro e Wilson Simoninha. O show será gravado para ser lançado em CD e DVD ainda este ano pela gravadora EMI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StErLUzb2nI/AAAAAAAAASQ/WR4wZ5QlCMQ/s320/Meire+Bottura+-+Wilson+Simonal.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista de convidados inclui nomes como Maria Rita, Caetano Veloso, Paralamas do Sucesso, Marcelo D2, Lulu Santos, Roberto Frejat, Rogério Flausino, Alexandres Pires, Exaltasamba, Sandra de Sá, Samuel Rosa, Diogo Nogueira, Seu Jorge, Fernanda Abreu, Orquestra Imperial, além dos dois filhos do cantor.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Max de Castro, responsável pelos arranjos da apresentação, faz mistério sobre o repertório completo da apresentação, mas adianta alguns números: os Paralamas cantarão "Mustang cor de sangue”, D2 vai de "Nem vem que não tem", Mart’nália deve cantar o hit "Mamãe passou açúcar em mim" e Samuel Rosa ficará com “Carango”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Max se diz contente com a adesão dos artistas ao tributo. “Além de sentir a empolgação de todos em participar do projeto, eles fizeram questão de demonstrar sua relação com o trabalho do Simonal”, diz Max, que cita Lulu Santos como um dos mais animados. “Ele me disse que o primeiro disco que ele comprou na vida foi 'A nova dimensão do samba' (segundo álbum de Simonal) e que ele estava na plateia do histórico show do Maracanãzinho (quando Simonal fez uma multidão cantar 'Meu limão, meu limoeiro')”. Aliás, Lulu é o único artista que fará seu próprio arranjo para a apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma apresentação dessas faz pensar como seria oportuno que o mesmo tivesse acontecido enquanto Simonal ainda estava vivo, tentando sair do ostracismo. Max concorda, mas diz não culpar a classe artística da época pelo exílio involuntário do pai. “Naquela época, a barra era pesada e as pessoas não tinham informações concretas do que realmente tinha acontecido com ele. Como tudo era meio confuso, as pessoas acabaram se afastando mais pela duvida do que pela certeza”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com"&gt;documentário&lt;/a&gt; sobre a vida do cantor, que já está na 12ª semana de exibição e teve cerca de 70 mil expectadores, cumpre, de certa forma, o papel de reabilitar a figura de Simonal. O filme trouxe de volta, e apresentou aos mais jovens, a sua música, além de relembrar momentos históricos da carreira do cantor, como a sua apresentação ao lado de Sarah Vaughan, na década de 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme também serviu para aparar algumas arestas da vida de Simonal, como o episódio que envolveu uma surra que o cantor teria mandado amigos policiais aplicar em seu contador, a quem Simonal acusava de roubo. O fato, ocorrido em plena ditadura militar, ganhou proporções gigantescas e o cantor foi acusado de ser informante dos órgãos de repressão do governo. Os amigos se afastaram e a carreira de Simonal praticamente acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, todo esse barulho em torno da obra de Simonal anima Max de Castro. “Quem não o conhecia fica muito impactado. Quem viveu na época, emociona-se. Imagina que maravilha que é você descobrir, de repente, um 'Ray Charles' ou um 'Marvin Gaye'", afirma o músico. “Pena ele não estar aqui para poder presenciar isto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do lançamento do tributo em CD e DVD, a EMI vai colocar novamente nas lojas uma caixa com os CDs que o artista fez pela gravadora de 1961 a 1971. Um outro lançamento também deve animar os novos e velhos admiradores do rei do suíngue: um disco chamado "México 70", que só foi lançado no México durante a Copa do Mundo de 70, em que o cantor foi uma espécie de incentivador da seleção brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-3585801289101904333?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/3585801289101904333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/um-tributo-para-wilson-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3585801289101904333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3585801289101904333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/um-tributo-para-wilson-simonal.html' title='Um tributo para Wilson Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StErLUzb2nI/AAAAAAAAASQ/WR4wZ5QlCMQ/s72-c/Meire+Bottura+-+Wilson+Simonal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-6573450334820956174</id><published>2009-07-29T14:57:00.012-03:00</published><updated>2010-08-31T09:54:45.083-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><title type='text'>Simonal em Salvador</title><content type='html'>O ano de 2009 vai ficar marcado como período de resgate do nome do cantor &lt;strong&gt;Wilson Simonal&lt;/strong&gt; na história da música popular brasileira. Em boa parte, isso começou com o lançamento do documentário '&lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com"&gt;Ninguém Sabe o Duro Que Eu Dei&lt;/a&gt;', dirigido por Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StE-lhoeHEI/AAAAAAAAASg/_smrDylqOko/s320/Meire+Bottura+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Simonal-Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo semestre, diversos projetos, incluindo discos, livro e shows, incentivam o culto que vem ganhando a obra de Simonal. Salvador, inclusive, será palco do primeiro show em tributo ao cantor, organizado por seus filhos, Max de Castro e Wilson Simoninha, nesta sexta-feira, 31, no Cais Dourado, com participação da baiana Margareth Menezes.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para além do indiscutível talento de Wilson Simonal, a questão que ainda fomenta discussões com relação à vida do cantor é a dúvida sobre se ele teve ou não uma relação de cooperação com o governo militar brasileiro (1964-1985). O artista foi acusado de delatar alguns colegas músicos que, para a época, tinham comportamento considerado subversivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mitos&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;"A história é sempre feita de uma maneira construída, existe uma dificuldade muito grande de contar esse processo. Desse período da ditadura, que é um período muito duro da história do Brasil, existe uma série de mitos. Um deles é que as pessoas falam que o País estava dividido”&lt;/em&gt;, afirma Max de Castro. &lt;em&gt;“Existiam as pessoas que eram contra, que eram perseguidas e combatiam a ditadura, mas elas eram um número muito menor. O País não estava rachado. A sociedade brasileira, pelo fato de a ditadura ter durado 25 anos, de uma maneira geral, permitiu que durasse tanto tempo"&lt;/em&gt;, desabafa o cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto voltou a ganhar destaque quando o jornal Folha de S. Paulo, no último mês de junho, publicou matéria sobre detalhes do processo que "explicita colaboração entre o cantor e o Departamento de Ordem Política e Social (Dops)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria parte da declaração do próprio Simonal, no processo de número 3.540/72, que se afirma como informante do Dops. Max de Castro diz que foi um bom trabalho, no levantamento das informações, mas que não foi apurado o que “realmente aconteceu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apuração&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;"O que o jornalista fez foi muito bom, por um lado, pois ouviu algumas pessoas que não falavam sobre o assunto há muito tempo, como Mário Borges&lt;/em&gt; (agente do DOPS na época do ocorrido, que indicou Simonal como informante do Dops)”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Max, &lt;em&gt;“o problema é que o cara (o jornalista) parte de uma premissa e só levantou os dados para comprovar a tese dele, que Simonal era um informante, e não para apurar o que realmente aconteceu. O que tornaria Simonal um informante é se ele tivesse informado algum movimento subversivo, ou tivesse entregado uma pessoa. E até hoje não há ninguém que comprove isso"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Max de Castro alega que o documento, no qual Wilson Simonal se diz colaborador do Dops, foi feito no mesmo dia em que ocorreu o sequestro (idealizado por ele), de Raphael Viviani, à época seu contador, que o estaria roubando nas contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o sequestro, Simonal teve a colaboração de agentes do Dops. O contador foi torturado dentro da instalação do órgão de repressão do governo militar para que afirmasse seu suposto desfalque nas contas do cantor. Foi este o motivo pelo qual Simonal foi denunciado e condenado a cinco anos e quatro meses de prisão, segundo Max.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O documento, que faz parte do processo de Simonal, foi feito no mesmo dia, no mesmo lugar, com os mesmo policiais que fizeram a agressão ao funcionário de Simonal. Você tem que ser muito ingênuo para não relevar isso“.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Max diz possuir uma cópia do processo e afirma que o objetivo era jogar a culpa apenas sobre seu pai e livrar a participação dos agentes do Dops: &lt;em&gt;“Se ele fosse ligado ao governo, eles poderiam fazer alguma pressão para que não acontecesse nada. A única coisa que achei foi que o jornalista não agiu com honestidade ao querer desvincular que essa declaração foi feita no mesmo dia, no mesmo lugar"&lt;/em&gt;, diz Max de Castro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=1195686"&gt;&lt;em&gt;A Tarde On Line&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-6573450334820956174?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/6573450334820956174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/simonal-em-salvador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6573450334820956174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6573450334820956174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/simonal-em-salvador.html' title='Simonal em Salvador'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StE-lhoeHEI/AAAAAAAAASg/_smrDylqOko/s72-c/Meire+Bottura+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Simonal-Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-6223210192010430011</id><published>2009-07-07T16:52:00.021-03:00</published><updated>2010-08-31T09:56:46.496-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvito Leal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Simonal no Festival de Cinema Latino-americano</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_yTJLg45I/AAAAAAAAARQ/mhOabuI7Y8Y/s1600-h/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Simonal,+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_yTJLg45I/AAAAAAAAARQ/mhOabuI7Y8Y/s200/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Simonal,+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O documentário &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Simonal – Ninguém sabe o Duro que Dei&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, será exibido no &lt;a href="http://www.festlatinosp.com.br/port/2009/index_dy.html"&gt;&lt;strong&gt;4º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, que acontece em São Paulo de 6 a 12 de julho, em sessões gratuitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletindo a crescente e elogiada produção documental brasileira recente e seu o interesse pela música popular do país, o&amp;nbsp;Festival&amp;nbsp;preparou uma mostra com nove títulos de longa metragem:&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Loki – Arnaldo Baptista&lt;/em&gt;, de Paulo Henrique Fontenelli,&amp;nbsp;&lt;em&gt;Jards Macalé, o Morcego na Porta Principal&lt;/em&gt;, de Marco Abujamra e João Pimentel, &lt;em&gt;Waldick, Sempre no Meu Coração&lt;/em&gt;, de Patrícia Pillar, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Claudio Manoel, Micael Lange e Calvito Leal,&amp;nbsp;e &lt;em&gt;Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa&lt;/em&gt;, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completa o ciclo abordagens sobre o samba preservado pela Velha Guarda da Portela (&lt;em&gt;O Mistério do Samba&lt;/em&gt;, de Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda) e um delicado olhar sobre jovens de comunidades carentes do Rio de Janeiro que nos ensinam que a música pode ser uma alternativa ao impasse social brasileiro (&lt;em&gt;Contraponto&lt;/em&gt;, de Malu Mader e Mini Kerti).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Exibições gratuitas – retirada de senha a partir de uma hora antes das sessões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programação completa:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.festlatinosp.com.br/port/2009/index_dy.html"&gt;4º Festival de Cinema Latino-Americano&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-6223210192010430011?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/6223210192010430011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/simonal-no-festival-de-cinema-latino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6223210192010430011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6223210192010430011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/simonal-no-festival-de-cinema-latino.html' title='Simonal no Festival de Cinema Latino-americano'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_yTJLg45I/AAAAAAAAARQ/mhOabuI7Y8Y/s72-c/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Simonal,+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-916445407794424726</id><published>2009-07-02T05:45:00.020-03:00</published><updated>2010-08-31T11:56:53.733-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Max de Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mário Magalhães'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>Não existem provas de casos de delação</title><content type='html'>Filho de Wilson Simonal rebate as acusações de que seu pai teria sido um informante da ditadura militar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ENTREVISTA&lt;br /&gt;Max de Castro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos da ditadura, assumir uma posição política era uma exigência feita tanto por aqueles alinhados com o governo militar, quanto por militantes de esquerda. Na mesma linha, um debate que ocupa a opinião pública, hoje, também tem relação com aquela época: de um lado estão os que acusam o cantor Wilson Simonal de ter sido um informante da ditadura; do outro, ficam os que defendem o artista com igual paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Skx2jAKAnsI/AAAAAAAAAKA/5m_tZ0b6Jhg/s1600-h/Simonal+-+O+GLOBO+entrevista+Max+de+Castro+27-6-9.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354677755670307298" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-jDGlqIeI/AAAAAAAAAKY/yAAD2eYKl8w/s400/Simonal+-+O+GLOBO+entrevista+Max+de+Castro+27-6-9.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 256px;" /&gt;O sucesso de “&lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com/"&gt;Simonal — Ninguém sabe o duro que dei&lt;/a&gt;”, documentário de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal em cartaz no Brasil, fez com que a dúvida que permanece por mais de 30 anos retornasse com toda a força, inclusive com a publicação, no jornal “Folha de S. Paulo”, de um depoimento que Simonal teria dado à polícia, assumindo ser dedo-duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista &lt;strong&gt;ao GLOBO&lt;/strong&gt;, Max de Castro, filho do cantor, porém, rebate qualquer alegação sobre o fato.“Não existe prova de delação”, diz ele.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;André Miranda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O GLOBO: “Simonal — Ninguém sabe o duro que dei” trouxe à tona a discussão sobre os muitos anos em que Wilson Simonal foi considerado um informante da ditadura. Você e sua família acreditam que ele tenha sido informante?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MAX DE CASTRO:&lt;/strong&gt; Não acredito por uma simples razão. Em 37 anos, desde o episódio em que esse assunto apareceu, não existem provas de casos de delação de qualquer pessoa do meio artístico e de desbaratamento de qualquer movimento subversivo ou não, em que se possa dizer: “Aí teve o dedo do Simonal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Qual a sensação de vocês, familiares, ao assistirem ao documentário?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CASTRO:&lt;/strong&gt; Fico sempre impressionado sobre como todas aquelas coisas podem ter acontecido na vida de uma pessoa, impressionado com o drama humano. A infância miserável, o talento, o sucesso, as Mercedes, as mulheres, o racismo, o processo e a prisão, a família, o ostracismo, o alcoolismo.Parece tragédia grega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Em um depoimento ao Dops, no dia em que o contador tomou a surra dos policiais, o Simonal teria declarado que cooperava com a ditadura com "informações que levaram esta seção a desbaratar por diversas vezes movimentos subterrâneos". O que vocês acham desse depoimento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CASTRO:&lt;/strong&gt; É fundamental entender o contexto dessa declaração. O depoimento do Simonal foi dado no mesmo dia e no mesmo local onde houve a agressão a seu ex-funcionário e justamente para os mesmos policias que foram os responsáveis pela operação — o chefe de buscas ostensivas do Dops, Mário Borges, e o policial da casa Hugo Correia de Matos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Vocês acham, então, que o depoimento do Simonal pode ter sido forjado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CASTRO:&lt;/strong&gt; Para mim, é claro que esse documento “legal”, feito em forma de denúncia, foi produzido para legitimar a atitude ilegal que os policiais iriam cometer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• E vocês conheciam esse depoimento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CASTRO:&lt;/strong&gt; Há bastante tempo. Eu já vi esses documentos até em tese de mestrado de faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Como o Simonal se sentia carregando o peso nas costas de ser considerado por muitos como um informante? E para a família? Vocês também sofreram com o preconceito que o Simonal carregou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CASTRO:&lt;/strong&gt; Não dá para explicar com palavras. No filme, o sofrimento aparenta ser grande. Posso garantir que fora da tela o sofrimento foi cem vezes maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Por que você acha que essa história perdura até hoje? Quem foi o responsável em colar em seu pai a alcunha de dedo-duro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CASTRO:&lt;/strong&gt; A guerra política é suja. Informações e contrainformações são usadas para confundir. Se o Simonal não fosse “marrento” e “exibido”, não teria colado. É como apelido que só pega em quem reage. Se você ler o processo dele, em 655 páginas não há um único fato concreto que mostre que ele tenha colaborado com o Dops como informante. Na verdade, o máximo que se pode afirmar é que foi o Dops quem colaborou com ele. Esse foi o seu grande erro: usar o seu prestígio e carisma de artista para resolver um problema pessoal de uma maneira tão irresponsável. O Simonal era umas das pessoas mais famosas do Brasil naquela época. Os policiais não fizeram aquilo por razões políticas, fizeram para bajular o astro, o ídolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• A tese defendida pelo documentário é de que Simonal não era informante, mas que ele ainda assim cometeu o erro de encomendar a surra no contador. Ele falava sobre isso com a família?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CASTRO:&lt;/strong&gt; Não concordo que o filme defenda essa tese. O tema é abordado mas é que, como não há provas de que ele tenha sido mesmo um informante, seria leviano fazer essa afirmação. Todo mundo é inocente até que se prove o contrário. Não se trata de inocentar Simonal. É que ainda faltam dados para condená-lo. Embora tivesse seus motivos, ele pôs tudo a perder quando decidiu resolver o assunto com violência e covardia. Foi processado, condenado, preso e perdeu tudo o que tinha conquistado. Só não é justo, por tabela, ele ter de pagar por um outro crime que ele não cometeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Qual a imagem do Wilson Simonal que você guarda na lembrança?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CASTRO:&lt;/strong&gt; A de um pai afetuoso, querido e amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;André Miranda - O Globo, 27 de junho de 2009&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-916445407794424726?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/916445407794424726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/nao-existem-provas-de-casos-de-delacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/916445407794424726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/916445407794424726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/nao-existem-provas-de-casos-de-delacao.html' title='Não existem provas de casos de delação'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-jDGlqIeI/AAAAAAAAAKY/yAAD2eYKl8w/s72-c/Simonal+-+O+GLOBO+entrevista+Max+de+Castro+27-6-9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-5468031573733706523</id><published>2009-07-01T00:30:00.020-03:00</published><updated>2010-08-31T11:44:09.964-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>50 Anos de Filmes</title><content type='html'>&lt;a href="http://50anosdefilmes.com.br/2009/simonal-ninguem-sabe-o-duro-que-dei/"&gt;Por Sérgio Vaz &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com"&gt;&lt;strong&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;De: Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brasil, 2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_uyC9t3GI/AAAAAAAAARI/pLd3qiHhjHA/s1600-h/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Wilson+Simonal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_uyC9t3GI/AAAAAAAAARI/pLd3qiHhjHA/s320/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Wilson+Simonal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nunca houve uma história como a de Wilson Simonal. A vida dele é extremamente rica, cheia, impressionante, marcante. Era importantíssimo que se fizesse um filme sobre ela. O resultado final nem precisaria ser excelente, e já seria um filme precioso. Pois este documentário é ótimo – fica muito além das expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema brasileiro tem sido pródigo em documentários, e documentários sobre músicos têm sido feitos às dezenas – Paulinho da Viola, Arnaldo Batista, Vinicius de Moraes, Titãs, Paulo Vanzolini foram temas de filmes, para citar só alguns, de estilos e épocas distintas. Mas o caso de Wilson Simonal é único. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Simonal foi um dos maiores ídolos populares que este país já teve, um fenômeno de fato só comparável – como está dito no filme – a Roberto Carlos; depois de condenado por um crime que jamais se provou que cometeu, foi linchado e condenado ao mais completo esquecimento. Há gerações que, antes deste filme, jamais tinham ouvido falar de Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando, depois que comecei a fazer esta anotação: eu tive a sorte de ver um show de Simonal, no Anhembizão, o Pavilhão de Exposições lotado com uma multidão calculada em cem mil pessoas. E ele fazia com as cem mil pessoas o que fez com 30 mil no Maracanãzinho, e fez com as platéias do Teatro Record, de diversos teatros e casas de show do Brasil todo e de vários países do mundo – regia o coral; dizia: agora só os 50 mil do lado esquerdo, e o povo do lado esquerdo cantava e o do direito ficava em silêncio. E depois vice-versa. Agora só as mulheres – e o povo obedecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-vMsjhtvI/AAAAAAAAALQ/VI9fWDTE5Fo/s1600/Simonal+-+M%C3%A9xico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354691114620270322" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-vMsjhtvI/AAAAAAAAALQ/VI9fWDTE5Fo/s400/Simonal+-+M%C3%A9xico.jpg" style="display: block; height: 282px; margin-top: 0px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Aí veio 1971, e a imprensa toda noticiou que Simonal era dedo-duro, informante da ditadura. E então Fernanda, minha filha, jamais ouviu uma única faixa de disco de Wilson Simonal. Inês, minha filha torta do segundo casamento, que morou comigo quase dez anos e formou seu gosto musical ouvindo os discos que eu punha para tocar, jamais ouviu a voz de Wilson Simonal. Como todos os brasileiros da minha geração, eu também participei do crime de condenar Simonal ao ostracismo – sem provas. Uns quatro ou cinco anos atrás, comentei com a Mary alguma coisa do tipo: se eu não fosse tão preguiçoso, poderia escrever um livro sobre Simonal. Alguém teria que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram este filme. Maravilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma narrativa coordenada, centrada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O filme reúne, como é o padrão, trechos de apresentações de Simonal – na TV, em casas de espetáculo, no Maracanãzinho lotado com uma multidão entusiasmada que fazia o que ele mandava, do jeito que ele queria – e depoimentos de diversas personalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa pelo material da época foi excelente, há belas imagens, impressionantes atuações do cantor. E são belos depoimentos. Tem Luís Carlos Mièle, Nelson Motta, Ricardo Cravo Alvim, Ziraldo, Jaguar, o Boni da Globo, Pelé, Tony Tornado, Paulo Moura, Bárbara Heliodora, Chico Anysio, os filhos Max de Castro e Simoninha, Sandra Cerqueira, a segunda mulher dele, que o acompanhou nos duros anos de ostracismo e bebedeira, até a morte por cirrose, em 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum os documentários biográficos se perderem um pouco no meio de tanta informação, e ficarem num ziguezague entre os temas e as épocas. Este aqui não se perde. Ao contrário: me impressionou como os diretores e roteiristas conseguiram fazer uma narrativa coordenada, centrada, seguindo sempre uma linha mestra, um fio. Primeiro eles mostram a carreira de Simonal, o espetacular sucesso que ele teve nos anos 60, até chegar ao posto, dividido com Roberto Carlos, de cantor mais popular deste país divinamente musical; depois falam do envolvimento dele com a Seleção brasileira de 1970, e a partir daí, da ditadura, da época em que se vivia; esse é o gancho para mostrar a acusação de que ele foi dedo-duro dos milicos; e a partir daí o filme vai mostrando e discutindo o julgamento e a condenação geral do artista, e o período de ostracismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diversas informações que eu e Suely, que viu o filme comigo, não conhecíamos, ou das quais já havíamos nos esquecido. Não sabia, ou não me lembrava, por exemplo, da história de que ele foi meio um mascote da Seleção brasileira que ganhou o tricampeonato no México; nem de que foi dele a apresentação no intervalo do famosérrimo show no Maracanãzinho na final do Festival Internacional da Canção, aquele em que Chico Buarque e Tom Jobim foram vaiados porque Sabiá ficou em primeiro lugar, derrotando Caminhando, de Vandré, que era a que o povo queria. Não me lembrava da grande campanha publicitária da Shell estrelada por ele. Não me lembrava do dueto dele com &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8Hc0FGmXONk&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=A0DEBB223B972FB0&amp;amp;index=9"&gt;Sarah Vaughan&lt;/a&gt; durante visita dela ao Brasil, os dois brigando para ver quem brilhava mais ao cantar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8Hc0FGmXONk&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=A0DEBB223B972FB0&amp;amp;index=9"&gt;The Shadow of Your Smile&lt;/a&gt;. E também não me lembrava – e isso é importante – de que as orquestrações e regências dos discos dele quando estava no auge, 1967, 1968, eram de César Camargo Mariano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande furo de reportagem do filme é a entrevista com o tal contador de Simonal, Raphael Viviani, que participou do episódio que levou o cantor à ruína; a câmara mostra o entrevistador batendo à porta do sujeito, a voz da mulher dele querendo expulsar a equipe – “essa coisa já tem 40 anos e não deixam meu marido em paz”. E depois mostra o depoimento dele, na sala de sua casa acanhada, de classe média média. Ele conta como foi preso e torturado. E todos os diversos outros entrevistados comentam o episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma história esquisita, torta, turva. Mas o filme deixa claro o que parece ter sido a verdade: desconfiado de que o contador o estava roubando, Simonal teria pedido a ajuda de alguns amigos e conhecidos dele no Dops, o famigerado órgão da repressão da ditadura, para dar um susto no sujeito, para que ele confessasse o roubo. A partir daí, um delegado disse a alguém da imprensa que o cantor era informante do Dops. Nunca se provou nada, mas virou verdade verdadeira, fato inconteste. Ninguém saiu em defesa dele, ninguém mais o chamou para participar de programa algum de rádio ou TV. Ostracismo completo, total, absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantor de talento imenso, showman como pouquíssimos no mundo, pobre, filho de empregada doméstica, sem estudo, sem educação formal, Simonal era, ao que tudo indica, e pelo que mostra o documentário, um sujeito meio bobo, meio pobre de espírito; cometeu a besteira de ser amigo de policiais e o grave erro de ter pedido a eles uma ação ilegal, criminosa. É grave, sim. Mas não mereceria o linchamento público a que foi submetido, é óbvio – e sob a acusação de outro crime, a deduragem, que, tudo indica, ele não cometeu. Como diz Chico Anysio: “Quero que uma pessoa me diga que foi dedurada pelo Simonal. Uma única pessoa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas e a música do cara?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em seus depoimentos no filme, os filhos de Simonal dizem que o importante é que ele seja lembrado por sua música, e não pelo crime que nós todos cometemos contra ele. Parece que este filme – desde já histórico – está fazendo muita gente redescobrir, ou simplesmente descobrir, a música de Simonal. Uma reportagem no Globo de 31 de maio deste ano, 2009, com o título de “Simonalmania”, diz que o documentário foi visto por 28,5 mil pessoas em apenas duas semanas – o terceiro documentário mais visto no ano; que as músicas dele voltaram a tocar nas rádios e têm sido ouvidas “em festas das casas noturnas mais concorridas do país”; e que dois livros sobre ele estão para ser lançados. (Nenhum deles de Sérgio Vaz, esse sujeito preguiçoso.) Um DJ disse aos repórteres que os pedidos por músicas de Simonal têm aumentado a cada nova festa em que ele toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então, que tal a música do cara?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O showman Mièle conta no filme que, um tempo atrás, numa rodinha com um bando de gente muito policamente correta – ou seja: de esquerda –, afirmou que Simonal foi o maior cantor que o Brasil já teve; seus companheiros de mesa disseram que não, o que que é isso, mas ele peitou: então quem é melhor que ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tem cantor melhor que ele, ou tão bom quanto ele, na minha opinião: Orlando Silva, Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, Ney Matogrosso; João Gilberto, Caetano Veloso, Zé Renato. Mas tudo bem.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Sérgio Cabral, o grande pesquisador e escritor sobre MPB, diz que ele era um bom cantor, mas a música dele era um lixo, não prestava, não valia nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, diria euzinho. Simonal foi um puta de um excelente cantor – além de um extraordinário showman. De fato, tem um suingue único, excepcional; é alegre, pra cima, e nem doente do pé resiste ao ritmo dele. Vesti Azul e Sá Marina, por exemplo, são gostosas, irresistíveis. Mas a maior parte de seu repertório é mesmo porcaria, besteira, coisa boba, menor. Um tanto cafona, um tanto brega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, a EMI, a ex-Odeon, pela qual ele fez a maior parte de seus discos, lançou uma coletânea juntando as faixas que ele gravou de Tom e de Chico; a intenção óbvia era mostrar que o cara, afinal de contas, não gravou só pilantragem, também gravou o melhor que há na música brasileira. Comprei o disco, como havia comprado em 2002, já na fase de rever a história e deixar de condenar Simonal pelo crime que ele afinal não cometeu, Alegria, Alegria!!!, de 1967, e Alegria Alegria vol. 2 ou quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga, de 1968. Ouvi poucas vezes o disco Wilson Simonal canta Tom &amp;amp; Chico. Na verdade, aquelas maravilhas dos dois gigantes não ficam lá muito bem com ele. Não são a praia de Simonal – a praia dele é mesmo a pilantragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso aí é só minha opinião pessoal. O que importa é que o cara merece, sim, um lugar importante na história da música e da cultura popular deste país. Felizmente este belo filme foi feito, e tudo indica que ele está sendo fundamental para recolocar as coisas no lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra coisa que importa é termos a consciência de que fomos, nós todos, por cegueira ideológica, cúmplices de um crime como, acho, nunca houve outro no mundo, um assassinato, um linchamento de um artista talentoso – e por causa de um crime jamais provado. Fernanda e Inês deveriam ter ouvido Simonal quando eram crianças; não ouviram porque eu fui um dos linchadores.&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;br /&gt;De Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, Brasil, 2008&lt;br /&gt;Documentário. Com depoimentos de Luís Carlos Mièle, Nelson Motta, Ricardo Cravo Alvim, Ziraldo, Jaguar, Boni, Pelé, Tony Tornado, Paulo Moura, Bárbara Heliodora, Chico Anysio, Max de Castro, Simoninha&lt;br /&gt;Roteiro Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal&lt;br /&gt;Produção TV Zero. Estreou em SP 15/5/2009&lt;br /&gt;Cor e P&amp;amp;B, 86 min&lt;br /&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sergio Vaz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://50anosdefilmes.com.br/" rel="home" title="50 Anos de Filmes"&gt;&lt;strong&gt;50 Anos de Filmes&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-5468031573733706523?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/5468031573733706523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/50-anos-de-filmes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5468031573733706523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5468031573733706523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/07/50-anos-de-filmes.html' title='50 Anos de Filmes'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_uyC9t3GI/AAAAAAAAARI/pLd3qiHhjHA/s72-c/Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Wilson+Simonal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-5579891758763350968</id><published>2009-06-28T23:05:00.026-03:00</published><updated>2010-08-31T11:53:40.344-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mário Magalhães'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>Simonal: Cláudio Manoel responde à Folha</title><content type='html'>A Folha de S. Paulo publicou na edição de hoje, 28 de junho, o texto de Claudio Manoel, diretor do documentário &lt;em&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/em&gt;, em resposta à matéria do jornalista Mário Magalhães veiculada em 21 de junho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;Porém... ah, sempre há um porém!!! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Folha de S. Paulo publicou um texto mais "short" (rs!). O jornal alegou que o jornalista Mário Magalhães não desceu a lenha no documentário e, portanto, Cláudio deveria “editar” o texto e se ater apenas ao tema Simonal. É mole?! Estou doida, ou... peralá, qual é mesmo o nome disso? Eita imprensa brasileira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas, não faz mal!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Leia a seguir&amp;nbsp;a resposta do Claudio Manoel à Folha de São Paulo &lt;b&gt;NA ÍNTEGRA. &lt;/b&gt;No que depender de mim, será bastante divulgada.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tvglobo.casseta.globo.com/claudio-manoel/2009/06/23/o-deformante/"&gt;&lt;strong&gt;DIREITO DE RESPOSTA À FOLHA DE S.PAULO&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Claudio Manoel - Diretor do documentário &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;21 de junho de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://tvglobo.casseta.globo.com/claudio-manoel/2009/06/23/o-deformante/"&gt;O Deformante&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No último domingo, Simonal foi, mais uma vez, julgado e condenado. Desta vez, pela Folha de São Paulo, numa matéria sensacionalista e exageradamente grande (com destaque na primeira página e tudo), assinada pelo “jornalista” Mário Magalhães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram diversas páginas, todas provocadas pela “descoberta de um fato novo”, um documento inédito que provaria de maneira cabal e definitiva que Simonal era um informante do DOPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal está morto há quase 10 anos. A Lei de Anistia tem uns 30. Mas o “fato” era tão importante, que por si só justificava não só a “reabertura do caso”, mas também provava “por A mais B”, que o cantor era mesmo um dedo-duro juramentado. Afinal, no tal documento inédito, o próprio Simonal assumia suas ligações pra lá de perigosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então tá ! Só que existem alguns probleminhas no “raciocínio” do “jornalista”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, o documento "inédito" não é inédito. Ao tentar se defender da acusação que teria sido mandante do seqüestro do seu ex-contador, Simonal (orientado pelos seus advogados, segundo depoimento da própria vítima, no documentário Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, meu, de Micael Langer e Calvito Leal) afirmou que havia prestado queixa anterior de supostas ameaças terroristas e, por isso, tinha pedido que o DOPS investigasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o tal documento usado como base na imensa reportagem do caderno Mais diz é, mais ou menos, isso: Simonal tenta tirar o corpo fora do imbroglio policial que se meteu, dizendo que era alvo constante dos subversivos, porque ele simpatizava com o regime de 64 e acreditava que o DOPS poderia ajudá-lo, já que aquele órgão também atuava no meio artístico, à procura de opositores, etc e tal… por isso, ele emprestou o seu carro (um Opala) para a ajudar nessa “operação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso documentário, inclusive, exibe duas matérias, publicadas pela grande imprensa da época com as manchetes “Terror ameaça Simonal” e “Simonal se diz de direita e com bom serviços prestados à Revolução”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui procurado pelo autor da já citada reportagem (“O Informante”), seu tom era grave. Ele havia descoberto documentos, tinha tido acesso a mais de 600 páginas, lido vários depoimentos que acusavam Simonal e, o mais importante, num documento (o tal) anterior ao caso do seqüestro de Rafael Viviani (o contador), o “Rei da Pilantragem” assume que tinha vínculos com o DOPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi que conhecia direitinho as tais 600 páginas, já que possuo cópias do processo inteiro há mais de 5 anos e que não lembrava mesmo de nenhuma menção com data anterior ao seqüestro. Mário, com a maior cara de pau, me afirmou que o documento foi lavrado às 15 horas do mesmo dia em que Viviani seria seqüestrado (às 23 horas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio não entendi. Disse pra ele que, exatamente, pela coincidência do dia, isso provaria o oposto. Que o tal depoimento comprometedor tinha a maior cara de ser meio “construído”, ser alguma espécie de álibi, de história de cobertura. Simonal, pra dar coerência à sua linha de defesa, apresenta uma queixa dada anteriormente (que também poderia ser “fabricada a posteriori”). Ou seja, o tal documento não é anterior ao caso do seqüestro, ele é parte tão fundamental do mesmo que o próprio Simonal o divulga, na grande imprensa, em 1971.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também perguntei ao “jornalista” já que ele estava tão interessado nos aspectos jurídicos do caso, se ele não tinha lido o arrazoado do Juiz ao proferir a sentença que condenou Simonal. Em sua argumentação final, o ilustre meritíssimo alega que não tem como julgar os agentes do DOPS, já que estávamos vivendo um estado de exceção e, por isso, ele não tinha competência para julgar atos que poderiam ser de “segurança nacional”, mas Wilson Simonal, que era civil, não tinha esse tipo de “cobertura”, portanto pena de 5 anos e 4 meses pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa questão não seria um pouco mais intrigante para um jornalista ? Se Simonal pertencesse, de fato, a algum mecanismo de repressão em plena “Era Médici”, porque ele não teve nenhuma proteção ? Seu caso foi o único processo que envolveu agentes do DOPS, tortura, prisão ilegal, que saiu em toda mídia da época. No período de censura mais dura, Simonal apanhou sem ser socorrido. Para um cara que era “amigo dos hômi” ele não foi uma presa fácil demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo os depoimentos do processo, testemunhos de defesa e acusação no julgamento, fica-se com a nítida impressão de uma grande confusão, uma vendeta boçal que degringolou. O improviso e precariedade das argumentações servem mais para provar a grande quantidade de estupidez envolvida, do que para jogar luz em possíveis ligações políticas bizarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente, por acharmos que esse era um terreno pantanoso demais para semearmos certezas, que no nosso &lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com/"&gt;documentário&lt;/a&gt;, nesse momento do julgamento e das acusações policiais, passamos para uma montagem mais fragmentada, mais confusa. Nunca quisemos julgar. Nunca nos motivou conseguir a redenção, nem provar a culpa do ex-ídolo nacional. Nunca tivemos certeza onde íamos chegar. Apenas seguimos as pistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuramos, achamos e demos voz, pela primeira vez, a Rafael Viviani. &lt;strong&gt;Apesar do “jornalista” ironizar o fato que achou com muita facilidade o contador &lt;/strong&gt;(se era tão fácil porque o contato só foi feito 5 anos depois que nós o encontramos?), fomos nós que o ouvimos com todo respeito e também fomos os únicos a mostrar que Simonal tinha, realmente, cometido um crime bárbaro, uma violência condenável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele foi condenado. Merecidamente. Por esse crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a argumentação fajuta, citando promotores e juízes (e depois desmentindo en passant centenas de linhas depois) que, na época, a justiça aceitou as provas que ele era informante ou colaborador é outra enorme cascata. Só pra explicar, Simonal não poderia ter sido condenado por ser informante, simplesmente, porque isso não é crime. E mais, se em 1971 fosse provado que ele era um colaborador, ele não seria julgado por isso, seria condecorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas veio a anistia, né? Já passaram uns 30 anos. Pois é, mas a lei só vale para um lado, não é verdade? Para os amigos anistia e indenizações, para os inimigos (os que não forem aliados de ocasião) a danação eterna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso filme nunca teve como ponto de partida, nem de chegada, essa questão mais óbvia. Nossa (dos diretores) melhor pergunta nunca foi se ele era ou não era dedo-duro. Preferimos outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que um “crime” (delação), que além de não ser crime e de ser, praticamente, impossível de provar, não prescreve nunca? Por que, depois de décadas, de esquecimentos, perdões e mudanças de conjuntura a pergunta que todos fazem é “ele era ou não era”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fica meio subentendido que “se ele fosse” então era merecedor de tudo e muito mais? Delatar é a coisa mais imperdoável que um ser humano pode fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, naquela época a luta era, realmente, entre Democratas X Autoritários? Os que queriam pluralidade, diversidade de opiniões, liberdade de expressão não eram, na verdade, minoria? No espectro político-ideológico da época quem, ao alcançar o poder, não queria prender e eliminar opositores? Quantos, em nome da luta contra a ditadura, tinham seus próprios projetos totalitários e defendiam com ardor (além de posters e camisetas) genocidas de vários calibres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltando ao velho Simona e a questão dele ser um famigerado colaborador da ditadura. Era, realmente, justo se esperar que um negro, pobre, favelado tivesse a mesma percepção de “anos de chumbo”, quanto alguém com formação universitária, classe média alta, etc e tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ditadura é quando são caçadas liberdades individuais, quando o estado policial invade domicílios, dilacera famílias, prendendo e barbarizando ao seu bel prazer? Pra quem é preto-pobre-favelado isso é sempre. Isso é hoje. Como entender que a pior época do país é, justamente, quando se possui as maiores liberdades individuais que já se teve na vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas (poucas) pessoas (entre elas, o “jornalista” Magalhães), nos perguntaram, desconfiadas, qual era a nossa “real” motivação, por que falar desse caso? Sempre respondemos: “por que não falar ?”. Sempre acreditamos que tínhamos descoberto um tesouro: uma grande história, praticamente inédita. Portanto, precisávamos contá-la. Por isso, procuramos depoimentos antagônicos, checamos fontes, pesquisamos anos, levamos mais de 40 semanas editando. Trabalhamos duro, mas fizemos &lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com/"&gt;um bom filme&lt;/a&gt;. E, de quebra, &lt;strong&gt;fizemos também jornalismo de verdade.”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Claudio Manoel&lt;br /&gt;Produtor e diretor do documentário&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-5579891758763350968?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/5579891758763350968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-claudio-manoel-responde-folha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5579891758763350968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5579891758763350968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-claudio-manoel-responde-folha.html' title='Simonal: Cláudio Manoel responde à Folha'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-282485505176524427</id><published>2009-06-26T19:39:00.006-03:00</published><updated>2009-11-08T06:22:09.222-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>Dia de Reis – Simonal e Michael Jackson</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-h7R-iMII/AAAAAAAAAKQ/K4prQf_UuN8/s1600-h/Simonal+e+Michael+Jackson.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354676521776853122" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-h7R-iMII/AAAAAAAAAKQ/K4prQf_UuN8/s400/Simonal+e+Michael+Jackson.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 149px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O dia 25 de junho foi brilhantemente denominado pelo músico Wilson Simoninha, filho do cantor Wilson Simonal, como "DIA DE REIS" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou chocada com a morte de Michael Jackson e abismada/alucinada/pasma com a coincidência: exatamente no mesmo dia em que, há 9 anos, falecia Wilson Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe, agora, alguns babacas de plantão entendam que o artista" está muito acima do homem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre protestei quando lia ou ouvia as besteiras que diziam por aí sobre Michael Jackson, e não estou dizendo isso só porque o cara morreu. SEMPRE me indignei e já ouvi muitos desaforos por isso. Agora, um bando de porcos que meteram o pau no moço estão tendo ataques de perda de memória... o ser humano é podre, cheira mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R.I.P Farrah Fawcett / Michael Jackson / Wilson Simonal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-282485505176524427?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/282485505176524427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-e-michael-jackson.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/282485505176524427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/282485505176524427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-e-michael-jackson.html' title='Dia de Reis – Simonal e Michael Jackson'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-h7R-iMII/AAAAAAAAAKQ/K4prQf_UuN8/s72-c/Simonal+e+Michael+Jackson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-5098084176832142351</id><published>2009-06-26T18:05:00.029-03:00</published><updated>2010-08-31T08:28:59.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mário Magalhães'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chico Buarque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>Simonal e a ditabranca</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: #006600;"&gt;&lt;span style="color: #003300;"&gt;&lt;strong&gt;A palavra aqui é CORAGEM.&lt;/strong&gt;O jornalista &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2009/06/simonal-e-ditabranca.html"&gt;Pedro Alexandre Sanches&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #003300;"&gt;ensina no texto a seguir como é que se faz jornalismo de verdade. Uns e outros deveriam tomar umas aulinhas com Pedro... &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira, 25 de junho de 2009&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;a href="http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2009/06/simonal-e-ditabranca.html"&gt;Simonal e a ditabranca&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pedro Alexandre Sanches&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que segue aqui, até que enfim, é uma reportagem 100% inédita sobre a fábula de Wilson Simonal, que anda novamente na moda por estes tempos. Trabalhei nela durante a primeira metade de 2008, mas a dita cuja acabou nunca sendo publicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais, o texto final aqui abaixo é fiel ao que parei de escrever em 22 de julho de 2008. Recebeu alguns acréscimos porque estava inconcluso, mas acréscimos que dizem respeito basicamente a atualizações necessárias e à inserção de mais depoimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto adicionava tais depoimentos tendo este blog em mente, percebi que alguns deles eu não teria colocado no texto se fosse destinado a algum veículo da “grande” imprensa - não sei se por falta de coragem minha ou se porque não seriam publicados mesmo (bem, nem o texto seria publicado grande assim, não é mesmo?). A propósito, os dois últimos parágrafos não existiam, foram escritos agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será fácil perceber que o título acima não se ajusta perfeitamente ao conteúdo do texto (na imprensa tradicional isso também acontece com frequência). Mas, dados acontecimentos dos últimos dias, não me parece impertinente, e agradeço ao Rick por ter inspirado o insight. E agradeço também à &lt;strong&gt;Meire Bottura&lt;/strong&gt;, pelas maravilhosas capas de revistas e jornais que ela coleciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Apenas dois lembretes, adicionados às 21h40: a) eu não tinha me ligado nisso, mas publiquei este texto neste 25 de junho de 2009, o mesmo dia do aniversário da morte de Simonal; b) cerca de uma hora depois de este texto estar aqui, morreu Michael Jackson, no mesmo dia da morte de Simonal. Como Wilson, Michael sofreu intensamente durante uma parte considerável do tempo que passou aqui. E, negro tragicamente embranquecido, foi-se pouco tempo depois da chegada de Barack Obama.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chega de procrastinar, agora vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;a href="http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2009/06/simonal-e-ditabranca.html"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;SIMONAL, O BODE&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;1999&lt;/strong&gt;. Tocou o meu ramal telefônico no quarto andar da redação. Atendi. Era ligação lá de baixo, de uma das recepcionistas da Folha de S.Paulo, onde eu trabalhava. O cantor Wilson Simonal estava no saguão do jornal. Furioso, fora de si.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretenso Clark Kent de caricatura, vesti minha capa fajuta de super-herói de araque e desci para conversar com ele. Já que eu era o autor da entrevista que enfurecera um dos dois cantores brasileiros mais populares dos anos 1960 (o outro se chama Roberto Carlos), cabia a mim proteger e defender o jornal, a instituição, o prédio, os proprietários – e, bem, a mim mesmo – contra a (suposta) fera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu e Simonal conversamos, não faço a mínima idéia. Apaguei da memória, bloqueei. Só sei que não tive a gentileza e a generosidade de convidá-lo para entrar, sentar-se, tomar um café (bem, acho que eu não me sentia mesmo muito “dono” da “casa”...). E que aparei sozinho, ali mesmo no saguão, a emoção e a revolta do artista contra a entrevista que a Folha publicara no dia 21 de maio daquele ano e, de modo bem mais amplo, contra o exílio, o banimento, a morte de corpo presente que o Brasil lhe impunha desde ao menos 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que, de transtornado no início, ele foi pouco a pouco serenando, ou melhor, deixando-se vencer pelo cansaço de uma situação que se repetia a cada nova entrevista, a cada vez que os jornalistas lembrávamos que ele ainda existia. Não esqueço, e jamais esquecerei, a expressão de desconsolo em seus olhos, do início ao fim da “conversa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles dias, eu, por minha parte, sabia pouco, ou quase nada, sobre tudo que acontecera a Simonal entre 1963 e 1974, hiato que o remeteu da ascensão e da fama absoluta ao mais indestrutível ostracismo. Como outros repórteres antes e depois, tateava a “notícia” (ou a não-notícia?) em “investigações” (investigações?) superficiais, desinformadas, crente de que sabia de tudo, sem saber de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela foi uma das quatro ocasiões de minha vida em que estive diante de Wilson Simonal. Logo depois, fui ao show motivador da reportagem “Proscrito, Simonal tenta cantar em SP”, que ele então estreava no teatro do hotel Crowne Plaza. Ao final de uma sôfrega e melancólica apresentação, fui cumprimentá-lo no minúsculo camarim, e o encontrei abandonado numa cadeira, passando mal, de cabeça baixa, olhando o chão. Aceitou meu cumprimento indiferente, sem esboçar reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia o visto pela primeira vez numa situação fúnebre, em 4 de fevereiro de 1998, quando fui, a trabalho, ao velório de Silvio Caldas (1907-1998), cantor e co-autor de Chão de Estrelas. Simonal me chamou a atenção porque, apesar de ter sido um ídolo dos anos 1960, vestia-se como cantor de tempos ainda mais idos - terno branco, lenço na lapela e sapato de bico, ou algo parecido (não posso me recordar com precisão). Deixou-me intrigado também porque percebi que eu sabia, mas não sabia, quem era aquela figura extravagante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha a menor ideia de que pertencia ao repertório dele em 1967 a píncara pilantragem (Simonal era então o “rei da pilantragem”) Para, Pedro (“esse Pedro é uma parada/ para, Pedro, Pedro, para”), que minha mãe interiorana cantava rotineiramente para mim quando eu era pequeno. Bem, em 1998 nem minha mãe lembrava mais que um dia havia existido um homem chamado Wilson Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fúnebre seria, mais uma vez, a derradeira ocasião em que estive perto dele. Foi no cemitério do Morumby, em 26 de junho de 2000, no seu enterro. Morreu aos 61 anos, de falência hepática decorrente de alcoolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutras palavras, a morte perpassou todo e qualquer contato que tive com o Roberto Carlos negro, enquanto ele vivia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2009&lt;/strong&gt;. Todas essas imagens zanzam por minha mente sempre que assisto ao excepcional documentário &lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com/"&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei&lt;/a&gt;, dirigido por Claudio Manoel, o Seu Creysson do humorístico global Casseta &amp;amp; Planeta, em parceria com os jovens Micael Langer e Calvito leal, ex-funcionários da Conspiração Filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário não fornece apenas dados novos sobre a tragédia de erros e a sucessão de abusos que levaram o Frank Sinatra brasileiro (e preto) ao desterro, ao autodesterro e ao desterro outra vez, em moto-contínuo. É precioso, também, porque oferece a primeira oportunidade, desde 1971, de (re)ver Simonal cheio de vida, em movimento, em cores ou em preto-e-branco, em diversas cenas de alto impacto musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SkU9b_Oxp5I/AAAAAAAAAI4/GEoIiPmyqLg/s1600-h/Intervalo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354682838347983298" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-nq9CcqcI/AAAAAAAAAKg/ZtR2KBUv6Qo/s400/Intervalo.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 285px;" /&gt;&lt;br /&gt;Para quem, como eu, não viu Simonal ao vivo e em ação, há de ser a primeira chance para chegar perto de entender o poder comunicativo de um cantor-entertainer-apresentador televisivo que condensava, em si, qualidades (e/ou cacoetes) de personagens tão variados quanto Frank Sinatra, Agostinho dos Santos, Sammy Davis Jr., Cyro Monteiro, Ray Charles, Lúcio Alves, Harry Belafonte, Dick Farney, Chris Montez, João Gilberto, Chacrinha, Hebe Camargo, Silvio Santos, Roberto Carlos, Elis Regina, Sergio Mendes, Jorge Ben etc. e tal. De quebra, é senha perturbadora e incômoda para a compreensão um pouquinho menos superficial de um Brasil ditatorial que ainda reluta em se extinguir por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O filme se chama &lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com/"&gt;Ninguém Sabe o Duro Que Dei&lt;/a&gt;, mas também poderia ser Ninguém Sabe o Mole Que Dei”, diz Claudio Manoel. O que voltou à tona agora em imagens subsidiadas pela Globo Filmes e pela produtora TVZero (do perfurante documentário A Pessoa É para o Que Nasce) teria feição de drama shakesperariano ou freudiano, ou de tragédia épica hollywoodiana, se não fosse ambientado na chamada “vida real”, aqui no Brasil, poucas décadas atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi ficção, embora pareça fábula. Uma eletrizante história de ascensão e queda levou ao estrelato o garoto pobre que passou por favela, fome e rua, filho de mãe empregada doméstica e pai ausente. Simonal despontou em 1961, e por essa época a rotunda crítica teatral (branca) Bárbara Heliodora foi patroa de dona Maria (negra), que queria ver o filho cadete seguir carreira no Exército e, de início, rejeitava suas atividades musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na curva de ascensão e queda desse Ziggy Stardust tropical (e preto), o pico aconteceu em 1969, quando, escalado para abrir um show de Sergio Mendes no Maracanãzinho, Simonal papou o dono da noite, perfeitamente sintonizado com uma platéia de mais de 20 mil espectadores. O vale da curva aconteceria em novembro de 1974, quando foi condenado e preso, como numa confirmação definitiva da pecha de delator, disseminada em 1971 a partir do semanário O Pasquim. Entendido como informante da ditadura, foi condenado a cinco anos e quatro meses, por crime de extorsão. Atenção: pela Justiça da mesma ditadura de quem seria colaborador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é ponto pacífico que 1969 foi o ápice comercial do artista, Marcos Valle tem uma história que amplia esse arco. Aconteceu em 1963, quando Valle foi levado a mostrar suas músicas à gravadora Odeon (onde Simonal iniciara trajetória fonográfica). “Quando cheguei à sala do diretor musical, Milton Miranda, ali estavam ele, um outro diretor chamado Ribamar, Roberto Menescal e Simonal”, lembra. “Simonal era considerado naquele momento, pelo que vi, o artista principal, a que estavam dando mais atenção. E estava ali para me ouvir. Como era da moderna música brasileira pediram que fosse me ouvir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem Valle se considerava compositor (de bossa nova) e nem pensava em se tornar cantor. Mas Miranda anunciou ali mesmo sua contratação, também para cantar. “Ele disse: ‘Você está contratado’. Meu primeiro susto foi grande. Mas o Simonal foi adiante e falou: ‘É isso mesmo, garoto. Você está contratado’. Quer dizer, ele tinha uma força muito grande ali.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso de Simonal começou a se consolidar quando ele deixou de lado o início nos redutos “sofisticados” da bossa e do Beco das Garrafas e partiu para um sólido projeto de popularização e se forjou em relações simbióticas com a política e a polícia da ditadura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, teve como outra parceira simbiótica e co-protagonista crucial uma personagem quase sempre protegida pela penumbra de auto-imposta invisibilidade, que nem era tão conhecida por este nome no tempo de Simonal, mas hoje chamamos de Mídia, com M grande nem sempre merecido. Foi o conjunto dos meios de comunicação – música, televisão, rádio, jornalismo, publicidade, futebol – que constituiu os tentáculos do polvo Simonal, e enforcou-o (ou amputou um de seus próprios tentáculos) quando, na corcova entre os generais Médici e Geisel, a barra pesou de vez. Vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1966&lt;/strong&gt;. Simonal iniciava a etapa mais fulminante de sua ascensão. Apresentava o programa Show em Simonal na então hegemônica TV Record, do qual os progressistas Jô Soares e Chico Anysio eram redatores. Numa cena do documentário, os também progressistas Geraldo Vandré e Gilberto Gil (esse às gargalhadas) aparecem integrados à platéia enlevada de um show em Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ali que ele se encontrou com o conjunto (inicialmente) samba-jazz Som 3, de Cesar Camargo Mariano, futuro arranjador e marido de uma pupila de Simonal chamada Elis Regina. O primeiro produto dessa associação em LP foi Vou Deixar Cair... , pedra fundadora do estilo pilantragem, sob a retaguarda do comunicador Carlos Imperial (que conduzira os primeiros passos artísticos de Roberto Carlos e tivera como secretários particulares os jovens Simonal e Erasmo Carlos) e do compositor Nonato Buzar. Na capa do LP, o bonequinho Mug aparecia como artefato mercadológico de vanguarda, matraqueado em palcos e telas por Simonal e Chico Buarque, ambos empresariados à época por Roberto Colossi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nonato Buzar fala, 43 anos depois, sobre a invenção daquele novo estilo: “Pilantragem é um nome que abomino até hoje. Estávamos eu e Simonal tocando violão, surgiu o estilo, que pertence a mim e a ele. O nome que eu queria era bossa brasileira. O nome não era pejorativo, mas algo me falou dentro que ia ficar pejorativo, tanto que ficou. Pilantra é a pessoa que não presta. Se o nome fosse bossa brasileira, até hoje existiria, porque era um estilo bom, humano, que ressuscitava clássicos da música brasileira sem mudar uma nota sequer do original”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_kWYhg_FI/AAAAAAAAAQg/Ex5fZhdD5bs/s1600-h/Meire+Bottura+-+Simonal+-+Intervalo+-+185+-+jul-1966.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_kWYhg_FI/AAAAAAAAAQg/Ex5fZhdD5bs/s400/Meire+Bottura+-+Simonal+-+Intervalo+-+185+-+jul-1966.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ainda em 1966, pop, iê-iê-iê, soul, pitadas de bossa-jazz e doses cavalares de alegria infanto-juvenil catapultaram para o gosto popular Meu Limão, Meu Limoeiro, Carango (dos versos “ninguém sabe o duro que dei/ pra ter fonfom trabalhei, trabalhei”) e Mamãe Passou Açúcar em Mim. E o domínio de Simonal sobre o público ampliou-se entre pilantragens em profusão, como Os Escravos de Jó, Vesti Azul, Nem Vem Que Não Tem (todas de 1967), Zazueira (1968) e País Tropical (1969). Nessa última, criada por Jorge Ben, Simonal encurtava palavras e transformava em jargão nacional o apelido Patropi como sinônimo de Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram os tempos do bordão (e da série de discos) “alegria! alegria!”, que Caetano Veloso tomaria emprestado para cimentar a gênese da tropicália. Um Simonal cada dia mais sorridente, rico e poderoso surfava na marola e definia a tropicália como uma forma de pilantragem. Carlos Imperial tentava rivalizar com o grupo baiano e lançava, em 1968, o disco Pilantrália, creditado à Superior Ordem da Pilantragem Avançada, S.O.P.A. (“nem vem de garfo que hoje é dia de sopa”, ou “de S.O.P.A.”, cantava Simonal desde o ano anterior, em Nem Vem Que Não Tem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa de primeiro aniversário do Show em Simonal ficou eternizado naquele que deve ser o primeiro LP duplo da indústria fonográfica brasileira, primazia mais tarde reivindicada, a bordo dos esquecimentos, por Fatal (1971), de Gal Costa, e até pelo posterior Clube da Esquina (1972), de Milton Nascimento e Lô Borges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvido hoje, o disco de 1967 espanta. Durante a leitura de um fictício exemplar do Jornal da Tarde no ano 2000, o entertainer celebrava “o imperialismo do samba de breque”, citava o ex-presidente Juscelino Kubitschek (cassado pelo regime militar em 1964) e cutucava a ditadura, não se sabe se com ou sem intenção, ao ler a falsa notícia de que “o prefeito Faria Lima anuncia que ficará só mais seis meses no poder”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primor de ambigüidade e ironia, o LP intercalava inflamadas canções de protesto de Vandré, João do Vale e Marcos Valle com slogans e jingles comerciais de Philips, Kolynos, Gilette, Lux e TV Record. Sarcástico, Simonal oferecia duas opções ao ouvinte: “Você precisa confiar nos seus compositores” e “na música brasileira”, ou então “você pode confiar na Shell”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortalecido, Simonal se dava a tais ousadias, e passou a sublinhar o racismo brasileiro em toda entrevista que concedia, e também na tela da TV. Ninguém Sabe o Duro Que Dei coleciona imagens fortes a esse respeito. Na mais leve delas, o cantor aparece num programa caracterizado como Lobo Bobo, junto à “Chapeuzinho” Vanusa. Na mais chocante, lidera uma pantomima em que aparece acuado por uma turba de brancos, enquanto canta: “Minha pele é escura/ e mais negra minha vida/ negro sem cultura/ vai ganhar bebida/ eu sou preto, negro, negro, mas, por Deus, também sou gente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354685251689762466" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-p3bb9zqI/AAAAAAAAAKw/VQeypjtqxaI/s400/Intervalo+-+ago-set+1967.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 281px;" /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SkU_WQoOi7I/AAAAAAAAAJI/fsxcklU6od4/s1600-h/Intervalo+-+ago-set+1967.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O ápice do Simonal anti-racista se deu ainda em 1967, na gravação de Tributo a Martin Luther King (“cada negro que for/ mais um negro virá/ para lutar com sangue ou não”), dele e de Ronaldo Bôscoli. Na entrevista de 1999, me contou (e eu publiquei sem muita noção e com incrédula parcimônia) que a canção lhe rendeu uma das primeiras “visitas” ao famigerado Departamento de Ordem Política e Social (Dops), futuro nicho clandestino de tortura e terror de Estado. “Quiseram censurar a música, alegaram que era racista e que eu estava botando os negros contra os brancos”, afirmou. “Ouvi o que o censor falou. Falou, falou, falou, ah, porque o ambiente artístico, não sei o quê.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1969&lt;/strong&gt;. Em julho, pouco depois da primeira consagração no Maracanãzinho, o artista foi a estrela da edição nº 4 d’O Pasquim, que nos primeiros tempos parecia ambiguamente fascinado pelo ídolo negro. A chamada daquela edição era “Simonal: ‘Não sou racista’ (Simonal conta tudo)”. A anárquica patota, formada por Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral (pai do atual governador do Rio de Janeiro) e Pinheiro Guimarães, o entrevistou em tom jocoso, e insinuava que, sim, ele era racista. “A imagem pública que se tem de você é a do cara que está tranqüilo e que tem mordomo que acorda você às duas da tarde, com caviar etc.”, contra-atacava Tarso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o tablóide propagandeou à farta o filme É Simonal, de outro membro da turma, Domingos de Oliveira. Construída como uma versão negra dos filmes de matinê de Roberto Carlos, a produção implodiria em 1971 diante do início da derrocada do protagonista. Esta reportagem procurou Domingos, que se declarou “suspeito para opinar sobre esse assunto” e mais preferiu não falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O público pagou, alguém tem que morrer”, Simonal profetizava na chanchada meio autobiográfica, até hoje semi-inédita. “Eu convivia com os caras do Pasquim. Era um porre, eles brigavam tanto entre eles”, me disse o cantor na entrevista de 1999. Por favor, peço atenção, este ponto é importante, embora eu não tivesse bagagem para percebê-lo dez anos atrás: “Eu convivia com os caras do Pasquim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na esteira do Maracanãzinho, o cantor assinou contrato de vulto para ser garoto-propaganda da Shell. O patrocínio a Simonal se misturava com o patrocínio à seleção brasileira da Copa de 1970: a Shell o levaria ao México com seu grande amigo Pelé e cia., ele na condição de cantor oficial do Brasil na competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na imprensa, Simonal aparecia ao lado do “gerente de comunicações e marketing” da Shell, João Carlos Magaldi, futuro diretor da Central Globo de Comunicações. O Jornal da Tarde noticiou o acordo, em 17 de setembro de 1969, como “o mais fabuloso contrato de publicidade já assinado” – se hoje certa cultura brasileira é fortemente subsidiada pela Petrobras, naquele tempo a música de Simonal já era, em parte, subproduto do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magaldi fora um dos vértices da agência publicitária Magaldi, Maia &amp;amp; Prosperi (MM&amp;amp;P), que em 1965 esculpiu a coqueluche nacional do programa Jovem Guarda, comandado por Roberto, Erasmo e Wanderléa na Record. Reza uma entre várias lendas que Carlito Maia, funcionário da Globo a partir de 1974 e futuro fundador do PT, extraíra o nome de batismo “jovem guarda” de uma frase do líder socialista russo Lênin. Carlos Prosperi, o outro publicitário da trinca, seria um dos fundadores d’O Pasquim, lançado em junho de 1969. Segundo escreve Jaguar no primeiro volume da antologia do tablóide, editado em 2006, O Pasquim foi gestado “na casa do Magaldi, diretor da TV Globo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A montagem das peças desse jogo de xadrez tira o chão da versão maniqueísta da história, quase sempre predominante, de que a origem dos anos de chumbo de Simonal estaria na oposição inegociável entre ele, à direita, e o exército d’O Pasquim, à esquerda. De Simonal e Roberto Carlos a Ziraldo e Jaguar, de homens de negócios e publicitários a jornalistas e músicos, de esquerdistas a direitistas ou “apolíticos”, todos eram filhotes da mesma ninhada (não custa repetir, Simonal dividira até empresário com Chico Buarque, futuro herói vitalício da esquerda). Em depoimento ao documentário, Jaguar parece desenhar instintivamente essa conclusão, ao afirmar num riso tristonho, diante de uma garrafa de cerveja Jaguar: “Ele morreu de cirrose, podia ter sido eu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_lC-aSLSI/AAAAAAAAAQo/MPt_Yp60bWw/s1600-h/Meire+Bottura+-+Wilson+Simonal+-+Fatos+e+Fotos+jan-1970.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_lC-aSLSI/AAAAAAAAAQo/MPt_Yp60bWw/s400/Meire+Bottura+-+Wilson+Simonal+-+Fatos+e+Fotos+jan-1970.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;1970.&lt;/strong&gt; Começava a se desenhar o enredo intrincado que culminaria no grande cisma e no coroamento (e autocoroamento) de Simonal como bode expiatório prefererencial da “elite pensante” brasileira, num arco que apanharia todo o espectro ideológico. No meio do ano, faturamos o caneco no México, e o presidente Médici ganhou fôlego ilimitado para galvanizar a retórica radical do ufanismo pelo “Brasil grande”, “ame-o ou deixe-o”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro, o V Festival Internacional da Canção (FIC) serviria de plataforma para uma ascendente Rede Globo transmitir imagens do “Brasil grande” para o planeta. Médici orquestrava o coro dos contentes, em entrevistas coletivas à imprensa internacional e em foto cumprimentando o vencedor da etapa nacional do festival, Toni Tornado, cantor (negro) de BR-3. Os compositores da canção vencedora eram Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, também autores (brancos) de um dos maiores sucessos de Simonal, Sá Marina (1968). Mas, poses fotográficas à parte, alguma coisa fugia ao controle do ambíguo consórcio verde-amarelo Globo-ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inesperadamente, a bandeira brasileira se tingia de preto. Um tufão black power varria o FIC, e não era só Toni Tornado com o símbolo dos Panteras Negras desenhado no peito nu e namorando às escondidas uma das apresentadoras do festival, a atriz (e loira) Arlete Salles. Outro tornado no V FIC era Erlon Chaves, maestro (negro) ligado a Simonal, a Elis e à Globo e um dos contratados da Simonal Produções Artísticas, a mais nova empreitada do rei da pilantragem. Namorado eventual da ex-miss Brasil (loira) Vera Fischer, Erlon regeu uma interpretação anárquica de Eu Também Quero Mocotó, do soft-black Jorge Ben, à frente de um grande coral vestido em batas africanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na etapa nacional, o Mocotó de Erlon Chaves conseguiu apenas a sexta colocação. Mesmo assim, foi convocado a se reapresentar na final internacional. Dessa vez, mulheres seminuas (brancas e louras) se integraram ao número, rodeando o maestro e cobrindo-o de beijos, para escândalo da face mais conservadora da sociedade, aí inclusas esposas de generais ancorados em Brasília. Na memória de um dos músicos presentes no palco, João Parahyba, do então nascente Trio Mocotó, a rebeldia foi além: alguns dos integrantes do coro teriam levantado suas batas sem mais nada por baixo, exibindo as bundas ao vivo, em cadeia internacional. Não se conhece registro visual do incidente, e Parahyba parece solitário na lembrança desse detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos dias depois, Erlon deveria repetir a apresentação a pedido do apresentador Flávio Cavalcanti, em seu programa dominical na TV Tupi. Foi preso antes que o fizesse, como conta Flávio Cavalcanti Jr., hoje diretor da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert): “Erlon estava ensaiando, chegaram policiais sem farda. Tiraram ele do chão literalmente, encapuzaram, jogaram numa Veraneio. Ficou num batalhão quatro ou cinco dias, e depois soltaram”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalcanti Jr. nega a versão de que Erlon tenha sido maltratado na prisão. “Deram um susto nele. Não sofreu tortura, nem entrevista, inquérito, nada. Mas ficou muito apavorado, saiu de lá arrasado, querendo ir embora do Brasil.” De um modo ou de outro, todos os “vitoriosos” daquele FIC perderam o rebolado diante da pesada repressão que se abateu sobre o súbito levante black, ao qual naquele momento até os branquelos Ivan Lins e Wanderléa aderiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan, outro contratado da Simonal Produções, emplacou O Amor É o Meu País como vice-campeã da fase nacional do V FIC. Mas a canção despertou discórdia à esquerda, pela ambigüidade exprimida pelo artista iniciante, meio perdido entre o soul inofensivo de amor e a adesão ao “ame-o ou deixe-o”. “A repressão e a censura estavam muito violentas. A classe pensante estava totalmente desorientada. E os militares se apossaram de nossos símbolos – bandeira, hinos, cores, até a palavra ‘país’. Sofri muito com a patrulha. Parei de cantar a canção”, diz hoje Ivan, que, no entanto, conseguiu aos poucos driblar a patrulha e se reinventar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, a carreira musical de Tornado foi abortada, ou se auto-abortou, no nascedouro (ele se tornaria mais tarde ator de novelas da Globo). “Estavam com medo que ele fosse um líder negro que pudesse insuflar a massa negra, causar a turbulência nacional”, diz Tibério Gaspar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354686454185555026" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-q9bFTdFI/AAAAAAAAALA/gSudcJxbLP4/s400/Destino+-+1971.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 281px;" /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SkVCIVTfNMI/AAAAAAAAAJY/0Ef2hNZ38I0/s1600-h/Destino+-+1971.JPG"&gt;&lt;/a&gt;Antonio Adolfo afirma que só recentemente tomou consciência das implicações comportamentais, raciais e políticas em que sua BR-3 esteve envolvida – quando leu A Era dos Festivais – Uma Parábola (Editora 34, 2003), de Zuza Homem de Mello. “Eu não tinha consciência de black power, talvez Tibério tivesse”, diz. “Tinha a coisa do Martin Luther King, os Panteras Negras, mas eu nem sabia que aquele símbolo que o Toni usava era dos Panteras Negras. Para mim era coisa de índio.” Mas observa: “Jorge Ben saiu ileso daquilo tudo, é engraçado. Até Jair Rodrigues foi perseguido. Elis Regina teve que fazer média para não ser presa, lembro dela fazendo propaganda para o Exército”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tibério demonstra que, de fato, tinha maior consciência: “O black power começou a aparecer com a gente. Fui chamado no SNI, interrogado por quatro coronéis. Havia um dossiê meu, esquerda, fichário, negócio meio grave, eu quase dancei mesmo”. Segundo ele, o colunista social Ibrahim Sued, d’O Globo, teria espalhado a seguir a falsa informação de que BR-3 era, na verdade, uma canção sobre drogas, sobre injetar heroína na veia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1970, a turma d’O Pasquim também entrou na dança. Em novembro, logo após a publicação de uma charge de Jaguar na qual D. Pedro I aparecia gritando “eu quero mocotó!!” às margens do Ipiranga, quase toda a redação foi em cana. Como expôs a historiadora Beatriz Kushnir no livro Cães de Guarda – Jornalistas e Censores, do AI-5 À Constituição de 1988 (Boitempo, 2004), adiante o governo plantaria agentes dentro da redação para fazer a censura prévia da produção d’O Pasquim. Um deles era o general Juarez Paes Pinto, pai de Helô Pinhero, a “garota de Ipanema” eternizada em música e letra por Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Numa relação que poderia surpreender os mais maniqueístas, o censor privava do convívio com os jornalistas, dava conselhos e os chamava de “meus meninos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eminência parda do VI FIC, Simonal via pela primeira vez à sua frente uma maré desfavorável. Segundo defende Toni Tornado em depoimento ao documentário, a virada da maré começara um ano antes, na apresentação com Sergio Mendes no Maracanãzinho: “Foi aí que ele arrasou, foi aí que ele causou a tal da inveja, foi aí que começou a bronca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele fazia o jogo, era submisso. Não tinha visão política. Temiam que Toni Tornado tivesse”, opina Tibério. “Mas Simonal ficou ameaçado. Era o maior cantor do Brasil e estava prestes a deslanchar uma carreira internacional. Era a bola da vez.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, 1970 poderia ter marcado o início da internacionalização de Simonal, se o pássaro negro não acabasse abatido em pleno vôo. Stevie Wonder abria seu show naquele ano cantando Sá Marina em inglês, com o nome Pretty World (está gravada em Stevie Wonder Live, 1970). E esteve com ele aqui no Brasil, como lembra o filho mais velho do homem, Wilson Simoninha: “Houve um almoço para ele, eu me lembro porque era um cego andando ali pela minha casa. Miele e Ronaldo Bôscoli falavam que à noite eles fizeram uma jam que foi até o dia raiar, meu pai, Elis e Stevie Wonder”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo ano, em visita ao Brasil, uma Sarah Vaughan embevecida (e negra) duetou com Simonal na TV, em imagens entortantes, de emocionar, recuperadas em &lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com"&gt;Ninguém Sabe o Duro Que Dei&lt;/a&gt;. Ao mesmo tempo, a atriz louríssima Brigitte Bardot, também cantora bissexta, regravou Nem Vem Que Não Tem em francês, como Tu Veux Ou Tu Veux Pas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E houve mais. Ainda em 1970, também veio ao Brasil para o V FIC o maestro Quincy Jones, futuro dínamo por trás do estrondo de Thriller (1982), de um certo Michael Jackson. Diz Simoninha: “Eu não me lembro, mas sei que Quincy ficou aqui com Simonal. Saíam direto. Sempre ouvi meu pai dizer que um dos motivos para sua saída da Odeon foi que a gravadora não quis fazer um disco dele com Quincy. Ficou puto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal, o derradeiro disco pela gravadora onde se construíra, saiu em dezembro, pela primeira vez dissociado do imaginário da pilantragem. Mesmo sob a barra pesada do FIC, Simonal pisava dessa vez no acelerador do black power. O funk-baião Destino e Desatino de Severino Nonô na Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (Oh Yeah!), de Renato Luiz, soava agressivo no limite da grosseria, explorando as peripécias de um astro pop ultracomercial nascido “no bairro de São Caetano, cidade de São Salvador”, que “foi pro Rio levando a gaytarra e a fome” e fez fama americanizada “cheio de renda e babado e cabelão de mulher”. À época, a minoria negra e a minoria homossexual não tocavam na mesma banda (hoje tocam?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O soul Moro no Fim da Rua, de Luis Vagner e Tom Gomes, é outro que retroativamente soa profético, pela letra e pelos gritos de Simonal ao final, “I don’t want to be alone”. Gomes, hoje jornalista ligado à indústria fonográfica, conta a história: “Luis Vagner morava no Solar da Fossa, no fim da rua. Era uma república maravilhosa, de jornalistas, artistas plásticos. Lá moravam Caetano Veloso, Gal Costa, Paulo Diniz. Luis começou a música, ‘moro lá/ no fim da rua onde tudo é escuro demais/ escuro demais’, e eu completei. Mas não houve preocupação nossa de fazer para o Simonal. Depois é que ele gravou, para minha felicidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O solo de guitarra em Moro no Fim da Rua era do futuro astro samba-soul Hyldon, que assim remete à “alienação” política de sua turma e à derrocada de Simonal: “Aquela história nunca me convenceu, mas era só intuição. ‘Dedo-duro’ todo mundo falava, quer dizer, a galera da zona Sul falava, o pessoal da MPB. Na galera da jovem guarda, do rock, no meio artístico mais popular isso passou batido. Todo mundo continuava gostando e admirando Simonal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra faixa notável do LP de 1970 é Deixa o Mundo e o Sol Entrar, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, um ataque à monogamia e à prisão do casamento, pura contracultura, de linguagem até hoje avançada. Transtornado em black power à brasileira, pronto para o mundo, foi aí que Simonal abortou. Como? Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1971&lt;/strong&gt;. O astro começou o ano participando de um novo programa da Globo, o Som Livre Exportação, liderado por Elis Regina e Ivan Lins. “Naquele começo dos anos 70, quando entrou o Garrastazu Médici, nosso Pinochetzinho, a barra estava muito, mas muito pesada”, lembra Ivan. “Havia muito medo no ar. Em janeiro, começou o programa. Pelo tamanho da censura que rolava dentro da Globo, a ‘exportaçao’ bem que poderia ser traduzida por ‘exilio’. Chegamos a conversar algumas vezes nos bastidores, e Simonal era totalmente apolítico. Não queria saber do que acontecia por trás do pano. Eu também, nessa época, não sabia direito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em questão de meses, Simonal seria um dos exilados, sem nem precisar sair de casa. Em 24 de agosto, o cantor migrou da música de diversão para o noticiário policial. Teria descoberto um desfalque na Simonal Produções e suspeitado de Rui Brizola (então sócio de Magaldi e futuro vice-presidente da Traffic Sports) ou de Rafael Viviani, funcionário da empresa. Com a aparente conivência e o carro de Simonal, Viviani foi seqüestrado, levado ao Dops e torturado, numa seqüência de eventos comandada e/ou testemunhada por dois, ou três, ou quatro, ou mais agentes do órgão, todos supostamente “amigos” do artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Correio da Manhã do dia 29, surgiram informações de que Viviani fora “espancado e seviciado com choques elétricos numa dependência policial”, em reportagem aparentemente fundada num depoimento do cantor à policia – pois ninguém entrevistou Simonal naqueles dias. No depoimento, o cantor teria dito sofrer ameaças anônimas por telefone de pessoas que se diziam terroristas, e que “o que os terroristas querem é meu dinheiro para financiar seus movimentos”. (O documentário reencontra Viviani nos anos 2000, numa periferia paulistana, em frangalhos. Ele corrobora a tortura, e interpreta as declarações do ex-patrão à polícia como motivadas pela orientação de advogados.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa lufada de vento, o garoto-propaganda de Médici, do Patropi, do “Brasil, ame-o ou deixe-o” ganhava as folhas policiais como protagonista de uma trama feita de vários temas-tabu, daqueles que a ditadura dava os dois braços, esquerdo e direito, para manter trancafiados no porão. À esquerda, subversão e terrorismo. À direita, tortura e choques elétricos numa dependência policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro, O Pasquim publicou o desenho do “magnífico” dedo indicador apontado de uma mão pintada de preto, e acrescentou: “Como todos sabem, o dedo de Simonal é hoje mais famoso do que sua voz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Parahyba, que estivera no México com Simonal e naquele período tinha seu Trio Mocotó apadrinhado pelo Pasquim, avalia: “Adoro Jaguar, Millôr Fernandes, Paulo Francis e Henfil, mas Jaguar foi foda com Simonal. Dedo-duro era o cacete. O Pasquim pôs na frigideira, era um prato feito. Serviu talvez de informação nanica para a grande network acabar com a raça de Simonal. Foi para a boca do povo, porque informação mal dada passa de um para o outro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assessora de Flávio Cavalcanti nos anos 1970, a jornalista Léa Penteado formulou uma versão mais incendiária para o caso, na biografia do apresentador que lançou em 1993. “Só depois de muitos anos (Simonal) soube, através de amigos, que o dinheiro desviado por Viviani era repassado a Dulce Maia, irmã do publicitário Carlito Maia, conhecida militante de esquerda, com o objetivo de financiar guerrilhas”, Léa escreveu e publicou em Um Instante, Maestro! (Record).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligada a Carlos Lamarca, Dulce foi torturada e banida do país em 1970. “Esses dados foram extraídos de uma entrevista que fiz com Simonal, em 1991 ou 1992”, me contou em 2008, Léa, então secretária de Cultura de Santa Cruz Cabrália (BA). A hipótese que lançou até hoje não foi comprovada. Nem tampouco foi testada ou investigada, seja na imprensa ou noutro canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Furioso até hoje com o que classifica como “inveja” contra Simonal, Nonato Buzar (à época compositor de trilhas de novelas da Globo) joga a esmo mais alguns tijolos no muro inconcluso. Sobre o momento em que o parceiro descobriu o suposto desfalque, ele diz: “Simonal foi procurar o Rui Brizola, e não encontrava. Todo mundo tem amigo detetive, da polícia, quem não tem? Foram procurar o Rui em vários lugares, inclusive na casa do Carlito Maia, e lá encontraram coisas subversivas. Eu fui preso três vezes, porque era fundamentalmente contra a ditadura, sempre fui. Simonal nunca nem pensou nisso. Prenderam ele, aí disseram que caguetou o Carlito. Ele caguetou sem querer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nonato diz que não quis dar depoimento em Ninguém Sabe o Duro Que Dei, e explica a razão: “Porque eu tenho medo de mim”. Não é só ele, ao que tudo indica. O codiretor Calvito Leal explica ausências célebres no documentário: “Vários caíram por causa de data, vários não responderam, alguns não toparam. Jorge Ben Jor não deu resposta, Roberto Carlos também não. Nunca era diretamente ‘não quero participar’, era ‘preciso ver’. Tem uma coisa horrível, ninguém gosta de chutar defunto. Mas nunca existiu uma pessoa que levantasse bandeira contra o Simonal, era sempre à boca pequena. Não existia o anti-Simonal”. (Não são só os contrários que se calam sobre as desventuras de Simonal, como faz transparecer uma história contada por seu filho caçula, o hoje músico Max de Castro: “Em 1986, fui com meu pai a um show de Roberto Carlos no Maracanãzinho. No final, a gente foi lá atrás. Quando Roberto viu meu pai, ficou emocionado. Veio, se abraçaram uns 15 minutos chorando sem falar palavra. Trocaram uma frase, Roberto foi embora”.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léa Penteado interpreta as relações de Simonal com o trio Magaldi-Prosperi-Maia: “Os publicitários viram nele, com todo o sucesso de comunicação, um ótimo garoto-propaganda. Creio que houve muita ingenuidade do Simonal e de todos os artistas daquela época, que não estavam preparados para ganhar tanto dinheiro e ter tanta fama em tão pouco tempo. Não havia profissionais no mercado para assessorar. E até hoje, mesmo tendo ótimos profissionais, às vezes tem alguém que passa a perna no mais fraco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal morreria culpando os ex-parceiros comerciais pelo desterro que ele, afinal, também foi responsável por provocar. Passou a acusar Magaldi de tê-lo roubado e a classificá-lo como responsável por barrar qualquer acesso dele à Globo, já que o publicitário virara um dos todo-poderosos da rede, o homem por trás do “plim-plim” da então autoapelidada “Vênus Platinada”. Magaldi, Maia e Prosperi morreram sem jamais contar em público suas versões para o grande cisma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imbricações desses personagens com a Globo explicariam a completa ausência de referência a eles num filme que leva o carimbo da Globo Filmes? Cláudio Manoel sustenta que não: “Quando fomos direto ao Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho), o resto virou subtema. O Boni é mais a Globo que o Magaldi. Os filhos dele não quiseram dar a versão deles. Ia desequilibrar, botar no morto uma das possibilidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1999, quatro dias após minha entrevista com Simonal, o Painel do Leitor da Folha publicou a seguinte carta: “Somos filhos de João Carlos Magaldi, maldosamente mencionado pelo senhor Wilson Simonal na entrevista publicada em 21/5. É uma atitude covarde acusar uma pessoa que não pode se defender, pois já está morta. Onde estão as provas de que o nosso pai roubou o sr. Simonal? A história profissional de nosso pai mostra a sua preocupação social, a sua ética e o quanto valorizava o ser humano. Essa tentativa do sr. Simonal de retomar a sua vida profissional denegrindo a imagem de várias pessoas, inclusive de nosso pai, demonstra sua mesquinhez e seu verdadeiro caráter.” Era assinada por Álvaro B. Magaldi e Monica Magaldi Suguihura, que também tentei contatar em 2008, sem qualquer sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1972.&lt;/strong&gt; A partir do início do ano, o ex-soberano da pilantrália desapareceu do noticiário, fosse o musical ou o policial. O muro de concreto se erguia rapidamente ao seu redor. Na beirada do abismo, surpreendentemente, foi contratado pela Philips, a mesma gravadora que fomentava Chico Buarque, Caetano Veloso, Elis Regina, Jorge Ben, Gal Costa, Tim Maia, Raul Seixas, Rita Lee e dezenas de outros nomes da linha de frente da MPB, sob a direção do francês André Midani, outro personagem de quem Simonal levaria mágoas profundas para a eternidade. “Fui seduzido por um sujeito que veio para acabar”, me disse em 1999, referindo-se ao ex-presidente da gravadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 2001, entrevistei Midani para a Folha e perguntei sobre Simonal. Ele afirmou que era “penoso dizer”, mas havia contratado o artista a “pedido” de uma “pessoa muito importante” do governo militar. “Tive que ir artista por artista, entre os mais importantes, explicando que ia ter que contratar o Simonal. Claro, não era um bichinho amado na companhia”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toda a MPB, sem exceção, o boicotou. Foi caça às bruxas, um macartismo brasileiro. Tem gente muito pior que ele, que passou em brancas nuvens”, protesta hoje João Parahyba. Max de Castro afirma que a mitologia da queda do pai “foi boa para todo mundo”, da esquerda à direita. “Os que não gostavam dele finalmente se viram livres. Para artista que não era engajado e era alienado foi bom, porque esqueceu a própria covardia”, diz. “Para artistas de esquerda foi bom porque isso dignificou mais ainda a luta deles, que sobreviveram mesmo apesar das delações de suas atividades.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei Midani novamente em 2008, mas ele se esquivou de nova entrevista acrescentou apenas alguns pontos dispersos, por e-mail: “Que Simonal freqüentava o pessoal do Dops, freqüentava. Ele devia gostar de frequentar ‘os homens’, certamente lhe dava uma gostosa sensação de poder, e disso ele gostava. Que não consta nos arquivos do Dops nenhuma referência a denúncias que ele teria feito sobre seus colegas, não consta. E a gente nunca ouviu dizer: ‘Fulano foi posto em cana por causa de uma denúncia do Simonal’. Que ele mandou dar uma surra no contador, não tem a menor dúvida, e, como ironiza Jaguar, talvez o contador merecesse receber uma surra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Midani também trouxe Magaldi à baila: “Há uma pessoa que, me parece, poderia ter trazido importantes informações, e essa pessoa era Magaldi, que não está mais conosco. Era sócio do Simonal e, conseqüentemente, teria sido também roubado. A gente nunca ouviu nenhum comentário de sua parte, e no entanto foi Magaldi que deflagrou a campanha contra o ‘dedo-duro’ Simonal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses mais tarde, entrevistei pessoalmente o ex-diretor da Philips, por conta do livro que ele estava lançando, e voltamos ao assunto. Num trecho até hoje inédito da entrevista, Midani prosseguiu um pouco mais: “A história que conheço, a mais sem gordura, é que Simonal era o rei do país, e foi lá na companhia, e não havia um puto de um dinheiro para ele. Quis saber, chamou lá uns caras do Dops, uns polícias, ‘vão dar uma surra no contador’. Deram uma surra no contador. Você diz, que horrível, deram uma surra no contador. Mas há outros aspectos a considerar. Simonal era um menino completamente ignorante. O dinheiro dele desaparece, ou pelo menos não aparece, não vou dizer que eu faria a mesma coisa, mas entendo uma pessoa de educação muito primária dizer ‘filho da puta, dá uma surra e vamos ver o que é’. E deram uma surra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltou a ressaltar, de modo mais ou menos enigmático, o que parece considerar o cerne da questão: “O sócio de Simonal quem era? Era o Magaldi. Mas por que Magaldi ficou tão ofendido com a não-pureza política do Simonal? Simonal não era nem de um lugar nem era do outro. Para ele qualquer coisa estava bem. Então o que eu imagino é que tem um pedaço importante dessa história entre Simonal e Magaldi que nunca foi contado, e que só eles dois sabem”. Sabem, mas estão mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Philips de Midani, um Simonal já fortemente marginalizado gravou mais três discos entre 1972 e 1974. Caíram em completo vazio, e até hoje não foram observados com atenção ou pelo menos curiosidade (permanecem inéditos em CD). No álbum de 1973, batizado com o hermético nome de Olhaí, Balândro... É Bufo no Birrolho Grinza!, Simonal introduzia em meio a uma roda de samba uma enigmática frase: “Eu vô batê pa tu batê pa tua patota”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1974.&lt;/strong&gt; O mote seria glosado com grande sucesso popular no samba-rock Vô Batê pa Tu, interpretado por Baiano &amp;amp; Os Novos Caetanos, ou seja, pelos humoristas Chico Anysio e Arnaud Rodrigues, fantasiados de baianos caricaturais. Os autores de Vô Batê pa Tu eram Arnaud e Orlandivo, e a letra dizia que “é papo de altas transações/ deduração/ um cara louco que dançou com tudo/ entregação do dedo de veludo/ com quem não tenho grandes ligações”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samba-roqueiro Orlandivo explica para confundir, ou confunde para explicar: “A letra era do Arnaud. Acho que ele fez em cima de coisas derivadas de drogas. Há várias dimensões de desconfiança de que podia ser sobre Simonal, ou de que tinha a ver com droga. Mas onde eu andava achavam que Vô Batê pa Tu pegou em cheio no Simonal. Arnaud só ria quando a gente conversava sobre isso”. Não sei explicar por que, mas não cheguei a procurar Arnaud Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor gravado por Simonal em 1964 e 1965, Orlandivo evoca uma lembrança dos tempos pré-fama do cantor. “Pouca gente sabe, mas antes de cantar ele trabalhava numa firma de cobrança de cheque sem fundo. Cobrava cheque em bar e restaurante. Depois o cara se torna sucesso, e era o cara que cobrava cheque sem fundo. Na minha cabeça, acho que isso deu margem a outras coisas, ‘esse cara me cobrou diante de todos os meus amigos’”, especula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tibério Gaspar, candidato a vereador carioca à esquerda, pelo PC do B, em 2008 (com 388, não se elegeu), adentra nos temas espinhosos da delação e do colaboracionismo: “Era uma época infeliz, um regime de exceção. Não se pode raciocinar com regras de estado de direito em estado de exceção. Os militares exigiam muitas posições, ou você estava a favor ou estava contra. Valia para pessoas e para firmas. Falar que o César de Alencar era informante? Ele tinha programa estourado na Rádio Nacional, todos iam cantar lá. E a Rede Globo, não foi o porta-voz da ditadura, não passava o Amaral Netto enquanto matavam gente no Araguaia? Não eram cúmplices também? Simonal foi o menor mal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de três anos de sumiço do olho público, o ex-rei da pilantragem voltou aos jornais de modo dramático, em 13 de novembro de 1974, ao ser condenado pelo juiz João de Deus Lacerda Mena Barreto a cinco anos e quatro meses de prisão, mais um ano de internação em colônia agrícola. Amigo íntimo do cantor e homem que se dizia de esquerda, Chico Anysio prestou-lhe amparo, e é até hoje seu ferrenho defensor, como se pode constatar no documentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O noticiário daqueles dias foi dos mais desencontrados. Informações picotadas davam conta de que a condenação ocorrera pela madrugada, sem a presença do réu. Declarações do cantor só apareceram no jornal Última Hora, onde Carlos Imperial era colunista. “O delegado Sérgio Fleury é meu chapinha e tudo vai correr dentro do figurino”, teria dito Simonal. Sérgio Paranhos Fleury, sanguinário delegado do Dops, chefiara a captura e morte de Carlos Marighella, em 1969. Antes, fora segurança da TV Record e de Roberto Carlos, no auge do Jovem Guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois supostos agentes do Dops, acusados de terem participado da captura e tortura de Viviani, foram condenados à mesma pena. O Globo os apresentou um como “industrial trabalhando em torrefação de amendoim”, outro como “vigia de um departamento do Estado”. Estavam foragidos, e não se leu na imprensa notícia sobre a prisão dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi absolvido um outro personagem, Mário Borges, descrito nos jornais ora como “inspetor do Ministério da Indústria e Comércio”, ora como “chefe da Seção de Buscas Ostensivas do Dops” e, portanto, suposto chefe dos agentes punidos. Era invariavelmente apresentado nas reportagens como “amigo” de Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não fosse bem isso. Segundo o livro de Léa Penteado, Borges era segurança pessoal de Simonal. Segundo a autora, Borges teria acusado o “patrão” de informante tentando se livrar e justificar o fato de trabalhar como segurança nas horas vagas – como talvez aconteça até hoje, entre poderosos à procura de proteção e policiais à procura de bicos complementadores de salário. Na sentença, parcialmente reproduzida n’O Globo, o juiz afirmava que o próprio Simonal se definira como informante do Dops, e usava o “fato confirmado” como ponto de apoio para condená-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, um juiz imerso nas entranhas da ditadura condenava o réu famoso, entre outros motivos, por ser informante da... ditadura. Mas fazia malabarismos para absolver Borges, presumido executor da infração, e engavetava o termo “tortura”. Compreende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quaisquer que fossem as relações reais de Simonal e Borges com a ditadura, aparentemente ele e seu “amigo” tentavam jogar a batata quente um na mão do outro. Ela terminou na mão de Simonal. E não era batata quente, e sim uma banana de dinamite, cuja explosão terminaria de soterrar o cantor então já repudiado nos círculos de músicos e jornalistas aos quais antes pertencera. A ditadura, que tanto gostara de se colar à imagem de Simonal, enfim abandonava o bode expiatório ao próprio azar. “Culpado”, ele pagaria pelos próprios erros e abusos, mas também pelos de uma legião de “inocentes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condenado, Simonal entregou-se imediatamente. Viajou de São Paulo ao Rio e foi apanhado na pista do aeroporto, sem passar pelo saguão. A polícia, segundo a imprensa, queria evitar qualquer pronunciamento do cantor. Pergunta até hoje nunca respondida (ou formulada): por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem acesso a Simonal, o jornalismo papagueou versões a granel, menos a do réu. No dia 13 de novembro, o cantor chegou para ouvir a sentença do juiz segurando um exemplar do livro Universo em Desencanto, que naquele momento fazia as cabeças de Tibério Gaspar e Tim Maia, ou melhor, Tim Maia Racional. Presentes, Flávio Cavalcanti, Erlon Chaves e Agnaldo Timóteo choraram abraçados ao condenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalcanti Jr. narra os acontecimentos do dia seguinte: “Sei que era dia 14 porque haveria eleições no dia seguinte, 15 de novembro de 1974 (a data marcou o primeiro grande revés eleitoral da ditadura militar). Íamos subir para a casa de Petrópolis, e Erlon me disse que ia comprar uns discos para levar para Simonal na prisão. Teve um infarto e morreu na loja de discos”. Entre as módicas declarações de Simonal que surgiram nos jornais nos dias seguintes, estava esta: “Ele morreu por minha causa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 12 dias, o cantor-presidiário foi libertado por habeas corpus e, num segundo julgamento, teve a pena abrandada (pelo mesmo juiz Mena Barreto, segundo Léa Penteado) para seis meses de detenção, que cumpriu em liberdade. Morreria se queixando de que a imprensa nunca publicara uma linha sobre o depoimento de um tal inspetor Vasconcelos, chefe de Borges, que teria desmentido a condição de “informante” do cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu feito morto-vivo, num calvário de discos e shows ignorados pela mídia, quando não reportados só como pretextos para que os jornalistas abordassem a pena perpétua informal – como foi o caso de minha entrevista em 1999. O Brasil se tornou sua prisão domiciliar a céu aberto, e nós, os “inocentes” (e/ou cegos, surdos e mudos), vestimos a carapuça de carcereiros vitalícios do “vilão” oficial da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que tenha sido colaborador ou informante da ditadura em alguma instância, Wilson Simonal de Castro morreu sem conseguir compreender por que jamais foi perdoado. Afinal, o perdão (se é que cabe esse termo) foi amplo, geral e irrestrito para a maioria dos colaboradores do regime, entre eles homens com sobrenomes como Marinho e Frias – ou seja, os proprietários dos meios de comunicação que veiculavam (e vez por outra ainda veiculam) julgamentos sumários contra o bode preto, ex-pobre, depois ex-rico. E Simonal devia saber que alguns de seus algozes colaboraram com a ditadura com empenho bem maior – o livro de Beatriz Kushnir documenta, por exemplo, o uso de peruas do Grupo Folha no transporte de “subversivos” às dependências policiais onde seriam torturados e eventualmente mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história continua inconclusa, com muitas peças ainda a serem encaixadas. A mim, particularmente, alinhar aqui tantas informações intrincadas parece importante de algum modo estranho, e me ajuda a compreender por que até hoje, dez anos mais tarde, ainda me perturba e incomoda e machuca tanto a lembrança daqueles minutos desencontrados passados ao lado de Simonal no saguão de entrada da Folha. Eu nem sequer imaginava na ocasião, mas meu papel ali era de carrasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2009/06/simonal-e-ditabranca.html"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;PEDRO ALEXANDRE SANCHES&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #003300; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;O jornalista e crítico musical Pedro Alexandre Sanches trabalhou na Folha de S. Paulo e atualmente assina uma coluna na revista Carta Capital. Também é autor de dois livros sobre música brasileira: "Tropicalismo: Decadência Bonita do Samba" e "Como Dois e Dois São Cinco", sobre Roberto Carlos, ambos publicados pela Editora Boitempo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-5098084176832142351?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/5098084176832142351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-e-ditabranca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5098084176832142351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5098084176832142351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-e-ditabranca.html' title='Simonal e a ditabranca'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-nq9CcqcI/AAAAAAAAAKg/ZtR2KBUv6Qo/s72-c/Intervalo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-1835102819695315793</id><published>2009-06-22T14:18:00.007-03:00</published><updated>2009-11-08T06:22:09.225-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mário Magalhães'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>Mário Magalhães já virou piada</title><content type='html'>Estava demorando! Diante do enorme sucesso de público e de crítica do documentário sobre Wilson Simonal, novamente o articulista Mário Magalhães escreve para a Folha de S. Paulo uma matéria sobre o artista. Desde a morte de Simonal, a mesma reportagem vem sendo insistentemente reeditada – foi veiculada originalmente em 26/6/2000, dia seguinte à morte do cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mário Magalhães NÃO APRESENTOU dados novos como tentou aparentar&lt;/strong&gt;. Ao longo desses nove anos, esse senhor já deveria saber que os tais documentos que ele afirma ter descoberto, há muito tempo são de conhecimento público: já foram vistos, revistos, estudados e analisados por pessoas da mais alta competência e, inclusive, foram objeto de estudo em dissertações e teses de mestrado. E, vale ressaltar, as conclusões destes estudos DIVERGEM EM MUITO das opiniões apresentadas pelo articulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Requentar matérias com tom tendencioso não é fazer jornalismo. Novamente, Mário Magalhães apenas fragmentou as informações e "definiu" uma prova para que prevalecesse a sua opinião. Tomou por base declarações que, por inúmeras razões, derivam de fontes duvidosas e até mesmo de interesses pessoais, e que não provam absolutamente nada. O processo em questão, movido pelo governo brasileiro no auge da ditadura, é desqualificado por diversos juristas, assim como as circunstâncias em que os depoimentos foram dados. Além disso, é no mínimo curioso que um colaborador tão "importante" da ditadura tenha sofrido todo esse revés público – sendo processado e condenado. E quanto ao juiz do caso, quem era? Qual a sua trajetória no contexto histórico? Ou, como explicar que a ditadura também prendeu e torturou Erlon Chaves, que além de maestro de Simonal, era seu amigo pessoal? E quanto às falhas no processo? E os depoimentos que ESTRANHAMENTE não constaram na sentença final? Mário Magalhães realmente investigou todas essas questões? Por que Mario Magalhães não entrevistou o Jornalista Ricardo Alexandre, ou o historiador Gustavo Alonso, que tanto pesquisaram o assunto e preparam livros sobre Simonal? E a pergunta chave: quem Simonal delatou? Mário Magalhães tentou encontrar essa resposta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe a mim apurar essas e outras questões, mas é desonesto com o leitor querer ter a palavra final sem levar em conta todas as considerações possíveis. Há muito mais a se analisar neste caso e não cabe reduzi-lo à sentença judicial em questão. Historiadores não se baseiam apenas em documentos, estudam também a dinâmica, a estrutura, a conjuntura, as leis e as condições da realidade histórica. Lamento que certos jornalistas, cuja ferramenta de trabalho é a palavra (que tem poderes de construir e destruir) não se dêem ao trabalho de averiguar os fatos. Jornalismo se faz com responsabilidade e isenção: desqualificar o filme sobre o cantor, os documentos existentes, os estudos já realizados e os depoimentos que inocentam Wilson Simonal é tentar “vender” ao leitor uma verdade absoluta construída com base em suposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço os filhos de Simonal, sei de seus valores e de sua integridade, e cada vez que um ataque desses é feito só faz aumentar a minha admiração pelo homem e pelo artista que foi Wilson Simonal. A perseguição e toda a crueldade que Simonal e família sofreram certamente foram imensas, e no entanto, os seus filhos jamais fizeram dessa dor uma bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, não sei qual é o real interesse do senhor Mário Magalhães. Se a intenção era o esclarecimento dos fatos, novamente ele falhou. Lamentável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-1835102819695315793?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/1835102819695315793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/mario-magalhaes-ja-virou-piada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1835102819695315793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1835102819695315793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/mario-magalhaes-ja-virou-piada.html' title='Mário Magalhães já virou piada'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-1220191587097414016</id><published>2009-06-16T12:40:00.007-03:00</published><updated>2010-08-31T09:58:25.149-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Marques Neto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Denilson Monteiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marco Imperial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Imperial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elis Regina'/><title type='text'>Obra de Carlos Imperial é reavaliada e restaurada</title><content type='html'>&lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/15/e150616578.asp"&gt;Ricardo Schott, Jornal do Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO - No que depender dos herdeiros e pesquisadores do polêmico e irrequieto Carlos Imperial (1935-1993), só vai faltar mesmo é o relançamento de Louco por você, renegada estreia de Roberto Carlos (1961). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.siciliano.com.br/imagem/imagem.dll?L=160&amp;amp;A=-1&amp;amp;pro_id=2604191&amp;amp;PIM_Id=" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" sr="true" src="http://www.siciliano.com.br/imagem/imagem.dll?L=160&amp;amp;A=-1&amp;amp;pro_id=2604191&amp;amp;PIM_Id=" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;Produzido e, em boa parte, composto por Imperial, o disco não deverá estar entre os projetos que o filho do produtor cultural, Marco Imperial, planeja ao lado da irmã Maria Luisa (conhecida nos anos 70 como jurada mirim do Programa Flávio Cavalcanti e cantora teen lançada pelo próprio pai) e do pesquisador Denilson Monteiro, autor da biografia do controverso agitador, &lt;a href="http://10nota10.blogspot.com/"&gt;Dez! Nota dez! Eu sou Carlos Imperial &lt;/a&gt;(Matrix, 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Focados nas possibilidades, centram fogo na telecinagem dos controversos filmes nos quais Imperial trabalhou como produtor ou diretor, para que o material seja preservado e possa chegar ao Canal Brasil, preferencialmente em julho. Entre os longas estão histórias recheadas de comédia e sexo, como Banana mecânica (1974) e O sexomaníaco (1976), que lhe valeram a fama de depravado. Ou filmes mais sérios, como O esquadrão da morte (1975).&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para pôr o braço cinematográfico do projeto na rua, Monteiro vem há anos visitando a Cinemateca do Museu de Arte Moderna, identificando copiões. Com autorização dos herdeiros de Imperial, muitos dos materiais já encontrados foram para o YouTube e o MySpace, por intermédio de outros pesquisadores – como José Marques Neto, dono do extinto canal MofoTV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Queria que o trabalho dele não ficasse esquecido. Comecei com isso quando estava fazendo a biografia. Para conhecê-lo bem, precisava ver seus filmes, dos quais ele se orgulhava. Mas não se sabia onde estavam – recorda o biógrafo, que até hoje se depara com certo preconceito com relação à obra de Imperial, tachado de depravado e de picareta por muitos. – Ele continua discriminado. No próprio &lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com"&gt;Ninguém sabe o duro que dei&lt;/a&gt;, documentário sobre Wilson Simonal, que o coloca como um personagem importantíssimo, vê-se isso em alguns depoimentos. Felizmente, a nova geração não se baseia em panelinhas culturais. Mas, na época do Imperial, falar bem de Banana mecânica era pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar o trabalho, Monteiro e a advogada dos herdeiros, Fernanda Freitas, ainda correm atrás dos direitos de dois filmes: Um edifício chamado 200 (1973), dirigido por Imperial, e O rei da pilantragem (1969), dirigido por Jacy Campos e produzido por ele. Ambos são parte de uma obra, como relembra o antigo assistente de direção de Imperial, Mário Jorge Andrade, feita na marra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eram filmes baratos e feitos em poucos dias. Muitos atores trabalhavam com ele de graça ou cobrando bem barato, só por gostarem dele – lembra Andrade, que hoje é dublador do ator Eddie Murphy e é outro a desafinar do coro que diminuía a obra do artista. – O Imperial sabia muito de cinema. Muita gente falava que eram filmes pornôs, mas não tinham nada disso. Eram comédias. E essa fama que ele tinha de violento, de sacana, não era verdade. Ele só era um cara que gostava de criar polêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monteiro lembra que os lançamentos dos filmes de Imperial já eram polêmicos por si só. Além das bolas pretas da crítica, ainda havia os happenings que o próprio cineasta armava.&lt;br /&gt;– Quando lançou As delícias do sexo (1980), pôs, na porta, atrizes fingindo que eram da Liga da Decência, protestando contra o filme. – diverte-se. – Ainda botou um cara para correr pelado no meio da plateia durante a sessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, Monteiro e Marco estão mergulhados nas letras e melodias de Imperial, para um projeto que inclui songbook, musical (com o grupo que Marco montou com familiares e convidados, Família Imperial) e CD, a ser lançado pelo selo Saladesom. O filho de Imperial diz que as canções – gravadas por um leque de artistas que vai de Elis Regina e Wilson Simonal a Silvinha Araújo – já estão sendo catalogadas e partituradas. O único livro lançado por Imperial, o autobiográfico Memórias de um cafajeste (1973), por enquanto, não será relançado. Os herdeiros estão à procura de editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nossa ideia é reunir toda a obra dele. Sabemos que ele tem cerca de 230 músicas gravadas, das quais recuperamos 135 – afirma o filho de Imperial, que pretende relançar as músicas nas gravações originais, mas ainda está discutindo isso com as gravadoras. – No caso do Louco por você, que tem nove músicas escritas por ele, é uma fortuna que a gravadora (Sony Music) deixa de ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Marco, é a hora de seu pai, sempre uma vítima da crítica, ter sua obra de fato avaliada. Com todos os seus prós e contras, como faz questão de ressaltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meu pai era do tipo que via a onda e saía pegando – recorda. – Nem tudo o que ele fez era realmente bom, mas a maior parte da obra é genial. Muitos filmes dele são cheios de técnica. Ele era um cara ou amado ou odiado, mas sempre encontro pessoas que são apaixonadas pelas loucuras dele, e isso me engrandece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%22http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/15/e150616578.asp"&gt;JB/ONLINE – 15/6/9&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-1220191587097414016?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/15/e150616578.asp' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/1220191587097414016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1220191587097414016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1220191587097414016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title='Obra de Carlos Imperial é reavaliada e restaurada'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-326114557660664705</id><published>2009-06-09T21:44:00.023-03:00</published><updated>2010-08-31T10:01:01.887-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>O maior cantor do Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-xoy8v3GI/AAAAAAAAALY/1Fc_rOS1lME/s1600-h/Simonal+no+M%C3%A9xico.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354693796396260450" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-xoy8v3GI/AAAAAAAAALY/1Fc_rOS1lME/s400/Simonal+no+M%C3%A9xico.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 266px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Na faixa 11 de Show em Si...Monal – disco que registra ao vivo uma das centenas da apresentações de Wilson Simonal em 1967 –, o artista, entre conversas e brincadeiras com a plateia, finge ler uma edição do Jornal da Tarde que lhe foi entregue por um marciano futurista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição é de 24 de junho de 2000 que, coincidente ou profeticamente, é a véspera do último dia de vida de Simonal – o dia lento e arrastado da segunda morte do cantor. A primeira foi 29 anos antes, em agosto de 1971, quando as denúncias de torturas sofridas pelo ex-contador de Simonal colocaram o intérprete num furacão de boatos e intrigas encerrando com rapidez impressionante a carreira do maior cantor brasileiro de todos os tempos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É, a afirmação de Miéle no documentário Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei não é fácil, mas é possível de ser comprovada. Simonal foi o maior cantor brasileiro. E isso não é pouco num país que já formou João Gilberto e Roberto Carlos, Lucio Alves e Dick Farney, Orlando Silva e Silvio Caldas, Milton Nascimento e qualquer outro que você queira citar. Nos 10 discos que gravou para a EMI-Odeon na década de 1960, Simonal fez a síntese de quase todas as vertentes musicais brasileiras. Foi ainda o que mais se aproximou da figura do entertainer, o artista completo, capaz de cantar, dançar, contar piadas, fazer imitações e se dividir entre vários instrumentos. No planeta, só havia um exemplo a ser imitado: Sammy Davis, Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se mais não fez – além da maneira abrupta pela qual sua carreira foi encerrada – deve-se ao fato de Simonal não ter a exata noção de sua grandeza. O marrento e mascarado, que tinha um ego maior do que o Maracanãzinho, musicalmente deixava transparecer sua fragilidade, dedicando tempo e energia demais a brincadeiras e pilantragens como Meu Limão, Meu Limoeiro e Mamãe Passou Açúcar em Mim. O verdadeiro Simonal, da voz poderosa, da divisão rítmica perfeita (ou de onde você pensa que Elis tirou os jogos vocais de Águas de Março?), do suingue imbatível, do acesso ao falsete e a um scat jazzístico de entortar se traduz melhor em outras interpretações, muitas delas pouco conhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos: o Simonal bossanovista (de Sabe Você), o da dor de cotovelo (de Sozinha, de Lupicinio), o dos standards americanos (de The Shadow of Your Smile, num impecável dueto com Sarah Vaughan), o dos afrossambas (de Consolação ou então Nanã), o do sambalanço (em País Tropical) e até o Simonal engajado (de Tributo a Martin Luther King, composição de sua autoria lançada um ano antes da morte do líder do movimento negro americano). Vale lembrar ainda a toada moderna (Sá Marina) e a pré-discotheque nativa com palmas derivada do gênero a-go-go de artistas chicanos como Chris Montez e Trini Lopez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma vida artística relativamente curta e de duas mortes, Simonal pode estar ganhando uma nova vida, que deixaria de lado os preconceitos, os folclores e as caricaturas. Assim, a obra genial de um artista inovador ficaria em destaque. Pois, paradoxalmente, o que impediu Simonal de ser considerado por muitos o maior cantor do país teria sido o excesso, não a falta. Como se fosse preciso jogar luz sobre o que estava visível (mas que ele viu antes), burilar, tirar de uma obra imensa tudo o que fosse supérfluo para deixar em destaque apenas o essencial – obtendo da simplicidade o máximo do refinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÁRCIO PINHEIRO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;source=a2538745.xml&amp;amp;template=3898.dwt&amp;amp;edition=12481&amp;amp;section=999"&gt;ZERO HORA – 09 de junho de 2009&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-326114557660664705?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/326114557660664705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/o-maior-cantor-do-brasil.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/326114557660664705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/326114557660664705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/o-maior-cantor-do-brasil.html' title='O maior cantor do Brasil'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-xoy8v3GI/AAAAAAAAALY/1Fc_rOS1lME/s72-c/Simonal+no+M%C3%A9xico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-8742159519733567117</id><published>2009-06-09T20:56:00.017-03:00</published><updated>2010-08-31T10:10:18.836-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><title type='text'>Simonal no Observatório da Imprensa</title><content type='html'>&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354695432850980402" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-zIDN9PjI/AAAAAAAAALg/Y8CKmR9WKhE/s400/Simonal,+eterno+rei.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 226px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;br /&gt;Imperdível! O Observatório da Imprensa debate o papel da mídia no julgamento público de Wilson Simonal, cantor de grande sucesso dos anos 1960 e início da década de 1970, acusado injustamente de cooperar com a Ditadura Militar. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Participação de Micael Langer, codiretor do documentário &lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com/"&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/a&gt;. Terça-feira, 9 de junho, às 22h40 na TV Brasil, sob o comando do jornalista Alberto Dines.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade/estado/horário (Brasília) Emissora&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aracaju / SE - terça - 22h40 Tv Aperipê Tv Cultura&lt;br /&gt;Belo Horizonte / MG - terça - 22h40 Rede Minas TVE&lt;br /&gt;Boa Vista / RR - terça - 22h40 quarta - 2h10 Tv Universitária TVE&lt;br /&gt;Brasília / DF terça - 22h40 Tv Nacional TVE&lt;br /&gt;Cuiabá / MT terça - 22h 40 quarta - 2h 10 Tv Universidade TVE&lt;br /&gt;Florianópolis / SC - terça - 22h 40 Tv Cultura Santa Catarina&lt;br /&gt;Fortaleza / CE - terça - 22h40 TVE Ceará TVE&lt;br /&gt;Goiânia / GO - terça - 22h40 Tv Brasil Central Tv Cultura&lt;br /&gt;João Pessoa / PB - terça - 22h40 quarta - 2h10 Tv Miramar TVE&lt;br /&gt;Maceió / AL - terça - 22h40 TVE Maceió TVE&lt;br /&gt;Manaus / AM - terça - 22h40 Tv Cultura Amazonas&lt;br /&gt;Natal / RN - terça - 22h40 Tv Universitária RN Tv Cultura&lt;br /&gt;Palmas / TO - terça - 22h40 Tv Palmas TVE&lt;br /&gt;Porto Alegre / RS - terça - 22h40 TVE Rio Grande do Sul Tv Cultura&lt;br /&gt;Recife / PE - terça - 22h40 Tv Universitária do Recife TVE&lt;br /&gt;Rio Branco / AC - terça - 22h40 TV Aldeia Tv Cultura&lt;br /&gt;Rio de Janeiro / RJ - terça - 22h40 - TVE Rio de Janeiro TVE&lt;br /&gt;Salvador / BA - terça - 22h40 TVE Bahia TVE&lt;br /&gt;São Luiz / MA - terça - 22h 40 quarta - 2h10 TVE Maranhão&lt;br /&gt;São Paulo / SP - terça - 22h40 Tv Cultura&lt;br /&gt;Teresina / PI - terça - 22h40 quarta - 2h10 Tv Antares TVE&lt;br /&gt;Vitória / ES - terça - 22h40 TVE Espírito Santo Tv Cultura&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-8742159519733567117?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/8742159519733567117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-no-observatorio-da-imprensa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/8742159519733567117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/8742159519733567117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-no-observatorio-da-imprensa.html' title='Simonal no Observatório da Imprensa'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk-zIDN9PjI/AAAAAAAAALg/Y8CKmR9WKhE/s72-c/Simonal,+eterno+rei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-421763994050261780</id><published>2009-06-09T18:23:00.012-03:00</published><updated>2010-08-31T10:04:58.665-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvito Leal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Caetano Veloso elogia Simonal</title><content type='html'>Caetano Veloso comenta o documentário &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Simonal - Ninguém sabe o duro que dei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, e elogia Wilson Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StAaY5cV_fI/AAAAAAAAASI/5egkZB7Vx3k/s1600-h/Wilson+Simonal+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StAaY5cV_fI/AAAAAAAAASI/5egkZB7Vx3k/s320/Wilson+Simonal+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"O mais importante é a reaparição de um dos maiores cantores que já houve no Brasil."&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vi o documentário e gostei muito. Vi sozinho, num cineminha de Ipanema. Mas os outros espectadores, gente que eu não conhecia, vieram todos falar comigo, me fazer perguntas. Falei tudo o que sei. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;O mais importante é a reaparição de um dos maiores cantores que já houve no Brasil.&lt;br /&gt;Também é algo imenso que os realizadores tenham conseguido o depoimento da vítima dele. Sente-se a complexidade de tudo. O fato de Bárbara Heliodora ter sido patroa da mãe de Simonal dá arrepios: é tanto do Brasil que se revela nisso! Ela fala com muita dignidade. Claro que o ponto alto é o dueto com Sarah Vaughan: que cantor ele era! E tão à vontade na presença dela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti falta de uma referência à passagem de Simonal por Natal. Estive com ele lá, depois de um show meu, a pedido de um cara que era uma mãe para ele. Jantamos juntos e conversamos. Isso no início dos anos 80, creio. Ele estava cheio de chinfra, como se continuasse segurando o personagem. Mas tinha cheiro de álcool e a voz, que, falando, parecia firme, cantando não funcionava mais. Fiquei triste. Ele voltou e eu o vi na TV: segurando o charme mas sem nem poder cantar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, 'Alegria, Alegria' teve o título inspirado nele (e no Chacrinha, que tinha adotado o bordão). Eu o adorava. No edifício São Carlos do Pinhal, colado ao prédio da Gazeta, éramos vizinhos e nos víamos com carinho e humor. Eu estava bem ciente dos parentescos da Tropicália com a pilantragem. Admirava a bossa dele mas sentia a fragilidade do projeto ultracomercial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os militares que me interrogaram por 6 horas quando vim ao Brasil em 1971, numa concessão conseguida por Bethânia com a ajuda de Chico Anísio e Benil Santos, interrompendo o exílio para estar no aniversário de 40 anos de casamento de meus pais, me disseram, entre ameaças e seduções, para eu colaborar com eles, que Simonal já o fazia. Disseram outros nomes. Não acreditei. Decidi não acreditar. Houve canção feita para o governo militar por compositor/cantor que também é preto, e a desgraça não caiu sobre ele. Leia "Eu Não Sou Cachorro Não". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal se pôs num lugar para que acontecesse a tragédia. É terrível, porque tem algo como uma caricatura da impossibilidade de um pretinho talentosíssimo, filho de cozinheira, cumprir um destino positivo até o fim."(AE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=42&amp;amp;id=192190"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;9 de junho de 2009 - Cruzeiro On Line&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-421763994050261780?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/421763994050261780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/caetano-veloso-elogia-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/421763994050261780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/421763994050261780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/caetano-veloso-elogia-simonal.html' title='Caetano Veloso elogia Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StAaY5cV_fI/AAAAAAAAASI/5egkZB7Vx3k/s72-c/Wilson+Simonal+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-3981602043805169189</id><published>2009-06-07T18:54:00.017-03:00</published><updated>2010-08-31T10:07:22.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvito Leal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Simonal em Porto Alegre</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Porto Cultura - Canal Cinema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinominha participa do "Papo de Cinema" nesta segunda-feira, dia 8 de junho, no Praia de Belas Shopping&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StAPZlc1fWI/AAAAAAAAARo/qQdITWOzK5g/s1600-h/Simonal+-+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+Que+Dei+-+MeireBottura+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StAPZlc1fWI/AAAAAAAAARo/qQdITWOzK5g/s200/Simonal+-+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+Que+Dei+-+MeireBottura+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O Papo de Cinema, projeto do Praia de Belas Shopping em parceria com a Phosphoros Novas Ideias, promove um novo talk show cinematográfico na próxima semana. O filme convidado para a segunda edição de 2009 do projeto é &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com"&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O encontro acontecerá no Palco das Artes, na Praça de Eventos do Praia de Belas Shopping, em Porto Alegre, nesta segunda-feira, dia 8 de junho, às 19h, com entrada franca. Para este bate papo, que combinará cinema e música, estão confirmadas as participações do diretor Micael Langer, do cantor Simoninha (filho de Wilson Simonal, o personagem retratado no documentário), do documentarista Alexandre Derlan e do jornalista especializado em música Maurício Amaral. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;A apresentação é do crítico de cinema Robledo Milani, membro da ACCIRS – Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com"&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;narra a trajetória artística de um dos grandes nomes da música popular brasileira: Wilson Simonal. O filme conta a ascensão de Simonal na década de 60 e as acusações que o levaram ao ostracismo a partir de 1970. No documentário, personalidades como Pelé, Luiz Carlos Miéle, Ziraldo e Chico Anysio dão seus depoimentos sobre uma dos maiores personalidades musicais brasileiras. “Simonal, Ninguém Sabe o Duro que eu Dei” está previsto para entrar em cartaz nos cinemas gaúchos na próxima semana, a partir do dia 12 de junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Papo de Cinema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Papo de Cinema é um evento que irá acontecer durante todo o ano de 2009. Com o formato de talk show, tem como objetivo discutir e refletir sobre as principais novidades cinematográficas nacionais, aproximando artistas e realizadores com o grande público. Nos próximos meses estão previstos encontros grandes nomes do cinema brasileiro, acompanhando importantes lançamentos nas telas de todo o país. Um novo espaço de promoção e divulgação do melhor do cinema nacional se abre dentro do calendário cultural gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Simonal, Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Papo de Cinema&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Segunda-feira, 08 de junho, 19h&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Entrada Franca&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Praia de Belas Shopping Center&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Av. Praia de Belas, 1181 – Porto Alegre/RS&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.phosphoros.com.br/papodecinema"&gt;Fonte: Porto Cultura - Papo de Cinema&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-3981602043805169189?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/3981602043805169189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-em-porto-alegre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3981602043805169189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3981602043805169189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-em-porto-alegre.html' title='Simonal em Porto Alegre'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StAPZlc1fWI/AAAAAAAAARo/qQdITWOzK5g/s72-c/Simonal+-+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+Que+Dei+-+MeireBottura+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-8762101365031708036</id><published>2009-05-30T10:10:00.003-03:00</published><updated>2010-08-31T12:21:56.108-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvito Leal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Simonal no Viradão Carioca</title><content type='html'>&lt;img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StHGc8WqqtI/AAAAAAAAATI/Nurjw6_iJqo/s320/Meire+Bottura+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Simonal-Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após cinco edições bem-sucedidas em São Paulo, a prefeitura do Rio de Janeiro leva cultura à população com uma maratona de cerca de 300 atrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Viradão Carioca&lt;/strong&gt; começa nesta sexta-feira, dia 5, e segue até a noite do próximo domingo. Entre as atrações, haverá uma homenagem a &lt;strong&gt;Wilson Simonal&lt;/strong&gt; comandada por Elza Soares, e a exibição do premiado documenário &lt;em&gt;Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei&lt;/em&gt;, dos diretores Claudio Manoel (da trupe Casseta &amp;amp; Planeta), Calvito Leal e Micael Langer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição de 2008 da Virada Cultural de São Paulo, tivemos um showzaço no Largo do Arouche com os músicos Max de Castro e Wilson Simoninha, filhos de Simonal. Foi de arrepiar, &lt;em&gt;"só quem viu é que pode contar"&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, pessoal de Sampa, s'imbora começar a campanha &lt;em&gt;Tributo Simona 2010 - Virada Cultural de São Paulo&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.viradaocarioca.com/programacao/dia/05-sexta/"&gt;Confira a programação completa do Viradão Carioca no site oficial do evento&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-8762101365031708036?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/8762101365031708036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/viradao-carioca-homenagem-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/8762101365031708036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/8762101365031708036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/viradao-carioca-homenagem-simonal.html' title='Simonal no Viradão Carioca'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/StHGc8WqqtI/AAAAAAAAATI/Nurjw6_iJqo/s72-c/Meire+Bottura+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira+-+Simonal-Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2480552173908681942</id><published>2009-05-12T14:06:00.020-03:00</published><updated>2009-11-10T14:17:19.842-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Estreia de Simonal - Mensagem do Claudio Manoel</title><content type='html'>&lt;img border="0" sr="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvmRVhevd2I/AAAAAAAAAVE/G-vzNVNHp50/s400/Simonal+-+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira.jpg" /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Alô, galera !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É AGORA OU NUNCA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa próxima sexta feira dia 15 de maio, estreia o documentário "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São mais de 6 anos de muita rala, suor, paixão, expectativas, apostas, dúvidas, etc e tal... e tudo vai ser decidido nesse próximo fim de semana. &lt;br /&gt;Essa é a regra do jogo, se o filme for bem, as salas (pouquissimas pra documentários, ainda mais sobre crioulos proscritos) são mantidas e, se o boca a boca emplacar (sem falsa modéstia, nisso eu confio muito mesmo), podem ser até ampliadas, chegando em mais cidades. Em suma, se tudo for ok, as chances de ir, aos poucos, atingindo corações e mentes, de cada vez mais gente, aumentam. Caso não... babau ! Kaboussetudo ! &lt;br /&gt;Portanto, tô aqui pra pedir pra quem puder ir que vá (é bacana, eu juro!) e se puder espalhar, melhor ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetindo (e esperando não ser um chato total): Tudo depende desse fim de semana. Escrevo essa mensagem não pra fazer chantagem emocional, e sim por acreditar na CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO de quem já viu ou quer ver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entonces, em meu nome, dos meus parceiros (Calvito e Micael), dos meus co-produtores, da rapaziada da equipe e, principalmente, da família Simonal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu muitíssimo obrigado.&lt;br /&gt;CLAUDIO MANOEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ao cinema no fim de semana? &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Afinal... "só quem viu é que pode contar!"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-2480552173908681942?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/2480552173908681942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/05/estreia-de-simonal-mensagem-do-claudio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2480552173908681942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2480552173908681942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/05/estreia-de-simonal-mensagem-do-claudio.html' title='Estreia de Simonal - Mensagem do Claudio Manoel'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SvmRVhevd2I/AAAAAAAAAVE/G-vzNVNHp50/s72-c/Simonal+-+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-3681351133646147872</id><published>2009-05-06T00:31:00.003-03:00</published><updated>2010-08-31T10:12:54.489-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mug'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chico Buarque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>Simonal e o Mug</title><content type='html'>Ele era bem esquisitinho! Rechonchudo, sem pescoço e nem pernas, media um palmo de altura e tinha braços compridos, cabelos vermelhos e cara de assustado. O corpo era de tecido preto e vestia roupas em estilo escocês. Aquele gorducho fazia um sucesso extraordinário e era cobiçado por homens, mulheres e, principalmente pelas crianças – dava até briga, todas queriam um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal era o cara da vez. Fazia sucesso onde estivesse e, tal qual o lendário Rei Midas, tudo o que tocava virava ouro. No final de 1966, ele fez uma turnê em Cannes com o Zimbo Trio, a Elisete Cardoso e o Chico Buarque. Na volta, ao desembarcar do avião, numa jogada de mestre aparece nas páginas de um conhecido jornal segurando um bonequinho trazido da França. Não deu outra, surgia a mais nova coqueluche da época – o Mug.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370669287720686338" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SohzQxyxEwI/AAAAAAAAAOI/q1VKI5zJ9Wc/s400/Mug.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 193px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 240px;" /&gt; &lt;br /&gt;O Mug virou mania nacional! A febre era tamanha que o bichinho foi parar até nos campeonatos de automobilismo. Camilo Christófaro e Eduardo Celidônio, dois dos maiores ícones do esporte, superados na época apenas por Emerson Fittipaldi, subiram ao pódio na histórica Mil Milhas de 1966, cada qual com um Mug nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo se espalhou a fama de que o estranho bibelô dava sorte. Virou um amuleto. Até Chico Buarque fez propaganda do Mug cantando na televisão, nos programas de auditório, com o boneco em punho. Chico, inclusive, citou o Mug no texto de capa de seu primeiro LP, de 1966:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“(...) Mané Berimbau com seus braços urgentes foi um produtor eficiente, enquanto que Mug assistiu a tudo com santa seriedade”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros artistas também eram freqüentemente vistos segurando o boneco, que ganhavam no programa comandado por Simonal na TV Record, “Show em Si...Monal”, e até música ele ganhou – O Samba do Mug!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;♫♫ &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Nunca vi ninguém com tanto azar&lt;br /&gt;Olha, não tira onda nenhuma, e nem consegue se arrumar&lt;br /&gt;Corta essa,&lt;br /&gt;Você tem que andar pra frente&lt;br /&gt;Vou dar-lhe um Mug de presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografe essa jogada&lt;br /&gt;Escute aqui meu camarada&lt;br /&gt;Mande embora essa tristeza&lt;br /&gt;E suas lágrimas enxugue&lt;br /&gt;E quem não caça com cachorro&lt;br /&gt;É só deixar&lt;br /&gt;Cair com o Mug&lt;br /&gt;E se você não acredita&lt;br /&gt;Eu não posso fazer nada&lt;br /&gt;Mas a figa tem um Mug&lt;br /&gt;Dentro da mão bem fechada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora pra provar&lt;br /&gt;Que o Mug é que é o quente&lt;br /&gt;Vou dar-lhe um Mug de presente&lt;br /&gt;Vou dar-lhe um Mug de presente&lt;br /&gt;Vou dar-lhe um Mug de presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha o Mug! &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Mas que segurança!&lt;/em&gt; "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adultos também ficaram apatetados por causa do Mug. Ele era o queridinho da vez e fazia um sucesso tremendo, tanto que não saía dos retrovisores dos carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, no auge da fama, o Mug levou uma baita rasteira. Vítima de fofocas, intrigas e disse-me-disse, o ídolo da criançada e dos marmanjos foi condenado a uma vida curta. Tudo começou quando, do dia para a noite, surgiram Mugs falsificados aos montes e, com a mesma rapidez, espalhou-se que se o boneco não fosse o verdadeiro traria má sorte. Não demorou, e todos torciam o nariz para o Mug e o acusavam de qualquer problema que surgisse. Quando, por exemplo, acontecia algum acidente de trânsito, logo aparecia o culpado – o pobre Mug.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teve jeito, o amuleto da sorte ganhou fama de pé-frio e rapidinho se transformou no azarento do momento. O fim do Mug foi trágico – todo mundo tratou de dar cabo do seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;OS MUGS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Apesar da curta existência, o Mug deixou sua marca e fez seguidores por todos os lados. Ainda no auge da fama, o boneco inspirou o surgimento de um novo conjunto musical, OS MUGS, formado por quatro rapazes do Rio de janeiro. Jovens, cheios de talento, e movidos pelo sucesso imediato, OS MUGS lançaram moda, quebraram diversos tabus e abriram caminho para outros seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no início da carreira, OS MUGS foram convidados para se apresentar semanalmente, aos domingos, no programa Hoje é Dia de Rock, exibido no canal 13, TV RIO. Logo viraram figuras constantes na mídia televisiva e passaram a tocar também na TV Globo do Rio de janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Mauro, ex-guitarrista do conjunto, lembra que a idéia do nome OS MUGS surgiu quando o pai dele viu no jornal a foto do Simonal segurando o Mug. O conjunto tinha um Mug desenhado na bateria e, nos shows, levavam vários deles pendurados nas guitarras. Enquanto cantavam, jogavam os bonecos para a platéia, que se descabelava para conseguir um. “A reação era estrondosa”, lembra Fernando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O músico Carlos Villas Bôas era o baterista dos MUGS e lembra do Simonal dos tempos do programa Os Brotos Comandam, do Carlos Imperial. “O Simonal e o Roberto Carlos estavam sempre por lá pedindo uma chance. Eram bem novinhos e já corriam atrás do sonho de cantar na TV. Sabiam o que queriam e do que eram capazes. O Simonal adorava interpretar as músicas do Elvis Presley, o que fazia com maestria e deixava o Roberto Carlos no chinelo. Cantava lindamente, por exemplo, Trouble, um blues dificílimo que foi um tremendo sucesso na voz do rei do rock.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos anos se passaram e Villas Bôas diz que é impossível mensurar até que ponto o inglês do Simonal era bom, mas garante que a sonoridade era perfeita. “Além de excelente cantor e intérprete, Simonal, apesar de muito jovem, também tocava alguns instrumentos, como bateria, piano e violão. Aprendera nos tempos do colégio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da fama imediata, o sucesso jamais subiu à cabeça dos MUGS. No começo de 1967, após uma apresentação, ao sair do palco o grupo deu de cara com o Carlos Manga, que na época era diretor da TV RIO. Ao vê-los, Manga imediatamente chamou-os e, sem se identificar, disse que queria dois Mugs. Os meninos não o conheciam e, como o estoque de bonecos já tinha acabado, pediram desculpas e prometeram atender o pedido na próxima semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi. No domingo seguinte, Manga ganhou, não dois, mas, quatro Mugs. Algum tempo após o episódio, um famoso guitarrista, que também se apresentava no programa, foi acusado de corrupção de menores. O fato foi amplamente divulgado na mídia e resultou na proibição da entrada de menores de dezoito anos no auditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo seguinte, OS MUGS seriam os primeiros a se apresentar e, faltando poucos minutos para o programa ir ao ar, o segurança do estúdio barrou a entrada do Jayminho, outro guitarrista do grupo, na época com dezessete anos. De nada adiantou tentar explicar que o rapaz pertencia à banda que abriria o programa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moço, por favor, sem ele a gente não toca!&lt;br /&gt;- Já chega de conversa! Eu disse que ele não entra e, se continuarem a teimar, não entra ninguém!&lt;br /&gt;Estava armada a confusão. Foi quando surgiu o produtor do programa e, ao ouvir o banzé, imediatamente gritou:&lt;br /&gt;- Os meninos têm livre acesso aqui! Ordens do Manga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só depois os rapazes descobriram que o tal Manga era o mesmo homem que pedira os bonecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS MUGS eram muito irreverentes, tanto no estilo musical, quanto na aparência. Villas Bôas lembra que eles sempre fizeram questão de manter os cabelos compridos, o que era proibido pela polícia. “Talvez por isso mesmo éramos tão venerados, tanto pelas moças quanto pelos rapazes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o sucesso do grupo ia além da imagem que eles cultivavam. Suas músicas eram consideradas muito modernas para a época, com vocais formados de duas a três vozes, em inglês, e construções instrumentais dificílimas. As apresentações dos MUGS eram complicadas, principalmente num estúdio de televisão, onde tudo era ao vivo e não podia haver erros. “Fazíamos um tremendo sucesso, chovia mil convites para shows e, claro, também choviam bonequinhos Mug nas platéias!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando e Carlos são unânimes em afirmar que Simonal jamais se incomodou com o sucesso do conjunto. Em muitas entrevistas, os repórteres perguntavam repetidas vezes se ele aprovava a escolha do nome do conjunto, e a resposta era sempre a mesma, “esses meninos têm talento, são muito bons!”. Simonal ria e dizia que gostava do boneco e também dos garotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS MUGS cativavam o público pela qualidade musical e, também, pela alegria de fazer o que gostavam. Villas Bôas lembra que eles viviam aprontando molecagens e muitas vezes estas aconteciam até mesmo sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, o Jayminho (ex-guitarrista, o mesmo que foi barrado na TV RIO) resolveu pintar os cabelos de louro para ficar parecido com o Ronnie Von, que na época era o queridinho das garotas, com aquela cara de príncipe de contos infantis. Quando chegou em casa, o pai quase teve um infarto. Ficou furioso e mandou que ele tirasse imediatamente aquela cor horrenda, não importando de que maneira. O garoto não teve dúvidas, jogou uma tinta preta por cima da amarela. Resultado, os cabelos ficaram verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS MUGS tinham vários shows agendados e viajaram para Minas, São Paulo, tocaram em muitos lugares - e o guitarrista com aquele cabelão verde em pleno ano de 1967. Sucesso absoluto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-3681351133646147872?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/3681351133646147872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-e-o-mug.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3681351133646147872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3681351133646147872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/06/simonal-e-o-mug.html' title='Simonal e o Mug'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SohzQxyxEwI/AAAAAAAAAOI/q1VKI5zJ9Wc/s72-c/Mug.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-532333509409698519</id><published>2009-04-11T15:01:00.065-03:00</published><updated>2009-12-04T01:45:53.039-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei</title><content type='html'>&lt;img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_mELJDkTI/AAAAAAAAAQw/ZzdblIwXE8o/s400/Simonal+-+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cinema resgata a vida intensa e o desaparecimento de um dos maiores artistas brasileiros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Por Meire Bottura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estréia em maio de 2009, o longa-metragem &lt;a href="http://www.simonal.com/"&gt;&lt;em&gt;Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. O documentário resgata o auge do estrelato e o fim de um artista à frente de seu tempo, Wilson Simonal de Castro, cantor de tamanho sucesso no Brasil que, após quatro décadas, ainda é difícil estabelecer parâmetros de comparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme dá a dimensão da importância de Simonal no cenário musical brasileiro dos anos 1960 e retrata com isenção a condenação sem provas que o cantor sofreu ao ser acusado de envolvimento com a polícia política do regime. Foi necessário abordar o assunto porque a acusação alcançou tamanha proporção que acabou por encobrir a magnitude do artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente, o documentário dará margem a futuras discussões. Tendo como pano de fundo a ditadura militar, em vez de oferecer respostas, traz à luz a necessidade de se aprofundar a discussão em torno dos fatos que ocasionaram a derrocada e o ostracismo de Wilson Simonal. Imagens de arquivo e depoimentos contundentes ressaltam a importância do cantor na história da música brasileira. Artista completo, Simonal tinha senso de palco inigualável e voz marcante, seja cantando soul, samba, jazz, bossa nova, ou qualquer outro gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com.br/meirebottura"&gt;ASSISTA O TRAILER&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="400"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rxnNvWLE9pI&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rxnNvWLE9pI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Wilson Simonal se confunde com a de outros brasileiros –com ou sem ideologias políticas–, que na época sofreram retaliações por denúncias vazias. Embora a suspeita de delação jamais tenha sido comprovada, Simonal foi julgado e condenado pela classe artística e pela mídia. O tema desperta paixões e discussões calorosas, portanto, é preciso cautela ao manifestar opiniões com base no senso comum e em diz-que-diz. Não raro surgem, principalmente na internet, comentários de pessoas que desconhecem os fatos e tampouco se preocupam em checá-los. Outros, tomados por posicionamentos ideológicos, questionam processos judiciais que à época atingiram os seus pares, porém os validam se corroboram as suas opiniões. Coerência não é (não deveria ser) excludente conforme a pauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome da nossa cultura, os brasileiros têm a obrigação de dar a devida atenção ao assunto: não há qualquer verdade em tudo o que foi dito contra Simonal ao longo de quase quatro décadas, e o suposto envolvimento com a repressão já foi esclarecido. Simonal cometeu um gravíssimo erro no infeliz episódio com o ex-contador, mas, não esqueçamos, ele foi processado, condenado e cumpriu a pena – pagou a dívida com a sociedade. Entretanto, o desfecho foi outro, a sua ingenuidade beirou à burrice, ele não percebeu a seriedade da situação e acreditou que a sua condição de artista famoso lhe daria respaldo. Resultado, deu munição para os que queriam vê-lo pelas costas: a mídia e a classe artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que entendamos a complexidade do assunto, é preciso frisar que Simonal era considerado persona non grata tanto pela esquerda, quanto pela direita. Era tido como perigoso porque dominava a massa – contra fatos não há argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323521398947499602" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SeDygdJ0zlI/AAAAAAAAACg/4A32k9wYvbQ/s400/54576.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 262px; margin: 0px auto 10px; text-align: left; width: 400px;" /&gt;&lt;br /&gt;O estopim da história foi o testemunho do policial Mário Borges, ao justificar o uso das dependências do DOPS para interrogar Rafael Viviani, contador de Simonal, suspeito de roubo. Borges, em sua própria defesa, mentiu em juízo: afirmou ter acreditado que o contador era um terrorista perigoso porque Simonal era um informante (da repressão) de longa data. Entretanto, o inspetor Vasconcelos – superior direto do policial – desmentiu a declaração, mas este depoimento estranhamente não ganhou as páginas dos jornais. Esclareço, a afirmação não é minha, consta no inquérito criminal instaurado pelo promotor público Pedro Fontoura na 23ª Vara Criminal do Rio de Janeiro (então Guanabara), em 13 de outubro de 1972.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O depoimento do Inspetor Vasconcelos, desmentindo o policial, acabaria de vez com as especulações, mas, certamente não venderia jornais. Já vimos este filme, não são poucos os casos que conhecemos. Simonal foi desmoralizado porque a mídia promoveu uma campanha sórdida contra ele e, convenientemente, a classe artística tratou de engolir rapidinho a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que Simonal cavou a própria cova porque era arrogante e metido. Sim, era mesmo, mas, qual é o problema, é crime? A meu ver, ele não destoava em nada de tantos outros artistas a não ser pelo “pecado” de ter nascido negro. Simonal incomodava porque não dizia amém à sociedade racista da época, afinal, não é difícil imaginar o burburinho em torno de um negão boa-pinta, desfilando a bordo de carrões e derretendo o coração das lourinhas de família. A sociedade não admitia tamanha audácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quero mocotó&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Maestro Erlon Chaves foi outra vítima da intransigência racial explícita que determinava: negros devem saber qual é o seu lugar. Erlon afrontou as más línguas ao conquistar a maior beldade da época, a louríssima Vera Fischer, e a gota d’água foi um episódio conhecido na época como “quero mocotó”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323521781802506226" src="http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SeDy2vZkl_I/AAAAAAAAACo/wkWQC3ujiJ0/s400/Erlon+Chaves+-+Mocot%C3%B3.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: left; width: 310px;" /&gt;&lt;br /&gt;Ao apresentar-se rodeado de lindas mulheres, o maestro insultou a sociedade – beijou uma bela loura e disse para as câmeras que com aquele gesto estaria beijando todas as brasileiras. Saiu do palco algemado, passou vários dias desaparecido, foi perseguido e proibido de exercer sua profissão por 30 dias em todo o território nacional. Esta é uma das inúmeras histórias que este triste país carrega no currículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, o preconceito racial no Brasil era explícito, normal e corriqueiro, o estranho era alguém agir diferente. E, não nos iludamos, a diferença daqueles tempos para os dias atuais é que agora, além de ser crime, o racismo também é politicamente incorreto, o que não o elimina, apenas camufla. Como disse Florestan Fernandes, &lt;em&gt;"o brasileiro tem preconceito de não ter preconceito"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, Wilson Simonal era atrevido e arrogante, e estava certo, tinha de se armar contra os que não admitiam que um negro nascido numa favela chegasse lá. E, além do mais, ele podia ser o que quisesse, afinal, não é qualquer um que consegue ser o maior cantor de um país tão grande. Ele incomodou sim, arrebatou multidões e alardeou seu talento aos quatro cantos… imperdoável.&lt;br /&gt;Tudo poderia ter sido diferente não fosse a mídia, que enaltece e destrói a bel-prazer, e, principalmente, emudece quando lhe convém. A história de Wilson Simonal é mais uma das gritantes perseguições do furo jornalístico em detrimento da verdade. A nossa imprensa tem no currículo vários episódios de carreiras e vidas destruídas por precipitação, injustiças, mentiras plantadas, interesses escusos, ou até mesmo por incapacidade profissional. Não raro, age de maneira arbitrária, descontextualiza e fragmenta as informações transformando-as em teses. Resultado, ao simplificá-las unilateralmente, em vez de uma denúncia fundamentada, define uma prova de crime e dá o veredito. Basta lembrar o linchamento público promovido contra os donos da Escola Base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354712471408052802" src="http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk_Cn0yhikI/AAAAAAAAAMY/Oq6IqvCJRgU/s320/9.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: left;" /&gt;&lt;br /&gt;Racismo não foi o único fator que determinou a queda de Simonal. Sua arte representava alegria num momento de dor e perdas, o que gerou perseguição policialesca por parte dos intelectuais engajados que não podiam questionar publicamente o sistema. Estes, transformavam suspeitas em verdades absolutas e, já que eram obrigados a engolir a humilhação de viver sob o jugo dos militares, se vingavam em bodes expiatórios como o Simonal. Eis a atuação do Pasquim que, sabemos, atirava para todos lados sem medir conseqüências. Claro, sei que eram outros tempos, mas, digam isso à família do cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda restam dúvidas, por que será que até hoje não apareceu uma única pessoa que tenha sido delatada por Simonal? Qualquer um bastaria: o filho de um delatado, neto ou sobrinho, um parente qualquer, um amigo ou conhecido. Claro, não apareceu porque essa pessoa não existe. No documentário, o próprio Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho - Rede Globo) afirmou que se Wilson Simonal fosse colaborador da repressão, ele teria sido, naquela época, a única atração com total aval para ir ao ar na Globo. Elementar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pasma que ainda pairem quaisquer dúvidas. Infelizmente, muitos não se dão ao trabalho de analisar o que há por trás deste emaranhado de informações conflitantes. As ideologias nos impedem de avaliar os fatos com isenção porque têm a pretensão de formar uma lógica para obter imagem universalizada de determinado assunto. Não é difícil compreender o que houve, basta o brasileiro ter real interesse em pesquisar. Já passou da hora de reconhecermos que Wilson Simonal é um patrimônio cultural nosso, devemos isso a nós mesmos. É preciso dizer, repetir e jamais esquecer que, à custa do calvário de Simonal e do enorme sofrimento da família, a nossa cultura ficou mais pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354716237628838402" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Sk_GDDDiEgI/AAAAAAAAAMo/eE9tzd6yqSE/s400/%C3%81lbuns.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 240px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 170px;" /&gt;O público consagrou Wilson Simonal como um de nossos maiores intérpretes. Os seus discos, sempre esmerados na produção os envovia, eram os mais vendidos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao documentário, finalmente este grande artista terá a atenção que deveria ter recebido em vida. Se estivesse vivo, certamente agradeceria a iniciativa porque sempre implorou ser ouvido, sem êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história grita, clama ser ouvida, não pede preces, pede justiça. Wilson Simonal merece a atenção dos estudiosos brasileiros, e não apenas citações. Negar a sua participação na história da nossa música é impossível. Evitar preconceitos será sempre uma boa introdução, e reverenciá-lo como artista é, definitivamente, o nosso dever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-532333509409698519?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/532333509409698519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/04/wilson-simonal-na-telona.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/532333509409698519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/532333509409698519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/04/wilson-simonal-na-telona.html' title='Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/Ss_mELJDkTI/AAAAAAAAAQw/ZzdblIwXE8o/s72-c/Simonal+-+Ningu%C3%A9m+Sabe+o+Duro+que+Dei+-+Quero+Tombo,+N%C3%A3o+Rasteira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2299045004429107503</id><published>2008-11-26T22:02:00.005-02:00</published><updated>2010-08-31T10:14:14.816-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mario Prata'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>Esquecemos de anistiar o Wilson Simonal</title><content type='html'>Por Mario Prata &lt;br /&gt;16 de janeiro de 1995&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro adora esquecer e/ou perdoar. O Collor, por exemplo, fez o que fez e acho que já foi perdoado. Eleições futuras, em Alagoas e no Brasil, irão comprovar isso. O próprio PC já está sendo visto com certa simpatia pelos coleguinhas da imprensa. Os Sete Anões, vocês se lembram deles? Não deu em nada. E nem vai dar.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jânio que, com a sua renúncia, em 61, levou o Brasil a mais de trinta anos de incertezas e atrasos, foi depois perdoado e os paulistanos o colocaram na cadeira de prefeito que deveria ter sido de FHC. O Paiacã, que fez aquela sacanagem toda, já foi perdoado e esquecido. O Zico, que perdeu aquele pênalti contra a França na Copa de 86 já foi perdoado. Até mesmo o Joaquim Silvério dos Reis, hoje em dia é apenas mero tema para vestibulandos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de comum entre o Collor, o PC, os Sete Anões, o Jânio, o Paiacã, o Zico e o Joaquim Silvério? São todos brancos. Uns, bandidos. Outros, como o Zico, brasileiros da maior dignidade. Mas todos, brasileiros brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa introdução acima é para falar do Wilson Simonal. Você sabe quem foi (ou quem é) Wilson Simonal? Um dos mais queridos e requisitados cantores dos anos sessenta. Bonachão, cheio de swing, uma voz afinadíssima, com uma inteligência rápida e rara no programa Essa Noite se Improvisa, brilhava ao lado de Chico, Caetano, Carlos Imperial, Gil, Roberto Carlos, Jair Rodrigues, Ellis. Um dia ele fez o Maracanãzinho cantar com ele, durante mais de meia hora, o Meu Limão, Meu Limoeiro. Quem não se lembra dele cantando Sá Marina? Naquele tempo o Brasil, na voz do Simona era mesmo Um País Tropical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois um dia o falecido jornal O Pasquim (onde tive a honra de trabalhar em 72 e 73), há já distantes vinte e cinco anos, disse, em letras garrafais, na primeira página, que o Simonal era dedo-duro. Que ele teria entregue um ex-funcionário para "os homens". Pudera: um crioulinho daquele, com um dos maiores contratos publicitários da época - com a Shell, multinacional do imperialismo! - andando pra cima e pra baixo numa Mercedes branca com estofamento vermelho, boa coisa não podia ser. A esquerda caiu de pau, chicotes e archotes em cima do "malandro". Nunca ficou clara a acusação. Nem pretendo discutir isso aqui. O Simonal sumiu. Sumiu o homem e a carreira, a voz e a alegria do "champinhon". Soube, através do filho dele, o também músico Simoninha (de quem tenho o prazer de ser amigo) que ele quase morreu no ano passado. Não há fígado que resista a uma acusação de 25 anos. Todos os fígados do Brasil já foram anistiados. Menos o do Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada vi o Simonal num memorável programa da deliciosa Hebe Camargo. Está magro, abatido, mas a voz é firme, gostosa como sempre. De vez em quando, a imprensa entrevista o Simonal. Mas sempre, sempre, sempre, da primeira à última pergunta, o tema é o mesmo, e ele, quase desesperado, diz que aquilo já passou. Não passou não, Simonal. Você foi marcado para sofrer, por todos nós da esquerda, daquela e naquela época. Acho que o buraco é mais embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi pensando no Simonal que eu me lembrei do Barbosa, goleiro da seleção de 50. Barbosa, tão preto quanto o Simonal, levou um gol do Gighia no segundo tempo e o Brasil perdeu a Copa do Mundo para o Uruguai. De quem foi a culpa? Daquele crioulo safado. Desde então (e lá se vão 45 anos) nunca outro negro foi goleiro da seleção canarinha. Pelo contrário, são sempre jovens bonitos, que não falam nem menas nem qüestã, altos, alguns até loiros: Ado (mais bonito do que goleiro), Leão (que sempre pintou o cabelo), Carlos (o elegante), Waldir Perez (o careca sensual), Taffarel (o ariano puro), Zetti (o bom menino), Felix (baixo, mas branco), Castilho (um lord), Gilmar (a elegância em pessoa). Barbosa (negro) jamais foi perdoado. A culpa foi dele, já que deveria ser de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal é o nosso Barbosa, levando petardos de todos os gighias brasileiros. Uma bola (ou uma bala) perdida passou por baixo dele e atingiu a sua alma negra. Um pai que tem um filho como o Simoninha, não pode ser ou ter sido tão perigoso e fdp assim. Num momento que o Brasil oferece exemplo de democracia e dignidade interna e externamente, é hora de se anistiar o Simonal. Que ele volte com sua voz gostosa e seu jeito de malandro aos palcos do Brasil. Deixemos que ele entre novamente em nossas casas, pela porta da frente. Ou pela gaveta de um CD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos anistiar o homem enquanto ele está vivo. Ele e nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.marioprataonline.com.br/obra/cronicas/esquecemos_de_anistiar.htm"&gt;Mario Prata online&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-2299045004429107503?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/2299045004429107503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/11/esquecemos-de-anistiar-o-wilson-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2299045004429107503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2299045004429107503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/11/esquecemos-de-anistiar-o-wilson-simonal.html' title='Esquecemos de anistiar o Wilson Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-8471331439489508776</id><published>2008-11-23T22:16:00.006-02:00</published><updated>2009-11-09T23:49:03.854-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folha de S.Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coleção Folha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ruy Castro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>Coleção Folha – Ruy Castro exalta Simonal</title><content type='html'>&lt;a href="http://bossanova.folha.com.br/images/17-wilson_simonal.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" sr="true" src="http://bossanova.folha.com.br/images/17-wilson_simonal.gif" width="190" /&gt;&lt;/a&gt;A Folha de S.Paulo lançou hoje o livro-cd &lt;i&gt;Wilson Simonal - Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repertório do cd é muito bom, e o livro é excelente: Ruy Castro dá o recado como poucos. O início é bastante pesado, mas gostei – talvez, por ter sido prevenida de que a coisa melhoraria na seqüência. O texto é sucinto, no tom certo para que, de cara, os desavisados tomem um susto e captem a dimensão do que vem a seguir. Infelizmente, para a compreensão da trajetória de Simonal, esse é um mal necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seqüência é, no mínimo, um milagre, um acontecimento. Ruy Castro de bom humor? Coisa rara! O moço, sempre tão implacável com Simonal quando se refere à Pilantragem, desta vez não carregou na tinta e ainda poetizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, a surpresa, o ponto alto: o que foi aquilo, o ranzinza Ruy Castro enaltecendo "Mamãe passou açúcar em mim"??? Eita, será que li direito? &lt;b&gt;&lt;i&gt;"[...] pensando bem, a música nos fazia descer de nossa empáfia e superioridade."&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não acredito, sei lá o que deu no rapaz. Realmente, estou impressionada. E, o bom disso tudo é que o cara tem muita credibilidade – um texto dele vale por mil de qualquer outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-8471331439489508776?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/8471331439489508776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/11/colecao-folha-ruy-castro-exalta-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/8471331439489508776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/8471331439489508776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/11/colecao-folha-ruy-castro-exalta-simonal.html' title='Coleção Folha – Ruy Castro exalta Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-9078350146000910714</id><published>2008-11-15T02:03:00.039-02:00</published><updated>2009-11-08T23:16:30.551-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Denilson Monteiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Imperial'/><title type='text'>Biografia de Carlos Imperial - Imperdível!</title><content type='html'>&lt;img border="0" height="180" sr="true" src="http://sandra40.files.wordpress.com/2008/11/convite-lancamento-livro-denilson.jpg" width="400" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca ouviu falar do polêmico Carlos Imperial? O meu&amp;nbsp;querido amigo, o escritor e pesquisador Denilson Monteiro, acaba de lançar a biografia do descobridor de muitos talentos brasileiros, dentre os quais, o grande Wilson Simonal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, o livro é fantástico, delicioso, já me peguei rindo à toa e passei por doida! E, como não podia deixar de ser, o nosso Simona também está lá. A propósito, para quem não sabe, Imperial também descobriu talentos, como Elis Regina, Roberto Carlos, Erasmo, Tim Maia... e tantos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura, a diversão é garantida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Dez! Nota dez! Eu sou Carlos Imperial&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Denilson Monteiro &lt;/i&gt;(Editora Matrix) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançamento em Sampa&lt;br /&gt;25/11, terça-feira, das 19 às 22h&lt;br /&gt;Livraria da Vila / Casa do Saber&lt;br /&gt;Rua Dr. Mário Ferraz, 414 - Jardins&lt;br /&gt;Tel: 11-3073.0513&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recadinho do Denilson:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Meire, diz pro pessoal que sou gente boa e que vai rolar um vinho de graça".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-9078350146000910714?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/9078350146000910714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/11/biografia-de-carlos-imperial-imperdivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/9078350146000910714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/9078350146000910714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/11/biografia-de-carlos-imperial-imperdivel.html' title='Biografia de Carlos Imperial - Imperdível!'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2797230409359363965</id><published>2008-11-02T00:00:00.008-02:00</published><updated>2009-11-09T01:29:07.590-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folha de S.Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coleção Folha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><title type='text'>Simonal - Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova</title><content type='html'>&lt;img border="0" sr="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_A79kLJHsbtw/SdwDQIyToWI/AAAAAAAAAlk/G4H2JyOUdbA/s400/imagem.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Folha de S.Paulo lança este mês o livro-cd &lt;strong&gt;Wilson Simonal - Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova &lt;/strong&gt;(nº 17 da Coleção). &lt;br /&gt;Estou contando as horas, essa notícia tem de ser muito comemorada! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://static.rateyourmusic.com/album_images/s1716764.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://static.rateyourmusic.com/album_images/s1716764.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Finalmente, começam a surgir sinais de que Simonal voltará a ser reconhecido – merecidamente – como um dos nossos maiores intérpretes de Bossa Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, ganhei de brinde da Volkswagem um belíssimo livro em comemoração aos 50 anos da Bossa Nova. Claro, corri procurar pelo Simonal: apesar da citação tímida, ao menos citaram. Senti uma pontinha de esperança, tendo em vista que até há pouquíssimo tempo muitos faziam de conta que Simonal não havia existido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, essa coleção vem provar de vez que as coisas estão realmente melhorando: o vergonhoso silêncio em torno do Simonal vai, finalmente, acabar. Nossa cultura só tem a ganhar. Viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Repertório:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. Olhou pra mim&lt;br /&gt;2. Amanhecendo&lt;br /&gt;3. Balanço zona sul&lt;br /&gt;4. Nanã&lt;br /&gt;5. Lobo bobo&lt;br /&gt;6. Ela vai, ela vem&lt;br /&gt;7. Rapaz de bem&lt;br /&gt;8. Samba do carioca&lt;br /&gt;9. Garota moderna&lt;br /&gt;10. Só tinha de ser com você&lt;br /&gt;11. Juca bobão&lt;br /&gt;12. Mangangá&lt;br /&gt;13. O apito no samba&lt;br /&gt;14. … Das rosas&lt;br /&gt;15. Só danço samba &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento do livro-cd do Simona será no dia 23 de novembro (venda em bancas de jornais).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-2797230409359363965?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/2797230409359363965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/11/simonal-colecao-folha-50-anos-de-bossa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2797230409359363965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2797230409359363965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/11/simonal-colecao-folha-50-anos-de-bossa.html' title='Simonal - Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A79kLJHsbtw/SdwDQIyToWI/AAAAAAAAAlk/G4H2JyOUdbA/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-6920391560083571588</id><published>2008-09-15T23:20:00.052-03:00</published><updated>2009-11-08T23:55:16.053-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wax Poetics Anthology Volume 2'/><title type='text'>Wax Poetics – The Saga of Wilson Simonal</title><content type='html'>A Wax Poetics, uma das mais importantes e prestigiadas publicações de música e comportamento nos EUA, acaba de lançar em livro suas principais reportagens sobre o universo do Jazz, Hip Hop e a Soul music.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://a482.ac-images.myspacecdn.com/images01/36/l_202538fc1f9e729898f6f163f41cdd21.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" sr="true" src="http://a482.ac-images.myspacecdn.com/images01/36/l_202538fc1f9e729898f6f163f41cdd21.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;The Saga of Wilson Simonal&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Intitulado &lt;em&gt;"Wax Poetics Anthology Volume 2"&lt;/em&gt;, o livro traz matérias com destaques do hip hop americano e mestres do jazz, e um capítulo inteiro dedicado ao cantor brasileiro &lt;strong&gt;Wilson Simonal&lt;/strong&gt;. Descreve e apresenta sua vida, discografia e importância musical, e deixa claro aos americanos e amantes de música que precisam descobrir esse grande artista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-6920391560083571588?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/6920391560083571588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/09/wax-poetics-saga-of-wilson-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6920391560083571588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6920391560083571588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/09/wax-poetics-saga-of-wilson-simonal.html' title='Wax Poetics – The Saga of Wilson Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-3132060766783033546</id><published>2008-08-26T23:36:00.004-03:00</published><updated>2010-08-31T10:15:53.123-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OAB'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dinah Sales de Oliveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pasquim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lauro Lisboa Garcia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jaguar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chico Anysio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artur da Távola'/><title type='text'>Simonal e os urubus</title><content type='html'>&lt;b&gt;As malhas que a imprensa tece&lt;br /&gt;Dinah Sales de Oliveira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internado na ala gratuita do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o dia 4 de abril, o cantor Wilson Simonal vem apresentando sinais de melhora. "Está bem mais consciente, alimenta-se normalmente e anda sem ajuda. Continua sem previsão de alta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de lacônico e quase asséptico, o último boletim médico, divulgado em 8 de maio, deixa nas entrelinhas uma débil esperança de que o quadro clínico se inverta e que o paciente sobreviva.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os sinais de recuperação devem ter dado alento aos parentes e amigos do cantor. Mas a grande imprensa deve ter torcido o nariz. Como urubus desapontados, os editores dos cadernos de cultura não puderam bater o martelo. Ainda não foi desta vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, apenas o fato de o cantor ter sido internado em estado lamentável – em termos médicos, com um quadro grave de degeneração hepática – já rendeu muitas páginas na imprensa (duas na revista Época, meia na Folha de S.Paulo e uma no O Estado de S.Paulo, apenas para citar alguns).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carne ainda não estava em decomposição, mas as aves catartidiformes já rondavam a cena. Como numa "crônica da morte anunciada", os jornalistas se postaram diante do hospital, telefonavam a toda hora para a assessoria de imprensa do Sírio Libanês e, sem rodeios, perguntavam se era verdade que o Simonal tinha morrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse empenho investigativo, no entanto, não foi mostrado no ano passado quando, numa tentativa de trazer de volta à cena o ídolo dos anos 60, um grupo de amigos produziu o espetáculo "Estilo Simonal", tentando mudar uma situação quase impossível pois, também para a mídia, Simonal já estava morto, por conta dos boatos que o condenaram – sem julgamento – nos anos 70 e acabaram com sua carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assessora de imprensa, fui contratada para divulgar a curta temporada de shows, numa casa noturna em São Paulo. Além das informações de praxe, no release de divulgação fizemos um box onde tentávamos passar a história a limpo, com base no documento assinado pelo então secretário de Estado dos Direitos Humanos, José Gregori. O ofício no 078/99, de 26 de janeiro de 1999, do Ministério da Justiça, atestava não haver nenhum indício de que Simonal houvesse colaborado com o SNI. Diz o documento: "... declaro que foi realizada uma pesquisa nos arquivos dos órgãos federais, especialmente os do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) e no Centro de Inteligência do Exército (...), que informam não terem sido encontrados nenhum registro ou evidência que apontem o interessado como colaborador, servidor ou prestador de serviços, mesmo como informante, dos referidos órgãos, durante o regime de exceção vivido no país".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião, nem uma só palavra na imprensa sobre o assunto. Como resultado do trabalho de assessoria, apenas algumas linhas nos roteiros culturais. Todo o empenho jornalístico não nos valeu de nada. A grande imprensa não achou que o "gancho" podia estar ali, no documento que anexamos ao material de divulgação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de abril deste ano, quando a notícia da internação de Wilson Simonal se espalhou, os "urubus" se dignaram a editar matérias tentanto explicar o até hoje inexplicável e acenar timidamente com uma absolvição. Com títulos como "Wilson Simonal, condenado ao silêncio" ou "Família quer resgate musical de Simonal", a grande imprensa se esmerou em repassar a história, contrapondo fotos do cantor no auge da carreira a outras, mais recentes, de um Simonal amargo, no ostracismo a que foi relegado, brandindo o documento oficial e clamando inocência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça seja feita, a única tentativa de anistia, ao menos jornalística, foi redigida, em 16 de março de 99, por Artur da Távola, em sua coluna do O Dia (com o títuto "Anistia para Simonal"). Não tenho informações sobre as motivações que levaram o colunista a defender publicamente o cantor (Artur da Távola credita a Chico Anysio a iniciativa de solicitar ao Ministério da Justiça a ficha de Simonal). Infelizmente, não pude anexar esse clipping ao minguado resultado da divulgação do show, já que a matéria era anterior à minha contratação, mas, como jornalista, me senti mais aliviada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No papel de um anônimo ombudsman, deixo aqui uma questão: a grande imprensa tinha o direito de guardar essa notícia na gaveta? Excluindo o fato da internação do cantor, todo o resto que se publicou até agora é notícia velha. Os leitores poderiam ter sido informados sobre o documento oficial há, pelo menos, um ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jaguar, um caso à parte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, outras pérolas jornalísticas emergiriam desse mar de lama. Na matéria escrita pelo jornalista Lauro Lisboa Garcia (revista Época, de 24 de abril) – na qual consta o documento assinado por José Gregori –, o humorista Jaguar declara-se orgulhoso "de ter ajudado a destruir a carreira do cantor" (numa capa, de 1972, O Pasquim acusou Wilson Simonal de ser "dedo-duro"). Questionado sobre o assunto, Jaguar desmonta tudo o que qualquer estudante de Jornalismo aprende logo no início do curso. "Foi um impulso meu. Ele era tido como dedo-duro. Não fui investigar nem vou fazer pesquisa para livrar a barra dele. Não tenho arrependimento nenhum." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição posterior, de 1º de maio, Época publicou duas cartas de leitores indignados com a postura do humorista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como acontece no divã do psicanalista – e, assumindo, arrongantemente, o lugar daquele que conduz a discussão e induz o outro a escarafunchar a memória, à procura de soluções –, interrompo a conversa aqui. Fica a história para uma mea-culpa e um debate mais amplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Dinah Sales de Oliveira - Jornalista formada em 1981 pela PUC-SP, dona da Expressa Comunicação Integrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/fd20052000.htm"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-3132060766783033546?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/3132060766783033546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/08/simonal-e-os-urubus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3132060766783033546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/3132060766783033546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/08/simonal-e-os-urubus.html' title='Simonal e os urubus'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-4290701063245176467</id><published>2008-08-13T18:12:00.000-03:00</published><updated>2010-08-31T12:09:34.512-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvito Leal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Simonal concorre ao VMB 2009 da MTV Brasileira</title><content type='html'>O VMB 2009, prêmio dado aos melhores da música pela MTV brasileira, traz uma novidade, a categoria &lt;strong&gt;Filme ou Documentário Musical do Ano&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOTE em &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.simonal.com/"&gt;Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; - direção de Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-4290701063245176467?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/4290701063245176467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/08/simonal-concorre-ao-vmb-2009-da-mtv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/4290701063245176467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/4290701063245176467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2009/08/simonal-concorre-ao-vmb-2009-da-mtv.html' title='Simonal concorre ao VMB 2009 da MTV Brasileira'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-5808149742874241953</id><published>2008-07-20T23:46:00.004-03:00</published><updated>2009-11-08T03:26:32.902-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OAB'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dinah Sales de Oliveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Rita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pasquim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lauro Lisboa Garcia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Waldemar Pavan'/><title type='text'>Simonal e O Pasquim: nem vem que não tem</title><content type='html'>Por Waldemar Pavan&lt;br /&gt;18 de fevereiro de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes de alcançar a notabilização pública pela paternidade de Wilson Simoninha e Max de Castro, Wilson Simonal (1939-2000) foi um dos maiores fenômemos artísticos que este país já viu, na década de 60. Até uma expressão fora importada para designar seus atributos artisticos: "showman", o artista que se bastava para segurar toda a batata quente de shows e apresentações públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distinção de Wilson Simonal como artista ímpar não ficou estacionada apenas na multiplicidade de talentos simplesmente artísticos. Era tempo da televisão P&amp;amp;B – nos anos de 1966/67 – e Wilson Simonal foi o primeiro artista negro no Brasil a comandar com muito "charme, veneno, elegância e swing" um programa todo seu na TV-Record: "Show Em Si Monal", líder absoluto de audiência enquanto durou.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Ainda neste período, Wilson Simonal – dono de voz límpída e de um tremendo "swing jazzístico" – juntou-se ao produtor e agitador cultural Carlos Imperial. Foram eles que batizaram o movimento musical do período 1967 a 1969 de "Turma da Pilantragem". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ousadia máxima da pilantragem daquele periodo arvorava-se em dirigir um carro bacana, vestir-se bem e viver sempre cercado de lindas garotas. As mesmas que foram homenageadas por Wilson Simonal na introdução da gravação de País Tropical, onde ele acrescentou à letra de Jorge Ben uma dedicatória verbal de autoria própria: "em homenagem à graça, ao charme e ao veneno da mulher brasileira". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca ninguém tinha cantado que "a graça, o charme e o veneno da mulher brasileira" eram os itens que a faziam positivamente diferente das mulheres de outros lugares do planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas músicas de então falavam de carrões e garotas lindas. O único pecadilho era a receita musical da Turma da Pilantragem: copiada de fora, importada diretamente dos arranjos da gravadora A&amp;amp;M Records, para os discos de Chris Montez. No caso, um cantor banal mas de muito sucesso internacional; que usava o falsete vocal para atualizar e padronizar arranjos para clássicos da música norte-americana, balanceados por um vibrafone bastante espertinho e dançante: “The More I See You”, “Day By Day”, “Time After Time”, “There Will Never Be Another You” e “The Shadow Of Your Smile”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semelhança entre Chris Montez e Wilson Simonal limitava-se ao DNA dos arranjos, já que o americano cantava muito mal, sofrível até, um engodo da indústria da música. Já o artista brasileiro esbanjava interpretação vocal, acima de qualquer critica possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal cantava músicas de temática inocente, sim, mas também era cantor de nobre e delicado repertório da música brasileira que ia de “Nanã” (Moacir Santos) a “Manias” (Flávio Cavalcante). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de Wilson Simonal era só “Alegria, Alegria” até quando uma reportagem do jornal O Pasquim, em 1972, acusou-o de ser informante do famigerado SNI (Serviço Nacional de Informações), o orgão máximo da repressão e caça-às-bruxas do regime de exceção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ostracismo foi inevitável, a partir da publicação da matéria. A classe artistica ofereceu-lhe as costas; as emissoras de rádio cessaram a execução de suas músicas; os poucos canais de TV existentes na altura fecharam-lhe às portas; e a imprensa escrita não se interessou em investigar o assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pasquim era um jornal de periodicidade semanal, na minha opinião, porta-voz da "inteligência bêbada" do Brasil. Para mim, seus objetivos mais explícitos era fazer apologia aos porres homéricos, enaltecer a vida bandida e romancear o submundo do crime. Foi, por exemplo, esse jornal que primeiro deu voz a outro negro, o travesti e marginal carioca, Madame Satã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madame Satã exibiu, em entrevista nas páginas do semanário, toda a sua valentia, truculência, atrevimento e prepotência, enquanto o direito básico de resposta ao negro Wilson Simonal nunca veio. A equação era simples: enquanto o negro bandido ao ser entrevistado aumentava a tiragem, o negro trabalhador e pai de família só compareceu nas páginas do semanário para ser acusado de delator. Aceitar o direito de resposta de Simonal em nada alteraria a tiragem do Pasquim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que foi esse jornalismo idealizado e realizado, por uma equipe de alcóolatras confessos, que arrasou com a vida pessoal e a carreira profissional de um dos maiores ídolos musicais que este país já produziu. As entrevistas no semanário eram também ilustradas por fotos de garrafas de bebidas semi-vazias e narrativas da evolução dos porres comunitários de entrevistados e entrevistadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1972 e 2000, quase nada foi noticiado sobre Wilson Simonal. Em 2000, o artista bastante debilitado fisicamente fora internado. São desta época os dois trechos selecionados da crônica publicada no Observatório da Imprensa, por sua assessora temporária de imprensa, Dinah Sales de Oliveira: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como assessora de imprensa, fui contratada para divulgar a curta temporada de shows, numa casa noturna em São Paulo. Além das informações de praxe, no release de divulgação fizemos um box onde tentávamos passar a história a limpo, com base no documento assinado pelo então secretário de Estado dos Direitos Humanos, José Gregori. O ofício no. 078/99, de 26 de janeiro de 1999, do Ministério da Justiça, atestava não haver nenhum indício de que Simonal houvesse colaborado com o SNI. Diz o documento: ‘(...) declaro que foi realizada uma pesquisa nos arquivos dos órgãos federais, especialmente os do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) e no Centro de Inteligência do Exército (...) que informam não terem sido encontrados quaisquer registros ou evidências que apontem o interessado como colaborador, servidor ou prestador de serviços, mesmo como informante, dos referidos órgãos, durante o regime de exceção vivido no país (...)” Na ocasião, nem uma só palavra na imprensa sobre o assunto. Como resultado do trabalho de assessoria, apenas algumas linhas nos roteiros culturais. Todo o empenho jornalístico não nos valeu de nada. A grande imprensa não achou que o ‘gancho’ podia estar ali, no documento que anexamos ao material de divulgação". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entretanto, outras pérolas jornalísticas emergiriam desse mar de lama. Na matéria escrita pelo jornalista Lauro Lisboa Garcia (revista Época, de 24 de abril) – na qual consta o documento assinado por José Gregori –, o humorista Jaguar declara-se orgulhoso ‘de ter ajudado a destruir a carreira do cantor’ (numa capa, de 1972, O Pasquim acusou Wilson Simonal de ser ‘dedo-duro’). Questionado sobre o assunto, Jaguar desmonta tudo o que qualquer estudante de jornalismo aprende logo no início do curso. ‘Foi um impulso meu. Ele era tido como dedo-duro. Não fui investigar nem vou fazer pesquisa para livrar a barra dele. Não tenho arrependimento nenhum’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2002 transcorreu sem nenhuma homenagem a Wilson Simonal. Trinta anos desde a publicação de O Pasquim que submetera Wilson Simonal ao exilio compulsório, no seu "patropi abençoado por Deus e bonito por natureza". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único registro fonográfico disponível em CD deste periodo Turma da Pilantragem era então uma coletânea de dois CDs da série Meus Momentos (gravadora EMI). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminava o ano de 2002 e uma belíssima surpresa me encheu de alegria: o relançamento tríplice da série “Alegria, Alegria” composta pelos discos Alegria Alegria!!! (1967), Alegria, Alegria Vol.2 ou Quem Não Tem Swing Morre Com a Boca Cheia de Formiga (1968) e Alegria, Alegria Vol. 3 ou Cada Um Tem o Disco Que Merece (1969), recentemente remasterizados, encaixotados e relançados em CD pela gravadora EMI na coleção Brasil de A a Z. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes três álbuns refletem o quão pueril foi o movimento musical Turma da Pilantragem; ou seja: a pilantragem de Wilson Simonal era tão família que, se ouvida hoje pelos netos de seus detratores, serviria tão somente para embalar suas brincadeiras infanto-juvenis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento de discos na década de 60 dava-se da seguinte maneira: lançava-se o LP (vinil) com 12 músicas; separava-se as que emplacavam no gosto popular; e lançava-se no formato compacto simples, que comportava uma música em cada face. Destes três albuns, não apenas duas por volume foram lançadas em compactos simples: várias ocuparam o primeiro lugar nas paradas de sucessos. Entre elas: "Os Escravos de Jó", "Agora é Cinza", "Vesti Azul", "Nem Vem Que Não Tem", "Sá Marina", "Zazueira", "De Como Um Garoto Apaixonado Perdoou Por Causa de Um dos Mandamentos", "Vamos S'Imbora", "Manias", "Meia Volta (Ana Cristina)", "Cartão de Visitas", "Mustang Cor de Sangue"e "Aleluia Aleluia". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, nem todos os mega-sucessos de Wilson Simonal estão elencados nestes discos. Ainda permancem inéditos os LPs que abrigavam outras pérolas da ingenuidade e pilantragem infanto-juvenil: "Mamãe Passou Açucar Em Mim", "Meu Limão, Meu Limoeiro" (cantada em unísssono no Maracanãzinho por um coro de 15 mil vozes), "País Tropical" – e tantas outras que fizeram com o que charme, a graça, a elegância e o swing de Wilson Simonal permanecessem carinhosamente guardados no coração de cada pessoa que, com o artista, compartilhou toda a sua alegria de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nota: soube pela imprensa que o fenômeno Maria Rita, filha de Elis Regina, incluiu no repertório, de seu recente show, a música "Menininha do Portão", que consta do CD Alegria, Alegria Vol.3.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Waldemar Pavan&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/imprimir.asp?codigo=940"&gt;Digestivo Cultural&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-5808149742874241953?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/5808149742874241953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/07/simonal-e-o-pasquim-nem-vem-que-nao-tem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5808149742874241953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5808149742874241953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/07/simonal-e-o-pasquim-nem-vem-que-nao-tem.html' title='Simonal e O Pasquim: nem vem que não tem'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-1019274148561650897</id><published>2008-06-15T14:07:00.054-03:00</published><updated>2009-11-08T23:12:36.801-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jamelão'/><title type='text'>Meus sentimentos à Nação Mangueirense</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_opx-CHFXpRs/ShivVpRDh1I/AAAAAAAAADY/yNo9c71tGYU/s1600/19_MHG_carnaval_jamelao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_opx-CHFXpRs/ShivVpRDh1I/AAAAAAAAADY/yNo9c71tGYU/s320/19_MHG_carnaval_jamelao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Hoje não tem ensaio na escola de samba, o morro está triste e o pandeiro calado"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre um poeta do samba. Hoje, calou-se a voz do maior intérprete da história do carnaval carioca, Jamelão. Papai do céu sempre escolhe os melhores para se sentarem ao seu lado e, agora, quis um tenor para engrossar o coro dos anjos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui, de São Paulo, consigo sentir o silêncio na alma da Estação Primeira de Mangueira. A comunidade sambista, o Rio de Janeiro e o Brasil estão em luto, foi-se embora parte da alegria e da empolgação que revestia a festa de fevereiro na Marquês de Sapucaí. Ainda ouço a sua voz, forte como um trovão, cantando &lt;em&gt;"me leva que eu vou, sonho meu, atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu"&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adorava a voz e a figura do Jamelão, e gostava mais ainda do seu adorável péssimo humor... &lt;br /&gt;Anjinhos, atenção: que ninguém ai no céu ouse chamá-lo de "puxador" de samba, que é pra não ter barraco - isso dá uma confusão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descanso merecido ao velho mestre, que agora vai pra junto de Cartola e de outros que fizeram da Mangueira o maior estandarte do carnaval carioca. Que a sua voz ecoe no céu, alegrando a todos que lá encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saibamos reverenciar os nossos heróis, porque, como disse o poeta português, &lt;em&gt;"os passos passam, ficam as pegadas"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;PRANTO DE POETA / SEMPRE MANGUEIRA&lt;br /&gt;Beth Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Em Mangueira, quando morre um poeta&lt;br /&gt;Todos choram &lt;br /&gt;Vivo tranqüilo em Mangueira porque&lt;br /&gt;Sei que alguém há de chorar quando eu morrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pranto em Mangueira é tão diferente&lt;br /&gt;É um pranto sem lenço, que alegra a gente&lt;br /&gt;Hei de ter um alguém pra chorar por mim&lt;br /&gt;Através de um pandeiro e de um tamborim..."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;PEDRA 90&lt;br /&gt;Alcione&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Rufam os tambores de Mangueira&lt;br /&gt;Para agradecer aos céus&lt;br /&gt;Vida prolongada, voz abençoada&lt;br /&gt;De quem nasceu pra cantar samba&lt;br /&gt;Exemplo de amor e lealdade &lt;br /&gt;Reflete em todos nós felicidade&lt;br /&gt;O manto verde e rosa é a paixão&lt;br /&gt;Do nosso eterno mestre Jamelão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo aclama nosso tesouro&lt;br /&gt;Mestre Jamela gogó de ouro&lt;br /&gt;A nação aplaude e ele merece&lt;br /&gt;Seu canto ecoa parece uma prece&lt;br /&gt;Lá vem o vem o desfile e a gente confia &lt;br /&gt;Que ele sustenta&lt;br /&gt;Interpreta com talento, deixa que ele arrebenta&lt;br /&gt;É o mestre Jamelão Pedra 90&lt;br /&gt;É o mestre Jamelão..."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;UM MINUTO DE SILÊNCIO&lt;br /&gt;Padeirinho (Osvaldo Vitalino de Oliveira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Se for possível um minuto de silêncio&lt;br /&gt;Em homenagem aos artistas falecidos&lt;br /&gt;E aqui lembro alguns nomes por extenso&lt;br /&gt;Daqueles que para nós não foram esquecidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se lembra do saudoso Carlos Gomes&lt;br /&gt;Autor da ópera chamada Guarani&lt;br /&gt;Compositores que tiveram grandes nomes&lt;br /&gt;Por exemplo, aqueles que conheci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo da Portela, Nazareno, Nono, Zé com Fome&lt;br /&gt;Geraldo Pereira que também teve seu nome&lt;br /&gt;Assim como tiveram, Chico Alves e o grande Noel&lt;br /&gt;Que hoje com Carmen Miranda cantam lá no céu..."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamelão, a partir de hoje também farás parte desta lista.&lt;br /&gt;Descanse em paz.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-1019274148561650897?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/1019274148561650897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/06/meus-sentimentos-nacao-mangueirense.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1019274148561650897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1019274148561650897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/06/meus-sentimentos-nacao-mangueirense.html' title='Meus sentimentos à Nação Mangueirense'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_opx-CHFXpRs/ShivVpRDh1I/AAAAAAAAADY/yNo9c71tGYU/s72-c/19_MHG_carnaval_jamelao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-6419329151694656115</id><published>2008-04-27T13:54:00.024-03:00</published><updated>2009-11-10T14:02:26.756-02:00</updated><title type='text'>“É Simonal”, de Domingos de Oliveira</title><content type='html'>Ontem, durante a programação da Virada Cultural, a Cinemateca Brasileira exibiu o longa "É Simonal" (1970), de Domingos de Oliveira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei! O filme é uma comédia leve e gostosa, e tudo soa engraçado, surreal, bem ao estilo anos 70. Tem nomes de peso como Ziembinski (é assim que se escreve?), Milton Moraes, Marília Pêra, etc., e, como de costume, Domingos de Oliveira faz uma pontinha. Há imagens históricas do Simonal e muitas foram usadas no documentário "Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo é bem simples e, talvez, por isso mesmo, cative tanto. Mostra cenas corriqueiras da vida de um astro da música (o próprio Simonal), acompanhadas de perto por uma fã (vivida pela atriz Irene Stefânia – linda, eu não a conhecia), que se passa por jornalista para se aproximar do ídolo. A SORTUDA participa de inúmeros acontecimentos ao lado de Simonal e, inclusive, eles vivem um rápido romance... bem inocente! O nome da personagem é Ana Cristina e, claro, não podia faltar a música Meia Volta Ana Cristina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens são interessantíssimas e, perdoem-me os meninos, mas, não resisto, preciso comentar: Deus do céu, como Simonal era lindo, que sex-appeal! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sinto que a sala estivesse tão vazia, mas, vale ressaltar, a data de exibição não foi muito favorável, já que a intensa programação da Virada Cultural estava a pleno vapor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-6419329151694656115?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/6419329151694656115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/04/e-simonal-de-domingos-de-oliveira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6419329151694656115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6419329151694656115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/04/e-simonal-de-domingos-de-oliveira.html' title='“É Simonal”, de Domingos de Oliveira'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-5743723915750614301</id><published>2008-04-21T13:48:00.005-03:00</published><updated>2009-11-10T13:52:10.246-02:00</updated><title type='text'>Cinemateca exibe "É Simonal"</title><content type='html'>Atenção fãs de Simonal, oportunidade imperdível! O longa "É Simonal" (1970), de Domingos de Oliveira, será exibido na Cinemateca Brasileira em 26 de abril às 20h00, durante a Virada Cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SALA CINEMATECA / BNDES&lt;br /&gt;Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Metrô Vila Mariana&lt;br /&gt;Telefone (11) 3512-6111, ramal 215&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Evento gratuito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Esqueci de dizer - em São Paulo &lt;br /&gt;Programação completa no &lt;a href="http://www.cinemateca.gov.br/"&gt;site da Cinemateca&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-5743723915750614301?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/5743723915750614301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/04/cinemateca-exibe-e-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5743723915750614301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5743723915750614301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/04/cinemateca-exibe-e-simonal.html' title='Cinemateca exibe &quot;É Simonal&quot;'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-6016907490392088252</id><published>2008-04-05T14:03:00.007-03:00</published><updated>2009-11-10T14:19:34.324-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Simonal aplaudido de pé – como nos velhos tempos!</title><content type='html'>Estou em estado de êxtase... há duas semanas, quando assisti pela primeira vez o documentário "Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei, estava tão presa às preocupações, medos e fantasmas, que não percebi o que esta obra tem de melhor: traduz com PERFEIÇÃO a grandeza do que Simonal significou para este país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, me libertei dos traumas e assisti ao filme com os olhos e o coração da menininha Meire que adorava aquele homenzarrão lindo e sonhava tê-lo no quintal de casa, para com ele brincar. Um ídolo jamais se apaga da memória de uma criança, principalmente se foi ele quem lhe ensinou o significado da palavra alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, deixei de lado a sisudez típica de um adulto e me permiti reagir conforme o meu coração mandasse. Não pensei que me emocionaria tanto… foi uma viagem intensa, um reboliço de emoções escondidas, guardadinhas no subconsciente, ativadas por imagens e sons que trouxeram à tona memórias que me fizeram cantar, aplaudir, chorar, esbravejar, xingar… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti-me em casa, entre amigos, todos à minha volta reagiram da mesma forma, ninguém hesitou deixar fluir a emoção que este grande filme despertou. Aliás, sala lotada, lotada! Simonal foi aplaudido de pé, como nos velhos tempos! A reação do público foi intensa, uma das coisas mais tocantes e belas que presenciei… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que tanta emoção, tanto choro? Porque Simonal é Brasil, Brasil é Simonal, ele é a nossa cara, a nossa história. E, foi fantástico ver tantos jovens, muitos! Agora, graças a este filme, serão eles, os nossos jovens, que finalmente trarão Simonal de volta ao lugar de onde ele jamais deveria ter saído. Escrevo aleatoriamente, ainda não sei o que dizer, preciso organizar as idéias… sinto-me atordoada por uma embriaguez de alegria, a minha felicidade é indescritível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos diretores Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, desejo, do fundo do meu coração e da minha alma, que Deus os abençoe. Terão a eterna gratidão de fãs que, como eu, sentem-se órfãos pela ausência, neste mundo, do rei da alegria, Wilson Simonal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-6016907490392088252?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/6016907490392088252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/04/simonal-aplaudido-de-pe-como-nos-velhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6016907490392088252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6016907490392088252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/04/simonal-aplaudido-de-pe-como-nos-velhos.html' title='Simonal aplaudido de pé – como nos velhos tempos!'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-888293682269410289</id><published>2008-04-04T12:08:00.009-03:00</published><updated>2009-11-08T06:22:09.231-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudio Manoel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lauro Lisboa Garcia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvito Leal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Micael Langer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Simonal, a grande voz a se descobrir</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080404/not_imp150901,0.php"&gt;Estadão - Caderno 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filme faz justiça ao artista sem fugir da polêmica que derrubou o homem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lauro Lisboa Garcia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SucANP8GoDI/AAAAAAAAAUM/ueB1q-B4JUg/s320/26.jpg" vr="true" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da polêmica que acabou com a vida pessoal e artística de Wilson Simonal - a acusação de ter sido informante da ditadura -, havia uma grande voz, que o Brasil que o linchou moralmente, sem jamais provar a culpa, se esqueceu de apreciar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ouve seus principais discos, os da fase da Odeon nos anos 1960 até a virada para os 70, é fácil reconhecer as virtudes do cantor, no domínio do ritmo, na malemolência, na beleza do timbre, na suavidade, na fluência e na naturalidade da emissão. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sem fugir do inevitável tema espinhoso, o que o documentário Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, tem de mais revelador para as gerações que só ouviram falar de seu sucesso são as imagens históricas de suas apresentações. São provas mais convincentes - de seu poder de mover as massas com enorme carisma - do que o documento oficial do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) que o cantor teve de, humilhantemente, exibir em programas de televisão, perto do fim da vida, para provar sua inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a isso, para muitos a dúvida permanece, mas o filme - que será exibido hoje e amanhã no CineSesc no festival É Tudo Verdade - faz justiça ao artista Simonal. Contemporâneos próximos dele, como Mièle, Ricardo Cravo Albin, Arthur da Távola, Pelé, Nelson Motta, e outros, além dos filhos Simoninha e Max de Castro, lembram detalhes importantes com visão simpática, mas também crítica do cantor e da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como desafiou Chico Anísio em depoimento para o documentário: quem do meio artístico pode dizer que foi acusado por Simonal? Então, por que a classe artística não o apoiou? Por medo. Esta, como outras tragédias do período, foi pautada pelo medo. Não só para os artistas, mas para a mídia, as gravadoras, as casas de shows e a opinião pública, Simonal virou ''um leproso'', como diz o produtor, compositor e escritor Nelson Motta no filme. Pagou caro pelo que Motta chama de misto de ingenuidade e prepotência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiado de que seu contador, Rafael Viviani, o estava desfalcando, o cantor mandou dois brucutus darem uma surra nele. Viviani deu queixa na polícia e Simonal foi convocado a depor. Na delegacia, deu-se conta de que o escudo da popularidade não era suficiente para isentá-lo da barra-pesada. A história era mais séria do que pensava. Por medo, segundo se diz no documentário, Simonal manifestou seu apoio à ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvido pela primeira vez no filme, Viviani nega que tenha cometido o desfalque. E relata que foi por medo da tortura e de ameaças contra a vida de sua família que confessou sua culpa no episódio. Sem investigar a história a fundo, a grande imprensa condenou Simonal. E a pequena também. O lendário tablóide O Pasquim, como artifício para driblar a censura, jogava numa lata de lixo o nome de pessoas ''suspeitas'', como forma velada de criticar o regime militar. Simonal virou freguês deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia meio-termo, lembram os entrevistados no filme: quem não estava com a ditadura estava radicalmente contra ela, e vice-versa. Ninguém queria correr riscos. Além disso, havia o preconceito racial, que o próprio cantor combatia de leve a seu jeito, e foi tema de uma de suas melhores canções, Tributo a Martin Luther King. Quando ele a canta no filme é tocante. ''Um crioulo de nariz empinado'', como diz Toni Tornado, rico e montado num sucesso equivalente (ou maior) ao de Roberto Carlos, não podia circular livremente com suas três Mercedes. Que, ele, aliás, conseguiu trabalhando pra valer, como diz na letra da canção que dá título ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal ficou famoso com a pilantragem (estilo debochado de cantar que criou com Carlos Imperial) e canções como Sá Marina (Antônio Adolfo/Tibério Gaspar) e País Tropical (Jorge Ben), cujo teor ufanista só piorou sua situação, mas foi além. ''A pilantragem é uma grande bobagem, Simonal era muito maior do que isso'', diz o escritor e pesquisador Sérgio Cabral. E era mesmo. Sua gravação de Duas Contas (Garoto) é um sublime exemplo. Seu dueto com Sarah Vaughan em The Shadow of Your Smile, mostrado no filme, é antológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sua popularidade veio com temas mais rasos como Meu Limão, Meu Limoeiro. É outra imagem rara (e impressionante) que o filme recupera: um Maracanãzinho lotado com 30 mil pessoas no Festival Internacional da Canção, cantando em uníssono, os versos da canção, sob a regência de Simonal. Isso quando nem tinha chegado a era dos shows em estádios. Mas a queda foi mais vertiginosa do que a ascensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Serviço &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei (84 min.) &lt;br /&gt;Direção:&amp;nbsp;Claudio Manoel, Micael Langer, Calvito Leal. &lt;br /&gt;CineSesc. R. Augusta, 2.075, telefone 3087-0500. &lt;br /&gt;Hoje, às 21h; amanhã, às 13h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-888293682269410289?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/888293682269410289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/04/simonal-grande-voz-se-descobrir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/888293682269410289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/888293682269410289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/04/simonal-grande-voz-se-descobrir.html' title='Simonal, a grande voz a se descobrir'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SucANP8GoDI/AAAAAAAAAUM/ueB1q-B4JUg/s72-c/26.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-2530859758842826400</id><published>2008-03-15T13:11:00.000-03:00</published><updated>2009-11-08T08:17:33.849-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival RTP da Canção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Wilson Simonal em Portugal – Festival RTP 1979</title><content type='html'>Raridade! Wilson Simonal no Festival RTP da Canção de 1979, promovido pela RTP - Rádio e Televisão de Portugal. Convidado de honra, o brasileiríssimo show-man esbanja talento e encanta os patrícios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil deve desculpas a este estupendo artista. Acredito, ainda viverei para vê-lo ocupar o lugar que lhe é de direito.&lt;br /&gt;S'imbora!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"AFINANDO" A PLATÉIA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com.br/meirebottura"&gt;Simonal "derreteu o gelo" dos patrícios!!!&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com.br/meirebottura"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;object height="350" width="400"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/S4lN3xxLF0Q&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/S4lN3xxLF0Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MINHA NAMORADA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com.br/meirebottura"&gt;Para assistir de joelhos!&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com.br/meirebottura"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="400"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OmIXWVmDTig&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OmIXWVmDTig&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com.br/meirebottura"&gt;A VIDA É SÓ PRA CANTAR&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="400"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_Jp9xPSqyK0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_Jp9xPSqyK0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com.br/meirebottura"&gt;&lt;strong&gt;SÁ MARINA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;object height="350" width="400"&gt;&lt;param name="movie" 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/&gt;&lt;strong&gt;LISBOA ANTIGA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="400"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pcWonS5XiBA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pcWonS5XiBA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TRISTEZA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="400"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/x4ZB10zlBZM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" 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href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2530859758842826400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/2530859758842826400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/11/raridade.html' title='Wilson Simonal em Portugal – Festival RTP 1979'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-4625984282071581983</id><published>2007-06-25T03:05:00.001-03:00</published><updated>2010-08-31T10:20:53.016-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miguel Falabella'/><title type='text'>Simonal por Falabella</title><content type='html'>Hoje faz 7 anos que Wilson Simonal faleceu. Em sua homenagem, reproduzo a linda crônica de Miguel Falabella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;29 de junho de 2000&lt;br /&gt;Jornal O Globo - Segundo Caderno&lt;br /&gt;Coluna "Um Coração Urbano"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquarela&lt;br /&gt;Por Miguel Falabella&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens de um país tropical e bonito por natureza Na sala de embarque, no aeroporto, um menino de 7 ou 8 anos faz uma festa com Caco Antibes, este personagem que anda colado em mim nos últimos anos. Ele ri, imita trejeitos do personagem e, depois, cansa da brincadeira e afunda o rosto num jogo eletrônico qualquer. Eu também me distraio e só volto a vê-lo dentro da aeronave, com o pai, na fileira de poltronas ao lado. Ele olha para todos os lados, corre a mão pelo braço do assento, mexe na fivela do cinto, chuta a poltrona com o calcanhar do tênis vermelho e, após alguns momentos de agitação frenética, encosta a cabeça no tecido e deixa o olhar se perder no sonho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro o jornal, que a aeromoça me traz com um sorriso, e há uma imensa matéria sobre a morte de Wilson Simonal. Imediatamente sou sugado pela espiral do tempo e atirado sobre o sofá forrado de plástico azul, que olhava encantado para a televisão pré-histórica.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um menino, como este aqui, a meu lado. As imagens de arquivo confundem-se com as minhas, saídas do esconderijo. O corpo magro, suado, aninhado entre a família, naqueles verões de janelas escancaradas, quando a vida lá fora movia-se em câmara lenta . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público cantando na tela da televisão e alguém que atravessava a cena com uma travessa nas mãos comentando: - Esse crioulo canta bem. - Tem suíngue - uma outra voz. - É um crioulo pernóstico - a tia, de visita, enchia a boca de sorvete de goiaba. - Eu tenho horror a crioulo pernóstico! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à minha poltrona, leio o resto da matéria e penso que o castigo que lhe foi imposto, o silêncio e o ostracismo, foi uma execução longa e dolorosa. Não vivi os fatos, pelo menos não na idade adulta, e não estou questionando a sentença, porque desconheço detalhes da história, mas, pelo que li nos jornais, não há provas conclusivas e há depoimentos contra e a favor, de modo que uma pergunta se instala na minha cabeça: quanto de horror a crioulo pernóstico haverá nessa condenação? Não sei... mas com o jornal aberto, na frente de meus olhos, ouvi outra vez aquela frase, com o perfume da goiaba madura de então. De qualquer maneira, culpado ou inocente, não podemos varrer o cantor que ele foi para baixo do tapete, porque não é assim que se faz. Definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erros e acertos devem ser contabilizados. Não se justifica apagar o registro de um artista e nunca mais trazê-lo a público. Não se apaga um nome da História, de qualquer maneira. Não se apaga a história, seja ela qual for. Esse direito, não temos. É coisa de maior instância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acabei abandonando Simonal, mas continuei no passado, porque estou cansado dos lanches de avião e não tinha trazido nenhuma leitura. Fiquei por lá, crescendo rapidamente na fantasia, pulando os anos, já adolescente, espinhas no rosto, cabelos compridos e um par de óculos inacreditável! (Meu irmão, se não me engano, foi a um show do Simonal. Eu ainda não tinha idade suficiente. Nunca temos idade suficiente, essa é que a verdade, mas tenho essa lembrança de meu irmão e minhas primas. Copiavam as gírias. A malandragem. As coisas que a gente lembra, num vôo da ponte aérea!) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino comeu o lanche e voltou a ficar impaciente. Ele conversa um pouco comigo e perde o interesse novamente. Sei exatamente como ele se sente, eu penso. Sei o que significa um cinto de segurança. Às vezes, são insuportáveis, ainda que necessários. Houve uma época, na Ilha, que eu só pensava em atravessar a ponte e me embrenhar na selva das cidades. (Quando fiz 14 anos, peguei dois ônibus e fui sozinho a uma matinê de quinta-feira, no Teatro Copacabana, assistir a uma comédia russa. Ary Fontoura, Arlete Sales, Zilka Salaberry e um elenco enorme. Na saída, já tinha escurecido e, não sei como, acabei pegando um ônibus na Barata Ribeiro, na direção oposta a que eu deveria seguir. Saltei na altura de Ipanema, o coração batendo acelerado, completamente perdido. Pedi informações e acabei acertando o ônibus para o Centro da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para o talento de Ary Fontoura, contracenando comigo no "Sai de baixo", fico encantado com Arlete, que eu estou dirigindo em "A vida passa", e sempre me lembro dessa história. Eu me perdi no meu primeiro encontro com o teatro. Às vezes a gente precisa mesmo se perder para se encontrar.) Por que é que estou lembrando disso? Talvez porque eu more num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. (Às vezes, eu tenho a certeza de que Deus existe. E também tenho a certeza de que, dado ao avançado da idade, ele contraiu o mal de Alzheimer e se esqueceu da gente. Quem era mesmo que dizia isso?) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião começa a preparar o pouso e eu arrisco uma olhada para a cidade, acabrunhada de frio. Vamos voando baixo por cima das casas, prédios e favelas. Eu acompanho o desenho dos casebres morro acima e, antes de fechar os olhos, para a aterrissagem, lembro daquele samba da Mangueira, que eu acho uma beleza: "Pergunte ao Criador/ quem pintou essa aquarela/ livre do açoite da senzala/ preso na miséria da favela". Lá embaixo, o Rio é uma aquarela cinzenta, sem as cores da sua natureza, à espera de melhores dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-4625984282071581983?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/4625984282071581983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2007/08/simonal-por-falabella.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/4625984282071581983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/4625984282071581983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2007/08/simonal-por-falabella.html' title='Simonal por Falabella'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-6768688062052127667</id><published>2007-05-06T11:57:00.008-03:00</published><updated>2009-11-08T03:02:19.523-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OAB'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mario Prata'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gilberto Gil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sarah Vaughan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chico Anysio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simoninha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artur da Távola'/><title type='text'>Wilson Simonal e a síndrome da avestruz</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.pagina20.com.br/06052007/direito.htm"&gt;QUESTÃO DE DIREITO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Luis Eduardo Patrone Regules *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os menos versados em biologia, a avestruz é simplesmente uma ave. Os expertos, por sua vez, catalogam a avestruz entre as aves que não voam, cuja altura pode superar os 2 metros e alcançar o peso de 120 kg (o macho). Ela possui pernas longas e robustas; também, penas soltas e flexíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade: referido animal atualmente é criado em fazendas para a extração de plumagem, pois as plumas têm interesse como adereço de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema bem mais interessante, a meu ver, decorre do que os espanhóis denominam de “táctica del avestruz”. A expressão alude fundamentalmente à atitude de quem tenta ignorar os perigos ou problemas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, não menos atraente seria a terminologia “Síndrome da Avestruz”, fenômeno que reflete algumas reações (ou a falta delas) da espécie humana. A fonte de inspiração reside no modus operandi da avestruz: o afundamento inconseqüente da cabeça em buraco (ou similar) toda vez que o animal se depara com situações perigosas ou incômodas.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Wilson Simonal de Castro nasceu no dia 26 de fevereiro de 1939 no Rio de Janeiro. A sua carreira profissional como músico teve início nos bailes cariocas, ocasião em que cantava rock e outros ritmos em inglês. Foi crooner do conjunto “Dry Boys” e integrou o conjunto “Os Guaranis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discografia de Simonal se concentrou na década de 60. Deixou gravado farto material sonoro com destaque, entre outros, para os discos “Wilson Simonal ao vivo” e “Alegria, alegria!!!”, ambos de 1967 pela gravadora Odeon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1969, lançou o sugestivo título “Alegria, alegria volume 4 ou Homenagem à graça, à beleza, ao charme e ao veneno da mulher brasileira” (Odeon). Além disto, apresentou programa musical na antiga TV Record intitulado “Show em Si...Monal”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere aos programas musicais de televisão, Simonal era imbatível. Dono absoluto da irreverência no palco, do carisma, além de notável talento musical, ele encantou o público brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, quando criança “driblava” o controle exercido sobre os horários de televisão. Nas ocasiões em que meus pais não estavam por perto, assisti alguns musicais da época (metade dos anos 70). Recordo a participação de Simonal nos programas de televisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida ao anúncio de seu nome pelo apresentador, entrava em cena sob o intenso aplauso do auditório. E não era para menos. O cantor surgia ao palco, normalmente, de roupa clara, quando não branca, de porte esguio, elegante, com sorriso e “swing” contagiantes. Dançava e se movimentava num domínio corporal poucas vezes visto na tela brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disto, Simonal tinha excepcional dom musical, voz de qualidade incomum e de fácil adaptação à bossa nova, ao jazz, ao rock, ao samba (e aos estilos musicais misturados, se fosse necessário), gêneros que abraçou com talento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente pronunciava palavras ou sílabas, cuidadosamente escolhidas, com som nasal (nasalado), o que dava às interpretações um contorno bastante diferenciado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, acima dos 40 anos de idade, não recorda da música de autoria de Jorge Ben interpretada magistralmente por Simonal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Moro num país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza mas que beleza, em fevereiro, em fevereiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem carnaval, tem carnaval, tenho um fusca e um violão Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“País Tropical” foi uma das canções eternizadas na voz de Simonal, ele que inventou o termo “Pa-tro-pi”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro tema que ficou famoso na voz do músico foi “Mamãe passou açúcar em mim”. A primeira estrofe da bem humorada balada assim anunciava: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu sei que tenho muitas garotas/ Todas gamadinhas por mim/ E todo dia /É uma agonia / Não posso mais andar na rua, é o fim/ Eu era neném, não tinha talco / Mamãe passou açúcar em mim”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos palcos, insista-se, a sua arrebatadora presença ofuscava os apresentadores. O seu senso de humor, a piada rápida, o jeito engenhosamente “malandro” de interagir com o público, renderam a Simonal a criação de um arquétipo cultural, a chamada “pilantragem”, aliás, motivo de satisfação para o músico e deleite dos ouvintes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carisma e a vigorosa exibição de Simonal não conheciam rivais a ponto de “duelar” em 1970 com Sarah Vaughan, famosa jazzista americana, em programa exibido pela TV Tupi. Talvez, tenha sido a única figura do meio artístico a subir ao palco e a ombrear com Wilson Simonal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, neste encontro memorável interpretaram juntos “Happy days”, de Jimmy Custer. Depois de algumas perguntas bem humoradas a Ms Sarah, Simonal puxou um primoroso “The Shadow of your smile”, música também interpretada em outras oportunidades pelas vozes de Tony Bennett e Frank Sinatra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, apesar de seu inegável talento, Simonal sofreu um boicote das gravadoras, rádios e da mídia em geral. Por consequência, conheceu o ostracismo, ironicamente, num período em que o Brasil recuperava gradativamente as liberdades públicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira dele foi destroçada em razão de denúncia, jamais comprovada, de ter colaborado com a ditadura militar. Ao longo dos anos 70 as rádios e gravadoras começam a se fechar para o cantor, bem como recai a ameaça de rejeição pelo meio musical aos artistas que tocassem com ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a acusação jamais veio acompanhada de prova idônea. Em verdade, após o exame de vários testemunhos e dos registros nos arquivos da União Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil declarou que Wilson Simonal, além de inocente, foi “artista honrado e merecedor do reconhecimento nacional, razão pela qual tem o direito de ser reabilitado moralmente, mesmo que de forma tardia” (2003). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal faleceu em 25 de junho de 2000 em sua cidade natal (Rio de Janeiro). Negou até o fim da vida qualquer participação como colaborador ou informante da ditadura. Nada disso interessou àqueles que lhe fecharam as portas da carreira profissional. Desafortunadamente, venceu a tacanha “Síndrome da Avestruz”. Vários se esconderam e pactuaram de um indecoroso silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, vozes independentes, como Artur da Távola, Chico Anísio, Mario Prata, entre outros, não se ocultaram diante da flagrante injustiça sofrida pelo músico. Expressaram, sem rodeios, a injustificável aflição a ele imposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último escreveu no jornal O Estado de S.Paulo, em 16 de janeiro de 1995, matéria sob o título “Esquecemos de Anistiar o Wilson Simonal”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa oportunidade, o escritor Mario Prata, ao abordar a acusação infundada, reflete de maneira (necessariamente) cortante sobre o destino deste músico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Simonal sumiu. Sumiu o homem e a carreira, a voz e a alegria do “champinhon”. Soube, através do filho dele, o também músico Simoninha (de quem tenho o prazer de ser amigo) que ele quase morreu no ano passado. Não há fígado que resista a uma acusação de 25 anos. Todos os fígados do Brasil já foram anistiados. Menos o do Simonal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do texto, Mario Prata conclui de maneira arrebatadora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Simonal é o nosso Barbosa, levando petardos de todos os gighias brasileiros. Uma bola (ou uma bala) perdida passou por baixo dele e atingiu a sua alma negra. (...). Num momento que o Brasil oferece exemplo de democracia e dignidade interna e externamente, é hora de se anistiar o Simonal. Que ele volte com sua voz gostosa e seu jeito de malandro aos palcos do Brasil. Deixemos que ele entre novamente em nossas casas, pela porta da frente. Ou pela gaveta de um CD. Vamos anistiar o homem enquanto ele está vivo. Ele e nós.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da ignomínia lançada contra o destacado cantor e compositor brasileiro, sabidamente inocente, impediram-lhe arbitrariamente (com o beneplácito das “avestruzes”) a difusão de sua obra na própria terra, o que traz como saldo negativo, nem sabemos se o único, o considerável desconhecimento desta personalidade artística pela geração dos anos 80 e seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo ocorreu num país que traz estampado na Constituição que a República se fundamenta na “dignidade da pessoa humana” (inciso III, artigo 1°), entre outros princípios ou direitos intangíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do desprezo pelo direito ao trabalho e ao desenvolvimento profissional do artista caracterizado no presente caso, cumpre observar que a sociedade brasileira teve seus direitos reduzidos em afronta à Constituição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coletividade possui o direito à informação, ou seja, a ser devidamente informada, conforme o regime constitucional reservado à Comunicação Social (artigo 220), vez que a manifestação do pensamento e a informação não podem sofrer restrições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a “informação” revela-se imprescindível para a “formação” do cidadão, não havendo outro caminho ao Estado brasileiro, também por força dos direitos culturais protegidos pela Constituição (artigo 215 e seguintes), senão promover o registro, a reconstrução, a preservação e a divulgação da memória cultural brasileira, de seus artistas e músicos em geral, especialmente daquele a quem nos referimos neste escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ministros da Cultura e da Educação, respectivamente, Gilberto Gil e Fernando Haddad, não possuem trajetórias carimbadas pelos sintomas da “Síndrome da Avestruz”. Caso permaneçam em seus cargos, após a reforma ministerial, terão, seguramente, muito a fazer neste campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que o Estado interfira incisivamente na preservação da memória cultural brasileira e que a sociedade se abra cada vez mais a essa experiência transformadora. É indispensável que sejamos, novamente, merecedores da inesquecível música de Wilson Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;* Luis Eduardo Patrone Regules é advogado, mestre em direito do Estado pela PUC-SP e professor do curso de especialização em direito público da EPD (Escola Paulista de Direito)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-6768688062052127667?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/6768688062052127667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2007/05/wilson-simonal-e-sindrome-da-avestruz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6768688062052127667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/6768688062052127667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2007/05/wilson-simonal-e-sindrome-da-avestruz.html' title='Wilson Simonal e a síndrome da avestruz'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-5706401150914848681</id><published>2007-04-19T22:27:00.001-03:00</published><updated>2010-08-31T10:24:11.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jaguar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chico Anysio'/><title type='text'>Wilson Simonal - Amor a Camocim</title><content type='html'>Por Chico Anysio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para felicidade particular do “humorista”Jaguar, o Wilson Simonal morreu. Ora, Senhor ! Uma pessoa humana como o Jaguar, um homem de bom caráter, cheio de muitos amigos, incapaz de uma briga, de causar um mal estar, merecia ser recompensado pelo prazer de ver a morte do Simonal há mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, Senhor, o poder da oração e, como o Jaguar tem todo o aspecto de uma pessoa muito religiosa, acredito na força das suas preces para que o Simonal demorasse a morrer e mais sofresse nesta vida que ele, Jaguar, preparou para ele. Morrer, na opinião do “cartunista”, significava uma felicidade para um escroque do tamanho do Simonal, com participação efetiva na revolução, na prisão da turma do “Pasquim”, na criação AI-5 e outras coisas inesquecivelmente nojentas, promovidas ou provocadas pelo tal cantorzinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de Wilson Simonal deve ter trazido, afinal, um grande alívio para a cabeça deste verme que tem nome de fera, pois na citada “cabeça” estava a certeza que ele se dava de que o cantor era um homem de direita, safado, informante do SNI .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Simonal, homem de música e de show, maestro que regia o público ao seu bel-prazer, além da infelicidade de não ter nascido americano, australiano, inglês, canadense ou de qualquer nacionalidade de palavras inglesas, podia imaginar qualquer coisa, menos vir a ser considerado um “homem de direita”. Simonal, alienadamente músico, alucinadamente cantor, eslouquecidamente show-man, desbragadamente um homem do palco, nem sabia o significado das letras S, N e I, quanto mais ser um informante deste orgão da chamada “revolução”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas… como no discurso que Sheakespeare escreveu… Jaguar queria e Jaguar é um homem bom; Simonal nunca se meteria em política, mas Jaguar dizia que sim e Jaguar é um homem honesto; Simonal vivia para sua arte e sua família, mas Jaguar é incapaz de uma mentira e Jaguar garantia sua participação efetiva na política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pesando 28 quilos, após ser proibido por quase 30 anos de se apresentar em público, de gravar, de ter suas músicas tocadas em todas as emissoras do pais; depois de ver sua família passar necessidades até os meninos poderem trabalhar, afinal Wilson Simonal morre. Meus pêsames à música popular brasileira e minhas congratulações ao Jaguar, neste momento em que, pela última vez na minha vida, falo ou escrevo seu nome, para não sujar minha boca ou produzir um defeito no meu computador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Anysio &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.literario.com.br/chicoanisio/chico16.htm"&gt;Literário On-line&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-5706401150914848681?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/5706401150914848681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/10/wilson-simonal-amor-camocim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5706401150914848681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/5706401150914848681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2008/10/wilson-simonal-amor-camocim.html' title='Wilson Simonal - Amor a Camocim'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-59466289100466850</id><published>2006-08-30T16:47:00.002-03:00</published><updated>2010-01-15T17:03:56.417-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simonal Canta Tom e Chico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EMI Music'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Danilo Casaletti'/><title type='text'>O outro lado de Simonal</title><content type='html'>O cantor Wilson Simonal ficou conhecido como o rei da 'pilantragem'. Entre as canções mais famosas em sua voz estão Sá Marina, Vesti Azul, Meu Limão, Meu Limoeiro e País Tropical, todas elas revelam o suingue da voz do cantor, que o fez ficar conhecido no Brasil e no Mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, um boato no início da década de 70 jogou Simonal no ostracismo: ele foi acusado de delatar colegas de profissão para o regime militar que comandava o país. Foi o fim de sua carreira. Simonal ficou preso aos seus antigos sucessos e todas as coletâneas lançadas no mercado se limitaram a esse repertório mais conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/S1C5utUuRbI/AAAAAAAAAa4/VFiZsQPJhJc/s1600-h/Wilson+Simonal+canta+Tom+%26+Chico+(2006)+EMI+Music.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/S1C5utUuRbI/AAAAAAAAAa4/VFiZsQPJhJc/s640/Wilson+Simonal+canta+Tom+%26+Chico+(2006)+EMI+Music.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Com o álbum &lt;em&gt;Wilson Simonal Canta Tom e Chico&lt;/em&gt;, a gravadora EMI -da qual o cantor foi contratado de 1961 a 1971- apresenta ao público um outro lado do intérprete. Entre as canções selecionadas estão as bossas Inútil Paisagem e Só Saudade, os sambas Cordão, Tem Mais Samba e Sonho de Um Carnaval e as conhecidas A Banda e Só Tinha De Ser Com Você. Outra faixa que vale ser destacada é Se Todos Fossem Iguais a Você, cantada em dueto com Rosa Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo Casaletti&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revistaquem.globo.com/Quem/0,6993,EQG1257072-3840,00.html"&gt;Revista Quem&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-59466289100466850?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/59466289100466850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2010/01/o-outro-lado-de-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/59466289100466850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/59466289100466850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2010/01/o-outro-lado-de-simonal.html' title='O outro lado de Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/S1C5utUuRbI/AAAAAAAAAa4/VFiZsQPJhJc/s72-c/Wilson+Simonal+canta+Tom+%26+Chico+(2006)+EMI+Music.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4223985453230458313.post-1747437520088344719</id><published>2006-06-25T17:16:00.018-03:00</published><updated>2010-01-15T17:53:09.823-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wilson Simonal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fundação Cultural Palmares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jefferson Rodrigues de Rezende'/><title type='text'>Samba Raro - O legado de Simonal</title><content type='html'>Mistura de Jazz, Samba, Rock, o verdadeiro swing brasileiro. &lt;br /&gt;Wilson Simonal de Castro, um dos maiores artistas brasileiros da década de 1960 e início dos anos 1970, ainda influencia jovens músicos e críticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faz seis anos que Simonal nos deixou, mas a sua música continua viva e estará sempre entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Samba Raro -&amp;nbsp;O legado de&amp;nbsp;Simonal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Produção: Cineasta Jefferson Rodrigues de Rezende&lt;br /&gt;Fundação Cultural Palmares&lt;br /&gt;Ano de produção: 2006&lt;br /&gt;Duração: 15 minutos&lt;br /&gt;Assista &lt;a href="http://www.palmares.gov.br/005/00502001.jsp?ttCD_CHAVE=356"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4223985453230458313-1747437520088344719?l=meirebottura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meirebottura.blogspot.com/feeds/1747437520088344719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2006/06/samba-raro-o-legado-de-simonal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1747437520088344719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4223985453230458313/posts/default/1747437520088344719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meirebottura.blogspot.com/2006/06/samba-raro-o-legado-de-simonal.html' title='Samba Raro - O legado de Simonal'/><author><name>Meire Bottura</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_359BL6gh_5g/SRMd_NRwPII/AAAAAAAAAAM/CgwrlV6zsa8/S220/sem+t%C3%ADtulo5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
